As Melhores do "Vai..."

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

6 meses do Brasil sem Miséria. E ninguém viu

Do blog PHA, conversa fiada:

Pensando bem, é melhor mandá-la para Cambridge

O Governo publicou nesta quinta-feira nos jornais do PiG (*) meia página de anúncio para fazer um balanço de seis meses do Programa Brasil Sem Miséria.

Vá a www.brasilsemmiseria.gov.br

É uma súmula do que a Presidenta tinha dito no Blog do Planalto.

407 mil famílias estão já inscritas – em seis meses de programa – no cadastro único que dará acesso ao Bolsa Família.

Como se sabe, um dos desafios do Brasil sem Miséria é o Estado chegar aos mais pobres.

Localizá-los, para atendê-los.

Mais 1,3 milhão de crianças e adolescentes passaram a fazer parte do Programa.

Daqui a um tempo, entram no ProUni e depois vão estudar em Harvard.

(Harvard, na verdade, é um perigo.

Como diz o Amaury, os Privatas Tucanos estudaram na PUC do Rio e foram aprender a lavar dinheiro em Harvar ( – é assim mesmo, revisor. Obrigado).

É melhor em Cambridge, digamos …

Ainda mais que o Brasil ficou maior do que a Inglaterra e pode subsidiar Cambridge, como o Kadafi fazia com London School of Economics …

Essa Dilma …)

O anuncio do Governo desta quinta feira dá conta também das 61 mil vagas em cursos de qualificação que o Programa criou: na construção civil, hotelaria, comercio, bares e restaurantes, industria.

Um horror !

Estão em construção 2.122 Unidades Básicas de Saúde.

Navalha

O problema, amigo navegante, é que o Governo tem que pagar anuncio para divulgar esses feitos.

Por que a Presidenta não ocupa o horário nobre toda semana – nada mais que uns sete minutos – com reportagens sobre, por exemplo, uma das 563 novas equipes do Programa Brasil Sorridente ?

Já imaginou um velhinho sorrindo no horário nobre, com a dentadura reluzente ?

Quando já se viu isso – um velhinho sorrindo – no horário nobre ?

No jornal do Ali Kamel só tem desgraça, o Brasil vai acabar toda semana.

Se o Brasil resiste à Urubologa de manhã, o Kamel derruba à noite.

Com o velhinho da dentadura, porém, o IBOPE vai estourar !



Em tempo: Bernardo, cadê o ante-projeto do Franklin ? Já achou ?


Paulo Henrique Amorim

Poder de compra do salário mínimo será o maior desde 1979

Mínimo será de R$ 622 em 1º de janeiro, alta de 14,13% sobre o valor atual e aumento real de 65,9% desde 2002. Estudo do Dieese revela que reajuste trará incremento de renda de R$ 47 bilhões na economia. Os efeitos serão sentidos especialmente no Norte e no Nordeste do país.



Ao passar a valer R$ 622 em 1º de janeiro, o salário mínimo brasileiro equivalerá a 2,25 cestas básicas, com valor unitário é estimado em R$ 276,31. É o maior poder de compra desde 1979, de acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese).

O reajuste do salário mínimo será de 14,13% diante dos atuais R$ 545, vigentes desde março de 2010. O aumento real atinge 9,2%. Para chegar a esse valor, o governo segue o acordo negociado em 2007 com as centrais sindicais, quando foi regulamentada a política de valorização do salário mínimo.

Essa política, que deve ser mantida até 2023, tem como critérios o repasse da inflação do período entre as correções, o aumento real pela variação do PIB, além da antecipação da data-base de revisão – a cada ano – até ser fixada em janeiro, o que aconteceu em 2010.


A política prevê que, em janeiro de 2012, o reajuste reponha a inflação segundo o INPC do período mais a variação do PIB de 2010. O crescimento do PIB em 2010, em dado que ainda será revisado, foi de 7,5%. Desde 2002, o aumento real acumulado do salário mínimo é de 65,9%.

O Dieese estima ainda que o novo valor do mínimo trará uma série de impactos positivos na economia brasileira. Entre eles: 48 milhões de pessoas que têm rendimento referenciado no salário mínimo serão beneficiadas; R$ 47 bilhões será o incremento de renda na economia; R$ 22,9 bilhões correspondem ao incremento na arrecadação tributária sobre o consumo. Os efeitos serão sentidos especialmente no Norte e no Nordeste do país.


“No setor público, o número de trabalhadores que ganha até 1 salário mínimo é pouco expressivo nas administrações federal e estaduais. Nas administrações municipais, a participação destes trabalhadores é maior, especialmente na região Nordeste. Quando se observa o impacto do aumento de 14,13% sobre o salário mínimo na massa de remuneração dos trabalhadores do setor público, verifica-se a mesma tendência: maior impacto nas administrações municipais no Nordeste e Norte”, diz a nota técnica do Dieese.

Fonte: Carta Maior

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cinismo absoluto: ONG de corruptos do DEM/PPS, que roubaram a saúde de Brasília, ataca Marinha e Presidenta Dilma

Do Blog Amigos do Presidente Lula:

Quem fez farra com dinheiro público nas férias?

A presidente Dilma Rousseff deu início nesta segunda-feira a um período de descanso e deverá passar o feriado de Réveillon na Base Naval de Aratu, na região metropolitana de Salvador, na Bahia.Dilma estará de férias até o dia 10 de janeiro. Mas a imprensa que não tira férias nunca quando o assunto é governo do PT, já está em ação, na escandalização do nada.

Nesta terça feira, a manchete de capa na Uol, é a notícia da ONG, "contas abertas":"Marinha gastou R$ 657,9 mil com reforma e compras para residência onde Dilma passa recesso"

Segundo informa a nota,antes de receber a chefe do Estado Maior do Exército brasileiro, a Marinha gastou R$ 657,9 mil em novos móveis e reformas da Residência Funcional da Boca do Rio, que fica na Base Naval. O valor se refere a cinco notas de empenhos emitidas entre os dias 21 de novembro e 10 de dezembro deste ano....

Para quem não sabe, o deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), da bancada da base aliada de José Roberto Arruda (DEM), o governador do panetonegate, é o dono da ONG Contas Abertas. Ele foi um dos fundadores do site Contas Abertas. Convido os meus queridos leitores comparar ás férias da presidente Dilma, com as férias do tucanato no governo de FHC...

A ilha da fantasia



Vamos comparar?

E as férias do pessoal do PSDB no governo federal?

Da Revista Veja, a revista de maior credibilidade para a oposição e imprensa

A ilha da fantasia

Enquanto os ministros descansam à beira-mar, num paraíso no Atlântico, você paga as contas

"Caro leitor: como você se sentiria se chegasse a sua casa uma conta de Brasília informando que você, como todos os outros brasileiros, precisa pagar sua parte numa despesa de férias de um servidor do governo? A cobrança nunca chegou nem vai chegar de forma explícita, mas é exatamente isso que está acontecendo. Ministros e outros altos funcionários do governo federal foram descansar e se divertir com a família em fins de semana na paradisíaca ilha de Fernando de Noronha, usando de graça aviões da FAB e lançando despesas na conta de Brasília. Tudo por baixo do pano"

O ministro da Casa Civil, Clóvis Carvalho, já viajou a lazer para a ilha quatro vezes nos jatinhos oficiais da FAB. Uma das viagens, realizada no Carnaval passado, na qual levou a mulher, Gema, os cinco filhos, o namorado de uma filha e a namorada de um filho, ficando por lá uma semana, acabou sendo paga pelo próprio ministro. Ele não pagou pelo passeio.

O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, cuja função, entre outras coisas, é ficar de olho em quem abusa do patrimônio público, também foi à ilha com a mulher e os filhos em janeiro passado.

De fato, quando ministros visitam Fernando de Noronha acabam se encantando com suas belezas e fazem o que podem para ajudar. O ministro José Serra, hoje na Saúde, visitou o arquipélago a convite de Krause, em setembro de 1995, época em que era ministro do Planejamento. Mas Serra está na categoria dos que não assumem.Mas Serra esteve lá em companhia da mulher e um filho, desembarcando em Noronha na sexta-feira à noite e partindo de volta para o continente no domingo à tarde. Quer ler a matéria completa? Está aqui

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ATORES DA GLOBO MENTEM SOBRE BELO MONTE - O QUE OS MARINHO PRETENDEM.flv

O que a Dilma fez em 2011. E ninguém soube

Do Conversa Fiada, PHA:

Sem a BBC, o Churchill perdia a Guerra

Através do Tijolaço, o ansioso blogueiro assistiu à excelente exposição de fim de ano da Presidenta Dilma Rousseff, que também pode ser vista no Blog do Planalto.

Apesar dos pesares, e da crise que a Globo dissemina 24h por dia, foi um ano brilhante.

Que calou a boca da Oposição.

Porém, através do PiG (*), a Oposição conseguiu engessar a agenda política do pais.

No país onde se realizou a maior roubalheira numa privatização latino americana – agora revelada, em parte, pelo “Privataria Tucana”-, o PiG estabeleceu que a questão é a corrupção, o “malfeito”.

(A outra parte será conhecida na CPI da Privataria.)

E o Álvaro Dias, o Farol de Alexandria e o Padim Pade Cerra empunham a bandeira da Moral e da Ética.

Como diz o motorista de taxi, “esse país não tem jeito”…

Como assim, “não tem jeito”?, pergunto.

A roubalheira, diz ele.

Quem rouba ?, pergunta o ansioso blogueiro, ao passar por uma rua arborizada da Cidade de São Paulo, no bairro de Higienópolis.

Os políticos, diz ele.

Os políticos, indistintamente.

Ou seja, o Ali Kamel ganhou.

Conseguiu equiparar o Lupi ao Ricardo Sergio de Oliveira, ao Preciado, ao Rioli.

Acompanhe, agora, amigo navegante, o que a Presidenta mostrou no pronunciamento de fim de ano.

E ninguém soube.

Começa que ela usou a palavra “emprego” sete vezes, em dez minutos.

Como se sabe, os oito anos de Governol Cerra/Fernando Henrique se notabilizaram pelo desemprego.

Quem tinha emprego garantido eram banqueiros de investimento, “brilhantes“ gestores de fundos na Privataria.

Dilma preside o “pleno emprego”, apesar da crise Global da Urubologa.

Lembrou ela, o Brasil criou em 2011 a bagatela de 2,3 milhões de empregos.

Num único ano.

Voce viu isso nos jornais do Ali Kamel, amigo navegante ?

Uma comparação entre o desemprego no mundo e o “pleno emprego”no Brasil ?

Qual o destaque que os jornais do Ali Kamel deram ao salario minimo que vai abrir 2012 ?

E sobre a redução de impostos ?

O PiG (*) e seus colonistas (**) só falam de “carga tributária”, a mais alta do mundo (no Farol era maior …).

A Dilma reduziu os impostos de 5 milhões de pequenas empresas e empreendedores individuais.

Reduziu os impostos sobre geladeiras, fogões e maquinas de lavar.

Levou para zero impostos que incidem sobre massa, farinha e pão.

O Ali Kamel mostrou isso, amigo navegante ?

Não, o Ali Kamel gosta é do “malfeito”.

Até 2014, contou a Presidenta, a Caixa e o Banco do Brasil, que anunciam no jornal nacional – e noConversa Afiada – vão aplicar R$ 125 bilhões no Minha Casa Minha Vida.

Em 2011 a Dilma entregou 341 mil casas.

Vai entregar outras 400 mil.

E tem 500 mil em construção.

O Ali Kamel tratou disso ?, amigo navegante, logo ele, que, segundo o Florisbal, tem que dar mais atenção à Classe C.

Classe C.

Deve ser proibido falar disso no jornalismo da Globo, porque Classe C traz logo à cabeça o Nunca Dantes e a Presidenta.

E os da pobreza extrema ?

O programa Brasil sem Miséria – contou a Presidenta no Natal – localizou 407 mil famílias que não conseguiam, sequer, ser beneficiadas.

E já recebem, em boa parte, o Bolsa Familia, aquele programa que a grande estadista chilena Monica Cerra considera um incentivo à vagabundagem.

A Presidenta revelou que um milhão e 300 mil crianças e adolescentes foram incorporadas em 2011 ao Bolsa Famiia.

Ou seja, vão receber educação e assistência médica.

Que horror, amigo navegante !

Um milhão e trezentas mil crianças !

Por que o aviãozinho da Globo não acha uma criança dessas ?

Deve ser uma avaria no radar do Ali Kamel.

Diante da notável política tucana de São Paulo de combater o crack com a “Cracolândia”, a Presidenta teve que se esforçar muito para conceber um plano à altura da engenhosidade tucana de São Paulo.

Assim, criou o programa “É possível vencer”, com R$ 4 bilhões para curar e ressocializar os viciados em crack.

Nada será como a “Cracolândia”, uma politica que a Organização Mundial de Saúde vai disseminar mundo afora.

Mas, a Dilma tenta.

E o Pronatec ?, que até 2014 vai levar 8 milhões de jovens para o mundo do Emprego.

Outro dia, no Entrevista Record, este ansioso blogueiro entrevistou o Lincoln Silva, que saiu de uma cidadezinha no Sul da Bahia, fez o ProUni, entrou no Senac e foi um dos primeiros a se beneficiar do “Ciência sem Fronteiras”, do Mercadante: Lincoln vai estudar um ano com tudo pago, na Rochester University, no Norte do Estado de Nova York, uma das referencias mundiais em design gráfico.

Isso é uma ofensa à elite que o Ali Kamel representa !

Uma agressão ideológica !

Dar Educação e Emprego a um filho de costureira com ouriveres, como o Lincoln.

Dilma falou nove vezes em Emprego.

Você sabia disso, amigo navegante ?

Que a palavra “Emprego“ é uma marca do Governo Dilma ?

Pois é, amigo navegante, quem manda você e o Bernardo se curvarem ao PiG ?

A questão, amigo navegante, não é só a necessidade de o Governo prestar contas e a sociedade saber o que o Governo faz.

Por exemplo: a Presidenta vai passar o Réveillon numa base da Marinha na Bahia.

Onde passará o Cerra ?

A questão não é fazer “propaganda” dos feitos do Governo.

É a Democracia, Bernardo.

A Política é a linguagem da Democracia, diz o Ciro Gomes.

“Linguagem”, ou “Política” diz este ansioso blogueiro, quer dizer “Comunicação”, “Retórica” – Padre Vieira, Churcill, não é isso ?

Como diz o Comparato, “comunicação” é um Direito do Homem.

Segundo os Iluministas da Revolução Francesa, no século XVIII.

Já imaginou, amigo navegante, se o Churchill não tivesse a rádio (pública) da BBC ?

Perdia a Guerra, porque muitos ingleses (na elite e, portanto, na mídia) eram cripto-nazistas.

Bernardo, os amigos navegantes entendem que a Ministra da Casa Civil queira ser Governadora do Paraná.

Mas, Bernardo, tira o Franklin da gaveta !


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Nosso Natal Tem Brasil - Bate o Sino

A Internacional VAI deseja a todos (as) um excelente Natal e boas festas. Que em 2012 seja melhor...






Música gravada com músicos dos 4 cantos do país, integrante do DVD exclusivo da Luigi Bertolli, 4 Cantos.

Direção: Betão Aguiar
Produção Musical: Betão Aguiar e Chico Salem
Direção de Fotografia e Câmera: Arthur Roessle e Carina Zaratin Direção de Produção: Mara Zeyn
Roteiro e Montagem: Haná Vaisman
Assistente de Montagem: Cristian Bueno
3ª Câmera e Still: Samuel Macedo
Técnico de som Direto: Felipe Magalhães
Músicas Mixadas por: Gustavo Lenza no Estúdio Navegantes / SP Masterizado por: Carlinhos Freitas no Classic Master / SP
Gravado por: Felipe Magalhães e Chico Salem - Unidade Móvel Nagoma
Assistente de gravação: Silvio Carreira
Correção de Cor: Marco Del Fiol
Coordenação de Finalização: Milena Machado

Privataria Tucana: Povas Não Faltam; Falta é Vergonha na Cara!

Do Blog Tribuna Petista.

Escrito por Guina em 23/12/2011
Com um pouco de atraso ouvi um aúdio em defesa dos tucanos sobre o livro A Privataria Tucana realizada por Merval Pereira e Carlos Alberto Sardenberg na CBN (a rádio que toca mentira).

Por mais que saibamos que a dupla acima faz parte da mídia aliada ao PSDB e que estão fazendo o papel deles em defender José Serra, FHC, Ricardo Sérgio, Preciado e cia., foi ridículo e risível as desculpas esfarrapadas dadas principalmente por Merval Pereira no audio.

Os patrocinadores e operadores da privataria tentam tornar influente uma tese — à qual faz parte as correntes do subjornalismo da velha e podre mídia aliada dos tucanos —, segundo a qual só se prova a corrupção do servidor ou agente públicos se houver um ato de ofício que a demonstre. E, nesse caso, se teria, então, “a prova”.

Merval Pereira, Sardenberg e os tucanos insistem: “Cadê a prova de que José Serra, Verônica Serra, Alexandre Bourgeois, Preciado, Ricardo Sérgio e outros integrantes do governo FHC receberam propina das privatizações?” O que se tem são denúncias de um livro — A Privataria Tucana — onde o autor Amaury Ribeiro Jr. não consegue provar que houve corrupção e negociatas nas privatizações do governo FHC.

Ora bolas: a justiça que diga se José Serra, Ricardo Sérgio, Preciado e cia. são corruptos ou não; se desviou dinheiro público para enriquecimento pessoal ou para fazer a “revolução neo-liberal”. Essa não é tarefa do jornalismo e, se querem saber, é UM ASSUNTO DE POLÍCIA, NÃO DE POLÍTICA. O que interessa à política, que não é um tribunal, é saber se o homem público age ou não de acordo as leis, sim, mas também de acordo com o decoro e com a ética.

SE O DECORO POLÍTICO FOR PENSADO SEGUNDO OS CRITÉRIOS DA JUSTIÇA CRIMINAL, haverá muito mais bandidos no serviço público do que há hoje. Corrupto não costuma deixar ato de ofício. Ao contrário: no geral, é hábil o bastante para obter o que quer sem deixar rastros. Quanto mais profissional na arte do ludíbrio, menos pistas se encontram pelo caminho.

Voltemos ao livro A Privataria Tucana

Amaury Ribeiro Jr. diz ter material para fazer um novo livro sobre as estripulias de José Serra no governo de São Paulo. Vamos ver. Mas será pouco o que está escancarado no livro? Denúncias sobre empresas de fachadas no Brasil, negócios financeiros vultosos envolvendo grandes corporações financeiras, durante o processo das privatizações. O jornalista, autor do livro, acusa o envolvimento e a conivência de parte dos meios de comunicação, crimes de corrupção ativa e passiva, favorecimento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, invasão de privacidade, vazamento de dados tributários, tudo associado ao desvio de dezenas de bilhões de dólares dos cofres públicos.

E aí aparecem Merval Pereira, Sardenberg e outros tucanos: “Mas cadê a prova?” Se Amaury Ribeiro denuncia que José Serra, Verônica Serra, Ricardo Sérgio, doleiros, picaretas e cia. receberam dinheiro ilícito das privatizações, certamente não assinaram recibo. Nem naquela época nem em época nenhuma! Em sólidas democracias do mundo, mesmo na Justiça criminal, não só no ambiente político, a turma acusada no livro estaria liquidada. No Brasil, eles usam a grande mídia e colegas do partido para se defender, bater no peito e declarar inocência!

Por Fim

O PSDB publicou nota em apoio a José Serra. FHC também defendeu o mesmo e ainda teve a audácia de sair em defesa de Ricardo Sérgio... Em suma: o PSDB, partido que liquidou o patrimõnio público com as nefastas privatizações, ainda acha pouco o que está escrito e documentado no livro do Amaury. E o Merval Pereira e a grande mídia em geral também concorda, pois “faltam provas”.

Errado! Prova é o que não falta. Falta mesmo é vergonha na cara!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Segunda parte da resposta aos ataques da TV Record

A resposta das religiões afrobrasileiras à TV Record

Do Blog do Luis Nassif:

Tempos atrás, o Ministério Público Federal de São Paulo, através da procuradora Eugênia Gonzaga, inovocou uma tese inédita, desenvolvida por procuradores: a do direito de resposta coletivo. Ou seja, o direito de resposta quando setores extensos da sociedade forem afetados por manifestações jornalísticas.

Foi impetrada uma ação contra a TV Record, que havia atacado as religiões afrobrasileiras.

Um programa chegou a ser gravado, como direito de resposta. Mas a emissora logrou impedir a veiculação, recorrendo da ação.

Aqui, o vídeo - inédito.



Todo apoio à CPI da privataria Tucana

Por José Dirceu, em seu blog:

O deputado Protógenes Queiroz (PC do B /SP) já contabiliza 185 assinaturas de deputados federais para entrar com o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que deverá investigar denúncias sobre as privatizações feitas no governo Fernando Henrique Cardoso e a movimentação financeira de tucanos e de pessoas ligadas ao ex-governador José Serra (PSDB-SP).



O total de assinaturas supera com folga o número mínimo (170) exigido para a abertura de uma CPI. Protógenes Queiroz acha provável que seja possível chegar a, pelo menos, mais 20 com facilidade. “Esta será uma CPI genuinamente suprapartidária”, afirma. Assinaram deputados de quase todos os partidos, do PSDB, com quatro assinaturas, ao PT, com mais de 67.

Segundo o autor do pedido - além de o livro, recém publicado, “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., trazer fatos novos sobre o período da privatização de grandes estatais brasileiras, na década de 90, estar embasado por inúmeros documentos que revelariam possíveis irregularidades da venda do patrimônio público – há um clamor nas redes sociais e na blogosfera exigindo que os fatos apurados pelo jornalista sejam esclarecidos.

Alto preço pago para reestruturar o Estado

“Há uma dúvida na sociedade sobre se houve, ou não, uma venda lícita de riquezas nacionais – empresas, então tidas como pré-falimentares e que, privatizadas, vão muito bem. O fato é que, com a privatização, em prol de um suposto Estado mínimo, elas foram afastadas da contribuição social que cumpriam, e há dúvidas quanto a uma possível apropriação de bens e serviços nacionais por um grupo de pessoas”, afirma o parlamentar. Para ele, houve um desmonte do Estado brasileiro na era FHC. “E o país passou anos pagando um preço muito alto para reestruturá-lo”, diz ele.

De acordo com Protógenes Queiroz, diante das provas apresentadas no livro, é responsabilidade de todos no Congresso investigar o que realmente aconteceu. “Se houve prejuízo, que ele seja ressarcido; e que os culpados sejam punidos”, concluiu.

340 páginas dissecando escândalos

Também o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), cobrou apuração sobre as denúncias de corrupção feitas pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr: “São 340 páginas dissecando os escândalos das privatizações, que o repórter chama de ‘o maior assalto ao patrimônio público brasileiro’”, afirmou.

Segundo o líder do PT, o autor não apenas sistematizou e documentou as denúncias já feitas anteriormente, como trouxe luz a esquemas de lavagem de dinheiro usados na ocasião, por meio do uso de paraísos fiscais no Caribe e de distribuição de propinas graúdas. Teixeira impressionou-se, ainda, com as provas apuradas de supostas irregularidades praticadas na desestatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da Companhia Vale do Rio Doce, da Light, entre outras.

Outro ponto ressaltado pelo parlamentar do PT são os fatos relatados sobre uma rede de espionagem montada com dinheiro público para monitorar e intimidar adversários políticos internos, dentro do próprio PSDB, e externos.

Segundo o líder do PT na Câmara, o partido tomará todas as providências cabíveis para a apuração dos fatos. Faz todo o sentido. Todo o apoio à CPI sobre as privatizações. Precisamos investigar e trazer à luz o que realmente se passou na ocasião.

Debate "A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia" - Barão de Itararé

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana - O Filme

“As redes sociais não são tudo, mas podem definir uma eleição”

Do Jornal Extra Classe

ENTREVISTA


Política 2.0
Marcelo Branco

*Por Roberto Villar Belmonte
Ensino Privado foi pauta na Comissão de Educação (Foto:)

O especialista em Tecnologia da Informação que coordenou a campanha eleitoral de Dilma Rousseff nas redes sociais, Marcelo Branco, 50 anos, finaliza um projeto para transformar a Casa de Cultura Mario Quintana em uma espécie de quartel-general virtual dos movimentos sociais mundiais que sacudiram o planeta em 2011 durante o Fórum Social Temático – que acontecerá em Porto Alegre entre os dias 24 e 29 de janeiro próximo. Nesta entrevista concedida ao jornal Extra Classe no final da tarde do dia 5 de dezembro, em Porto Alegre (RS), na Joner Produções, Branco, um dos idealizadores do Fórum Internacional de Software Livre analisa o papel da internet na política contemporânea e explica o surgimento e o potencial dos novos movimentos em rede.



Extra Classe – A crise econômica na União Europeia pode fazer ressurgir novas forças nacionalistas e de direita?

Marcelo Branco – A crise institucional e política dos partidos de centro-esquerda na Europa deu vazão para que governos de direita assumissem o poder. A desilusão do povo de muitos países europeus com a política em geral, com o sistema representativo, pode dar espaço para isso, como ocorreu na Espanha, que eu conheço mais, onde a direita venceu as eleições. Mas ao mesmo tempo tinha lá um movimento forte nas ruas que não era de direita. Eu acampei na praça de Barcelona. A origem deste movimento começa com a Lei Sinde (referência à ministra da Cultura da Espanha, Ángeles González-Sinde), uma iniciativa para tentar cortar e vigiar a internet em nome da defesa do chamado direito autoral clássico. Três partidos espanhóis, o Partido Socialista, o Partido Popular, que é a direita, e a Convergência e União, um partido de centro-direita catalão, fizeram um pacto para aprovar essa lei gerando um movimento de indignação dos internautas chamado No Les Votes. Essa mobilização organizou o movimento de 15 de março, de onde surgiu o movimento Democracia Real Já. Um milhão de pessoas se mobilizou em Madrid, 450 mil pessoas acamparam na praça de Barcelona. É uma questão da internet unida com a crise econômica, a Espanha é um dos países que mais sofre, criou aquele movimento de massa, talvez o maior vivido na Europa nos últimos anos.


EC – É correto afirmar que foi um movimento espontâneo? E até que ponto a Primavera Árabe influenciou nessa mobilização de massa na Europa?

Branco – A relação entre a Primavera Árabe, a Revolução Espanhola, até o que aconteceu em Londres, o que estava ocorrendo no Chile e o Ocupe Wall Street nos Estados Unidos é que são movimentos de massa. As pessoas estão na rua concretamente, acampando nas praças e tudo articulado na internet. Os protagonistas dessas mobilizações não foram as organizações tradicionais, os partidos políticos, sindicatos e associações. Já se observa esse movimento há mais tempo. Não é de agora. Portanto, não é espontâneo. São indivíduos que se articulam politicamente através de alianças feitas na internet. Até os militantes dos partidos estão lá, mas não são deliberações partidárias.


EC – Qual a principal diferença entre os movimentos sociais organizados por instituições tradicionais e os movimentos em rede?

Branco – Eu acho que os movimentos sociais conectados em rede são distintos dos movimentos organizados na era industrial. Os partidos e sindicatos organizam sua pauta e sua luta de forma hierárquica. Um partido vota o seu programa político e define prioridades. O sindicato também tira uma pauta de reivindicações votada em assembleia geral e hierarquiza sua luta. E era uma forma efetiva de funcionar. Isso persiste. Não acabou. Só que existem movimentos de nova ordem, com uma hierarquia mínima, extremamente horizontais. São dois movimentos que vão conviver. Mas não acho que seja possível os partidos políticos enquadrarem esses novos movimentos para a sua dinâmica de funcionamento.


EC – Quando começou essa nova forma de articulação política em rede?

Branco – As mobilizações 2.0 começaram há 12 anos em Seattle. Todos nós aqui em Porto Alegre e no mundo inteiro queríamos combater o neoliberalismo globalizante da Tatcher e do Reagan, mas não tínhamos força para levar ninguém pra rua. Surpreendentemente surge um movimento em Seattle com 80 mil pessoas protestando contra o Banco Mundial. Eles chamaram na época de Ação Social em Rede. O Fórum Social Mundial, a partir de 2001, tem a mesma experiência. Surpreendeu também os movimentos convencionais de esquerda. Os militantes mais ortodoxos dos partidos diziam: “o que querem esses caras? Eles não têm programa político pronto...”. Mas mobilizaram aquele monte de gente. Em seguida fui viver na Europa. E o mesmo ocorreu nas marchas contra a guerra do Bush pai, as manifestações de Gênova, com 100 mil pessoas, depois 80 mil pessoas em Barcelona.


EC – A direita pode se apropriar desses movimentos?

Branco –
Eu acredito que não. Os movimentos que eu conheço mais, o espanhol, o chileno e o de Wall Street, não são movimentos de direita contra a democracia. Eles questionam o limite da democracia representativa. Como nos disse o Eduardo Galeano na praça de Barcelona, não pensem que os jovens que não votaram são contra a democracia, eles estão questionando os limites, não se sentem representados. Eles querem mais democracia, pois as ferramentas da internet podem possibilitar novas formas de participação. Além disso, eles questionam os limites da democracia interna dos próprios partidos políticos. O nativo digital é uma geração que já nasceu com a internet. É a primeira vez que a geração Y é protagonista dos movimentos sociais. São movimentos por mais democracia e mais participação. Tanto é que entre os principais eixos dos movimentos de Wall Street, da Espanha e do Chile, estão uma economia a serviço das pessoas, um novo sistema financeiro, e mais democracia direta, as pessoas não querem mais só votar de quatro em quatro.


EC – Qual o desafio do Fórum Social Temático que acontece novamente em Porto Alegre e na Região Metropolitana entre os dias 24 e 29 de janeiro de 2012?

Branco
– Os protagonistas de hoje não são os mesmos do Fórum Social Mundial. Então é muito importante que o Fórum Social Temático faça uma conexão com esses novos movimentos. A mesma acusação que hoje é feita contra eles, alegando que não têm um objetivo claro, têm uma pauta enorme, têm um monte de contradições, é a mesma coisa que os partidos políticos diziam do Fórum Social Mundial em 2001. Se é um movimento novo, que não tem líderes destacados, é tudo em rede, claro que é contraditório, que tem na sua pauta uma série de reivindicações, desde o “Fora Renato Teixeira” até contra o sistema financeiro global. A tendência desse movimento é amadurecer, ainda é verde, no sentido político, mas tem um potencial de organização social incomparável com as organizações tradicionais.


“As redes sociais não são tudo, mas podem definir uma eleição”

EC – Como será esse encontro em Porto Alegre?

Branco – Vamos fazer uma conexão global na Casa de Cultura Mario Quintana durante o Fórum Social Temático. Estamos trabalhando com vários movimentos da cultura digital para conectar Porto Alegre com esses vários movimentos e promover aqui um momento de diálogo global. Vamos ouvir os protagonistas desses novos movimentos. Com o projeto Conexões Globais 2.0 pretendemos fazer a conexão entre a história do Fórum Social Mundial e os novos movimentos sociais da internet global.


EC – No primeiro Fórum Social Mundial ainda havia muita resistência em relação ao movimento ambientalista, visto por muitos militantes de esquerda como pequeno-burguês. Isso mudou, já que o objetivo do Fórum Social Temático é engajar os movimentos sociais nas discussões da Rio+20, a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável?

Branco – A formação marxista clássica, como a que eu tive, não contempla a ideia da luta ecológica como sendo uma luta de classes. Assim como a luta do feminismo. Os marxistas que ficaram entalados dentro de uma compota só conseguem enxergar as coisas sob a ótica da luta de classes clássica, não conseguem elaborar e ver os movimentos feministas, ecológicos, de software livre, de cultura livre, como movimentos sociais positivos. Tem um preconceito ainda. Não é geral. É óbvio que a luta ambiental e pela sustentabilidade do planeta cresceu em dimensão.


EC – Os problemas ambientais aumentaram...

Branco – Exato. Hoje existe uma conscientização da população que está muito sensibilizada para esses temas. E até os temas da minha área, como direitos civis na internet. Mas eu acho que as organizações tradicionais, os partidos e os sindicatos convencionais, ainda têm dificuldade para compreender estas lutas importantes e chave nesse período que estamos vivendo.


EC – Qual será o papel das redes sociais na próxima eleição no Brasil?

Branco – Acho que um papel maior do que teve na eleição passada, a primeira que tivemos com a internet livre, não mais tratada pelos legisladores como mass media, como rádio, tv e jornal. A mudança na legislação, graças a dois vetos do presidente Lula, passou a tratar a internet como um espaço de expressão individual. A campanha eleitoral no Brasil, mais do que na campanha eleitoral do Obama, deu protagonismo aos indivíduos para que eles se posicionassem. Além das formas tradicionais de formação de opinião, os partidos políticos e os candidatos, e a cobertura em rádio, tv e jornal, pela primeira vez um terceiro bloco formador de opinião se organizou no Brasil. O bloco dos apoiadores agindo nas redes sociais. Esse novo bloco não disputou só o voto dos indecisos, mas também os rumos das campanhas dos seus candidatos. A internet é descentralizada. Não é um release que o partido manda e todo mundo publica (risos).


EC – Qual foi a influência das redes sociais na última eleição?

Branco – Uma pesquisa feita por uma agência de comunicação grande constatou o que nós já sabíamos: apenas 32% dos conteúdos que circularam nas redes sociais vieram dos grupos de comunicação, dos portais; 30% vieram de indivíduos e 20% das coordenações de campanha. As redes sociais não são tudo, mas podem definir uma eleição. A internet tem uma coisa muito positiva, ela é um espaço de organização. Então ela serviu na última eleição, pelo menos na campanha da Dilma, que eu conheci de perto, como o principal espaço de organização. Todos os comícios eram convocados pela internet. E nós transmitíamos ao vivo. Havia 20 mil presentes, mas 30 mil acompanhando remotamente, blogando, tuitando e colocando no Facebook em tempo real. Nós conseguimos com que tudo que fosse falado nos comícios primeiro aparecesse na internet, sob a voz dos nossos apoiadores, antes de qualquer empresa de comunicação. Dizíamos que a melhor cobertura das eleições nós tínhamos que fazer. Conseguimos.


EC – Houve resistência dentro do partido?

Branco – Lula e Dilma foram os principais estimuladores do nosso trabalho na internet, pessoalmente. Houve incompreensões das coordenações do partido, pessoas que não viam a internet como algo importante. Mas quando não deu no primeiro turno, a culpa era das redes sociais (risos). É óbvio que as coligações partidárias terão que pensar na internet não só como espaço de disputa dos votos e da opinião pública da rede, mas principalmente como um espaço de formação de opinião, argumentos e contra-argumentos para que esse militante colha isso na rede e vá disputar na rua.


EC – Como vê os movimentos contra a corrupção no Brasil?


Branco – É um movimento conservador de direita insuflado pelas grandes empresas de comunicação. E reúne meia dúzia de gatos-pingados. Aqui em Porto Alegre tivemos uma experiência no dia 15 de outubro com uma marcha gigantesca. O 15O de Porto Alegre foi o maior do Brasil. Por quê? Ali teve a presença dos militantes partidários e sindicais. Mesmo que não tenha sido um ato partidário. Conseguimos unificar aqui militantes de esquerda de todos os partidos com outros movimentos e o movimento anti-corrupção queria se adonar do 15 de Outubro, que é um movimento global anti-capitalista. Os líderes do movimento anti-corrupção são capitalistas. Não têm nada mais quadrado do que a OAB. Eles usam a internet? Usam também. Qualquer um pode usar.


EC – E qual tua opinião sobre o movimento recente de um grupo de estudantes na Universidade de São Paulo contra a presença da polícia no campus?

Branco – Demonstra uma incapacidade desta gestão da USP de conviver com a democracia. Nós lutamos durante anos no Brasil pela autonomia universitária, para que a universidade fosse um território livre. Em época de democracia, a polícia não pode entrar lá. A repressão começou com o pretexto de que eram jovens que estavam ali fumando maconha. Mas foi desproporcional. Faltou diálogo. Uma coisa é resolver a questão dos estudantes que querem segurança dentro do campus porque estão sendo roubados, outra coisa é a polícia chegar batendo. Foi um absurdo. Mesmo que fosse uma minoria, com uma pauta que não abrangesse todos os estudantes da universidade, tinha que ter diálogo. Só que eles foram tratados na porrada. Isso é inaceitável.

sábado, 17 de dezembro de 2011

A nova dança das cadeiras na Globo


Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:

Para entender o que acontecerá a partir do início do ano no jornalismo da TV Globo:

1- A criação de um novo cargo na hierarquia, o terceiro, de cima para baixo, para cuidar exclusivamente de internet e TV por assinatura, é um cargo meramente figurativo. Tanto o G1, quanto o Globo News andam com as próprias pernas. Portanto, Luiz Claudio Latge, como se diz no jargão: caiu para cima. Como é um sujeito pouco afeito ao trabalho duro, pelo menos no período em que estivemos lado a lado, para ele está ótimo que seja assim. O melhor é praia sem onda, nem marola.


2- A Diretoria-executiva de jornalismo, entregue à Silvia Faria, é um prêmio à jornalista que soube segurar as pontas nos últimos tempos, em Brasília. Ex-setorista de economia dO Globo, é muito ligada a Ali Kamel, ex-operador do esquema. Silvia é talvez o melhor cão de guarda que Ali tenha na emissora. Ela ficará na cozinha, cuidando de tudo o que vai para o ar em termos de conteúdo. Atende como poucos aos interesses do patrão. Repare que, no caso de Silvia, ela acumulará poder não só dos jornais de rede, mas também em praças importantes além de Brasília, como: Belo Horizonte (leia-se Aécio Neves) e Recife (leia-se Eduardo Campos).

3- Silvia terá o papel mais importante de todos na emissora, no sentido de dar as diretrizes da cobertura. Vai apitar inclusive no Globo Repórter, Globo Mar e Profissão Repórter, produtos sob supervisão de Renato Ribeiro, o que no meu entender mostra que "Renatinho" não estava deixando a direção muito satisfeita. Para não dizer que Renato só perdeu, ganhou como prêmio de consolação o Globo Rural e o Bem-Estar, que tende a virar quadro no novo programa da Fátima Bernardes. Isto é, se sair mesmo do papel. Portanto, quem já teve alguma desavença com a Silvia trate de por as barbas de molho. Quem assume o posto dela em Brasília é Mariano Boni, outro fiel operador do esquema Marinho.

4- Quanto aos correspondentes, esqueçam. As trocas são comuns. Poucos têm paciência para fazer stand-up em frente ao prédio da emissora para juntar numa colagem de texto e imagens de agência de notícias. Ser correspondente internacional já foi um prêmio de prestígio. Hoje é um fardo. Nem o salário compensa mais. Portanto, a volta de Fachel, Giuli e Bassan estão dentro do previsível. Para o lugar deles segue uma fila de interessados, que vira-e-mexe é furada por um repórter que tenha Q.I., ou que se presta a determinados serviços sujos e depois recebe a viagem de prêmio.
Para concluir, o prognóstico é mais do mesmo. Por enquanto!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Câmara Municipal BH: orgulho, honra e vergonha

Antônio de Pádua Galvão*


A Praça Sete é pública. Lugar de concentração, travessia, manifestação, movimento e indignação. Tomando meu clássico cafezinho pela manhã no tradicionalíssimo Café Nice, fui abordado por um senhor de cabeça branquinha e com uma voz cheia de revolta: “Afinal o que você andando fazendo na Câmara Municipal? Todo mês aparece escândalo. Desse jeito o povo fecha aquela casa!”. Tão espontânea quanto sua pergunta, minha reação foi imediata: “É a casa do povo, casa da liberdade de expressão. Tem muita gente honrada trabalhando pela cidade”. Fez-se um silêncio. Saí de lá para meus afazes profissionais, andando e dialogando comigo mesmo.

Não é justo enfiar todos os trabalhadores públicos neste saco de decepção. O servidor é, sobretudo, sinônimo de valentia, força moral, intelectual e física. Um cidadão justo percebe nitidamente quando é atendido por um agente público comprometido em solucionar a sua demanda e angústia, seja da poda de árvore, questões sobre o IPTU, limpeza, coleta de lixo, farmácia pública, acesso à escola, pavimentação de vias, etc.

Servir ao povo é uma vocação. É necessário um olhar especial sobre o ser humano e as coisas públicas. Não é ofício para qualquer um, sem inspiração e traço de caráter. Venho de uma família de servidores públicos. Meu avô e meu pai trabalharam na Rede Ferroviária/Central do Brasil. Foram transportadores públicos de gente e das riquezas da terra. Já estamos nesta labuta há três gerações o que representa aproximadamente um século de lavra pública. Isso é motivo de orgulho e respeito pela administração pública e pelos cidadãos.

Todos esses anos trabalhando nas repartições, divisões, seções e diretorias públicas, testemunhamos muitos trabalhadores honrados e abnegados. Agora estamos vivendo num ambiente de purgatório e inferno moral, permeado pela vergonha. O rosário de encrenca que brota, denuncia processos judiciais e administrativos contra agentes públicos e políticos, causa constrangimento. E não é exclusividade desta Câmara, longe de mim afirmar isso. As denúncias são assuntos recorrentes nas manchetes e noticiários. Textos de jornalistas e promotores denunciam corrupção, venda de votos, “mensalinho”, assédio, abuso de poder, afagos de lobistas, desmandos, suspeita de venda de droga, propaganda pessoal e até churrasco com verba pública. Verdade? Mentira? Perseguição política? Os fatos precisam ser cuidadosamente apurados para se fazer justiça, sem linchamento e com direito de defesa.

Esse turbilhão é péssimo para as jovens gerações, pois passa uma mensagem distorcida que a atividade pública é lugar de gente sem limite e sem ética. Não se nasce corrupto. Não se nasce mau caráter. Trata-se de um (des)aprendizado e a impunidade é fermento desta vergonhosa cultura.

Precisamos eleger melhor os políticos. Selecionar e admitir na carreira pública profissionais com vocação para essa atividade. Produzir debates, seminários com o tema “Moral Privada e Ética Pública”. O essencial é tirar das páginas policiais os assuntos públicos e colocá-los nos editorias e artigos que dignificam e honram a atividade política.

*Antônio de Pádua Galvão é Economista e Psicanalista. galvaoconsultoria@terra.com.br/Twitter: @galvaopadua

Praça Sete: arena das lutas sociais

Antônio de Pádua Galvão*
A Praça Sete é palco dos movimentos sociais e manifestações políticas. Nesse espaço escancara a revolta, deixando o estômago embrulhado pelas injustiças. O ar aprisionado no peito suplica liberdade. As mãos ficam trêmulas em sentido de combate. O espírito revolucionário toma conta da atmosfera urbana. Todo militante de Belo Horizonte berrou, entoou palavras de ordem, ouviu e discursou, aplaudiu e gritou “o povo unido jamais será vencido!”, “fora, presidente!”, “fora, governador”, “fora, prefeito!”, “fora, Rede Globo!”, “fora, tirania!”, “fora, miséria!”, “fora, desigualdade!”.

Nestas últimas décadas, participei de muitos movimentos e fui testemunha de outros mais. Quase sempre, antes e depois da passeada, passo pelo Café Nice para beber uma água e o tradicional e delicioso cafezinho. E nessas ocasiões não deixo de comentar e ouvir opiniões: “Belíssima passeata, justa reivindicação. Este povo me dá orgulho, sabe lutar”. De vez em quando ouço “Por que será que este bando de folgados não faz bagunça em outro lugar da cidade? Olha como fica o trânsito! Se eu pudesse dava coro e borrachada nesse pessoal. Desordeiros”. Dessa forma vamos construindo esta cidadania tardia, mas sempre urgente e essencial.

A manifestação é uma espécie de desabafo cívico e ato de comunhão para com os indignados, miseráveis e vítimas da desigualdade social. Desde a minha juventude, no final da década de 70 e início dos anos 80, participo ativamente das manifestações. Vêm em minha mente e no meu coração as lembranças. A luta contra a ditadura, o brado com o refrão: “vai acabar, vai acabar a ditadura militar”; “anistia ampla geral e irrestrita, já”. Os movimentos dos operários da construção civil, a luta dos estudantes pela redução da mensalidade, meio passe; a greve dos praças da Polícia Militar; donas-de-casa; a luta das mulheres pela emancipação; combate à homofobia; marcha dos excluídos; a luta anti-manicomial; greves dos professores, bancários, marceneiros, rodoviários; carreatas; comícios; atos políticos; a briga dos perueiros com a tropa de choque da PM; a correria dos ambulantes e camelôs; e tantos outros acontecimentos reivindicatórios.

Participar intensamente, convocar e organizar uma passeata é uma experiência emocionante e enriquecedora. Todo jovem deveria ser estimulado a engajar numa causa. Desenvolver a sensibilidade para combater o poder envelhecido e paralisante de privilégios. Agregar gente de boa vontade, cerrar fileira, gritando por mais pão, saúde e educação para todos, com qualidade.

Durante uma passeata a gente sente o maior orgulho ao ver a multidão de companheiros e companheiras unidos, a população aplaudindo e aderindo ao cortejo de cidadania. Todo revolucionário precisa de uma boa dose de ideologia, reuniões políticas e uma passeata para encorajar e aferir o apoio que recebe do povo. Quem não tem causa, não sopra esperança. Quem não se compromete em lutas sociais, não sabe o destino dos injustiçados. Quem não batalha por liberdade, ainda não desejou ser emancipado.

*Antônio de Pádua Galvão é economista, psicanalista e professor.

Twitter: @galvaopadua




quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Venício Lima: Ao ignorar livro, grande mídia mostra moralidade seletiva


Portal Terra: Adicionar vídeo


Ana Cláudia Barros

Desde que foi lançado na última sexta-feira (9), o livro "A privataria tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., vem provocando rebuliço na blogosfera e movimentando o debate nas redes sociais. O reflexo da repercussão virtual pode ser medido nas livrarias, onde a procura pela obra fez com que as 15 mil cópias da primeira edição se esgotassem logo nos primeiros dias. O assunto, entretanto, não ganhou espaço na chamada grande mídia, que, por ora, silencia e se mantém longe do tema.

Na análise do professor aposentado de Ciência Política e Comunicação da UnB (Universidade de Brasília), Venício Artur de Lima, há, de fato, omissão dos veículos de comunicação, que, segundo ele, podem sofrer "graves danos" por essa postura.

- A grande mídia que, nos últimos meses, tem se especializado em denúncias em torno de figuras públicas envolvidas em supostas atividades de corrupção, ao ignorar um livro que documenta uma ação que envolve homens públicos e montantes inacreditáveis de dinheiro, coloca em risco sua credibilidade. O livro é um sucesso de vendas. Não é um jornalismo baseado em suposições, em condicionais. É um livro que faz acusações e as documenta.

Para Venício Lima, é a comprovação definitiva de que "a imprensa no Brasil é partidária e ocupa o papel dos partidos de oposição".

- Não só comprova isso, como comprova que ela só ocupa esse papel quando é oposição ao governo. Quando diz respeito a um fenômeno que envolve uma figura como a do (José) Serra, ex-governador de São Paulo, ex-candidato a presidente da República, a mídia, simplesmente, omite. Então, acho que essa omissão escancara uma questão de partidarização, de moralidade seletiva que só será ignorada por aqueles que consomem determinado tipo de mídia porque pensam da mesma forma - critica.

Ele emenda: - A moralidade da mídia é seletiva. Revela quando interessa e omite quando não interessa à posição político-partidária que assume. Isso é claro como a luz do dia.

Blogosfera

Venício Lima destaca a emergência dos blogs e a quebra do monopólio da formação de opinião.

- Não é um fenômeno novo. Uma das características da emergência da internet, da blogosfera é exatamente a quebra do monopólio da formação de opinião que a grande mídia e alguns dos principais colunistas, os chamados formadores de opinião, exerciam. A blogosfera quebra isso. Com todos os problemas de acesso e de repetição, na própria blogosfera, de personagens ligados à mídia tradicional, ela oferece uma pluralidade e uma diversidade que a grande mídia não oferece. E ela horizontaliza a formação de opinião, porque vai diretamente nas lideranças de opinião. A internet, na verdade, fez com que houvesse um deslocamento da formação de opinião desses grupos mais tradicionais para essa liderança de opinião mais horizontalizada.

Um balanço do desmonte do Estado: Baixe gratuitamente "O Brasil Privatizado" 1 e 2 | Fundação Perseu Abramo - FPA


"Em 1998 estávamos no auge das privatizações no Brasil, com o risco iminente de que a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal também tivessem este destino. Eu era o coordenador editorial da Editora Fundação Perseu Abramo – ligada ao PT – e nas conversas no conselho editorial e no conselho curador da Fundação havia a convicção de que era importante produzir um livro sobre as privatizações, para denunciar o que estava acontecendo e, ao mesmo tempo, servir como uma fonte de informações para o debate sobre o tema, pois não havia uma sistematização dessas informações para o grande público.

(...)

O livro era impactante. São menos de cem laudas de texto, mas é um material riquíssimo em informações e em análises que mostravam o alcance e a gravidade do que estava acontecendo no país, com a entrega de mão beijada de um patrimônio construído pela sociedade brasileira durante décadas. O grande mérito do livro – além da liguagem clara e direta – talvez tenha sido o fato de ter sintetizado e reunido as informações que nos permitiram ter uma visão geral do desmonte a que o Estado brasileiro estava sendo submetido, nas comunicações, no setor bancário, no petróleo, na mineração etc.

(...)

E de fato o livro teve um papel político importante, pois serviu de instrumento de denúncia e de mobilização contra as privatizações. Tornou-se uma espécie de cartilha da luta contra as privatizações do governo FHC. Até hoje é usado para estudar esse processo. "

Em agosto de 2010, o editor e historiador Flamarion Maués escreveu artigo no qual recordava o processo de publicação de "O Brasil Privatizado", de Aloysio Biondi.

No texto, publicado por ocasião dos 10 anos de falecimento de Biondi, Flamarion, que havia sido o editor do livro, mostra como as análises jornalísticas publicadas por Aloysio Biondi na imprensa deram vida ao livro que, com texto sucinto e farta documentação, tornou-se um fenômeno, com mais de 140 mil exemplares vendidos no ano de seu lançamento.

No momento em que os eventos em torno da privatização tocada pelo governo FHC volta à pauta do dia, a FPA resgata em seu acervo os volumes 1 e 2 de "O Brasil Privatizado". Publicados pela Editora Fundação Perseu Abramo e oferecidos para download gratuito na Biblioteca Virtual da FPA, as obras, essenciais para entender como se construiu o mito das privatizações nos anos 90 e suas consequências para o povo brasileiro, seguem atuais como nunca.

Baixe o "O Brasil Privatizado" 1 e 2 nos links abaixo:


Clique para baixar "O Brasil Privatizado - Um balanço do desmonte do Estado"


Clique para baixar "O Brasil privatizado II - O assalto das privatizações continua"

Saiba mais:

- Adquira a versão impressa de "O Brasil Privatizado" na loja Virtual da EFPA



Um balanço do desmonte do Estado: Baixe gratuitamente "O Brasil Privatizado" 1 e 2 | Fundação Perseu Abramo - FPA

Coragem, Reinaldo Azevedo! A Veja já publicou a corrupção do Serra há 9 anos atrás!

Blog Amigos do Presidente Lula:

Edição 1750 de 09/05/2002 - No racha demo-tucano de 2002, a revista ficou do lado do PFL por um momento, e publicou 10 páginas de fogo "amigo" denunciando propina na Privatização. Estão lá os mesmos nomes do livro de Amaury: Ricardo Sérgio e José Serra.



Nove anos depois, o livro de Amaury Ribeiro Jr. traz respostas para a pergunta que a revista Veja fez na edição 1751 de 15/05/2002. Gregorio Preciado também foi alvo da reportagem.
A revista Veja está numa sinuca de bico com o livro de Amaury Ribeiro Jr. sobre a maior ladroagem da história do Brasil: a privataria tucana comandada por José Serra no governo FHC.

A revista não tem como contestar o conteúdo do livro, pois além das provas documentais, o livro aprofunda reportagens da própria revista Veja, de maio de 2002, sobre propinas na Privatização da Vale e das teles, denunciadas pelo fogo amigo demo-tucano na época: o próprio comprador da Vale, Benjamin Steinbruch, os tucanos Paulo Renato de Souza e Mendonça de Barros (foram as fontes da reportagem, sem "off").

É preciso entender o contexto da época, que levou os Civita a publicar o fogo amigo contra Serra. Eles desenganavam as chances de Serra vencer a eleição de 2002, e em conluio com o PFL de ACM e Bornhausen, procuravam eleger outro candidato que consideravam com mais chances de vencer Lula.

A aliança PSDB-PFL havia rachado. Serra trocara o PFL pelo PMDB como principal parceiro. ACM já atirava contra Serra, e era uma fonte constante de denúncias sobre Ricardo Sérgio. Em maio de 2002, Serra patinava nas pesquisas, havia abatido Roseana Sarney, a então candidata do PFL, e não conseguia herdar nem as intenções de votos que Roseana perdera. Os caciques ACM e Jorge Bornhausen desembarcaram na candidatura de Ciro Gomes, que crescia nas pesquisas, tinha um discurso de oposição, mas não sofria o preconceito e medo da elite, como Lula.

Foi nesse contexto que a revista Veja publicou denúncias envolvendo Ricardo Sérgio e Gregório Preciado, os mesmos protagonistas do livro de Amaury Ribeiro, e com as mesmas denúncias, só que desta vez com provas documentais, e acrescida a participação da filha e genro de José Serra.

A Veja não tem como apagar essas reportagens. Não pode fazer como FHC e dizer "esqueçam o que escrevi", justamente quando as suspeitas de então aparecem agora acompanhadas de provas no livro de Amaury.

A única coisa que a Veja pode fazer para proteger a corrupção tucana é o que está fazendo: silêncio sobre o assunto e cortina de fumaça com outras "denúncias" para preencher a pauta. Mas é preciso lembrar que essa conivência, mesmo que na forma de silêncio, hoje revela cumplicidade na corrupção.

O fim de José Serra e do PSDB

Não vai dar para fazer silêncio para sempre, até porque o livro é só a ponta do iceberg. Imaginamos o quanto é doloroso para alguém com Reinaldo Azevedo ter que escrever o obituário político de José Serra, (cujo futuro é o mesmo de Maluf), e o fim do PSDB como alternativa de poder, justamente no momento em que o marqueteiro Antonio Lavareda tentava resgatar o que o tucanos acham que seja o legado de FHC. Com o livro de Amaury, o único legado de FHC que sobra é a maior roubalheira que uma grande nação já sofreu em seu patrimônio, pela rapinagem de politiqueiros embusteiros e traidores da pátria que venderam as riquezas da nação a preço de banana em troca de propinas. Pobre Aécio Neves (outro vendilhão). Sua estratégia de defender FHC e a privataria acabou de falir e precisa voltar para a prancheta dos marqueteiros para recauchutagem geral.

Há 9 anos, o mesmo trololó

Em 2010, toda vez que José Serra era perguntado sobre algum dos vários escândalos de corrupção que ele esteve envolvido, ele desdenhava chamando de tititi e trololó. Em 2002 ele fez a mesma coisa:

O que a Veja dizia em 2002

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