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domingo, 18 de novembro de 2012

O encanto dos orixás - Por Leonardo Boff


       
 Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela  alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares depessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.
       O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno,  mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.
       O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.
       A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.
       Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando-nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos  (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação,  pois é esse rigor que a natureza do espiritual  exige.
       Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs. Como se dizia nos primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de marginalizados, “os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores”.
       Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu escreva tudo isso que escrevi. Apenas respondo: um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se esconde por detrás das doutrinas, que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos.
       Deus desborda de nossas cabeças e dogmas. Na verdade, como dizem os místicos, Deus não em religião. Nós as nventamos para poder sobreviver quando nos encontramos com Ele. Caso contrário, morreríamos de tanto êxtase e beleza.
Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Serra pressiona Aécio

Blog do Lucas Figueiredo
Serra a Aécio: quem vai piscar primeiro?
Do senador loysio Nunes Ferreira (SP), aliado de José Serra no PSDB, hoje no Twitter:
"Dessa forma, sem trabalhar direito hoje, sem formular propostas, sem organizar o partido, sem uma oposição firme agora, 2014 já era."
"Outro 'aliás': o que o PSDB pensa sobre Código Florestal? Sobre lambanças preparatórias da Copa? Na reforma Política, qual é nossa posição?"
Releia agora o artigo “É isso, Aécio?”, do jornalista Ricardo Melo, publicado na Folha de S.Paulo no último dia 13.
Está claro que Serra percebeu a fragilidade do discurso Polyana de Aécio Neves (conciliar & conciliar & conciliar, luta do futuro contra o passado, política é a arte de administrar, blá blá blá...) e pressiona o mineiro a descer do muro. É uma aposta.
Aécio, de fato, demonstra até agora pouco ânimo para liderar a oposição, papel o qual muitos esperavam que ele assumisse após a débâcle de Serra no ano passado. Já que Aécio não o faz, o paulista aproveita o autismo do mineiro para tentar colar nele o selo de sonso. Assim, no futuro, quem sabe, Serra poderia ressurgir como o único capaz de peitar o vigor de Dilma, Lula e companhia. Dará certo?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Salgueiro 2012 - Dudu Botelho, Rodrigo Raposo e Cia (03-09-2011)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Imagens da Veja não são do hotel. Aumenta o detrito na maré baixa

O amigo navegante Luis Claudio envia notícia do Brasil 247:

Imagens divulgadas por Veja não foram feitas por câmeras do Hotel Naoum

“Essa possibilidade já está descartada”, diz gerente-geral Rogério Tonatto


Evam Sena_247 em Brasília – O Hotel Naoum já descarta que as imagens divulgadas por Veja do ex-ministro José Dirceu e políticos nos corredores do estabelecimento tenham sido capturadas pelas câmeras internas e vazadas por algum funcionário. A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou perícia para saber se as fotos foram resultado de grampo de imagem feito pela revista ou por terceiros.


“A possibilidade de as imagens terem saído de nossas câmeras está descartada. Está muito evidente que não foram captadas por nós. As imagens divulgadas são bem diferentes do nosso padrão”, disse ao Brasil247, o gerente-geral do Hotel Naoum, Rogério Tonatto.


Ele afirma que o enquadramento das imagens publicadas é diferente das capturadas pelas câmeras internas e que as imagens do hotel são coloridas, ao contrário das divulgadas.


Segundo Tonatto, o circuito interno não conseguiu capturar imagens de instalação de grampo. “Não estamos conseguindo enxergar isso”, disse. Ainda de acordo com ele, a Polícia Civil trabalha na busca de provas de instalação de uma câmera no corredor. O hotel vai esperar a perícia para decidir se aciona a Polícia Federal.


Reportagem da Veja deste fim de semana mostra o ex-ministro José Dirceu, senadores, deputados, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e o ministro de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel, nos corredores do Hotel Naoum, em momentos diferentes. Dias antes da publicação, José afirmou por meio de seu blog que o repórter Gustavo Ribeiro tentou invadir seu quarto no hotel, depois de ficar dias hospedado em uma suíte ao lado da do petista.


Na reportagem, Veja afirma que Dirceu ainda é ativo nas articulações do PT e o acusa de conspirar contra o governo da presidente Dilma Rousseff. A revista nega que o repórter tenha tentado invadir o quarto do ex-ministro.

Fonte: PHA

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Aécio e seus números! Aparte!!

Aécio e seus números sobre o Brasil
29/08/2011

Na última semana de agosto, o artigo (FSP, 20/08/2011) do senador Aécio Neves faz um exercício primário com números, estabelecendo rankings a torto e a direito, sem qualquer preocupação de correlacioná-los a déficits históricos em termos de política industrial no país, além de políticas de fomento à ciência e tecnologia, qualificação profissional etc. Vale lembrar que a abertura das fronteiras comerciais, no frenesi neoliberal, teve largo impulso com o governo FHC (do qual Aécio foi um dos principais líderes). Isso contribuiu muito para os números que ele agora replica. O sucateamento de universidades e da pesquisa científica também. Dos CEFETs, idem.

Talvez seja por isso que, ao falar de números, os expõe com um padrão de aleatoriedade tal, que reprovaria qualquer estudante de economia do terceiro período da PUC/MG. Mas o nosso bacharel nessa ciência econômica não se preocupa muito, nem com ciência, nem com coerência.

Para não dizer que o Movimento Minas Sem Censura vive de implicâncias com ele, passamos a palavra ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais/FIEMG, Olavo Machado, que em seminário realizado na Assembleia Legislativa mineira, expôs os verdadeiros números da economia regional. Suas palavras iriam provocar um “choque de realidade”, se a imprensa local resolvesse divulgá-los.

Criticando “os discursos grandiosos” sobre a economia mineira, o insuspeito presidente da FIEMG traça um quadro dramático de Minas. Em termos bem sintéticos e esquemáticos, eis o diagnóstico que ele faz do estado governado pelo tucano Aécio Neves, por sete anos e três meses:

 Nos próximos 20 anos, o Mundo e o Brasil crescem, e Minas não está preparada para disputar mercados. Falta investimento em inovação, infraestrutura, logística, em capacitação e formação profissional, ausência de política estadual de crédito etc, que geram perda de competitividade e consolidam nossa dependência da exportação de commodities (minério e produtos agrícolas).

 Das 120 mil empresas industriais do estado, 62 mil “não geram emprego algum na indústria”; 30 mil possuem “de 1 a 4 empregos”; 22 mil tem até 29 empregos formais em cada unidade; em suas palavras “mais de 90% desse universo imenso de empresas não apresenta produtividade, escala e inovação em processos e produtos para operar e concorrer globalmente”. E ressalta que os indicadores da economia brasileira demonstram a ampliação exponencial do consumo de massa, o que exigiria “um efetivo e consistente processo de desenvolvimento econômico e social”, para que Minas disputasse parcela desse mercado emergente.

 A produtividade da “nossa indústria” está 5% abaixo da média brasileira e 20% da paulista, e é inferior à média nacional em 69 setores, sendo que em 25 destes, essa menor produtividade ainda manifesta “comportamento de queda” nos últimos 10 anos. O Valor da Transformação Industrial - VTI - mineiro é 20% inferior à média nacional e 40% menor na relação com São Paulo. As gigantes estatais mineiras (CEMIG, COPASA, CODEMIG) fizeram compras “mínimas ou insignificantes” de fornecedores mineiros. A carga tributária estadual é “excessiva e concentrada”.

Enfim, as propostas da FIEMG para a superação desse quadro poderiam ter sido adotadas há oito anos, impactando a condição atual da competitividade da economia regional: readequação tributária, formação e capacitação profissional, política creditícia, incentivos estaduais e municipais diversos etc. Sua excelência, o senador Aécio Neves, ainda que não seja, de fato, um economista, tinha e tem conhecimento desses números.
Em entrevista à “Mercado Comum”, nº 216, Machado completa:
“Sempre me preocupei com avaliações feitas por média, uma vez que não contemplam toda a verdade dos fatos, inclusive suas distorções. Cada vez mais, devemos nos conscientizar de que são a microeconomia e economia local que nos dão a exata dimensão do que ocorre.”

A propósito, a citada revista tornou público o número da “Dívida Pública Total” do estado: R$ 67.812.919.776,51 em 31/12/2010. Ou seja, um “papagaio” de 68 bilhões que, no calote de informações tucano, são excluídos dos balanços políticos de seu governo e de seu sucessor. Considerando ainda uma dívida de R$ 5.342. 359. 887,16 com a CEMIG (que veio a público recentemente) e a atualização da anteriormente citada, chega-se a cifras absurdas. Sempre omitidas nas imprecações do senador mineiro.

O professor Flávio Constantino, esse sim economista e pesquisador, em artigo publicado na imprensa mineira, mostra que a exuberância dos números médios de Minas, pós-crise de 2008, esconde uma dura realidade:
“Apesar do saldo comercial extremamente favorável, os números deixam de ser tão vistosos quando comparadas as taxas de crescimento das exportações. Na década em questão, Minas Gerais ocupa apenas a 16ª posição. Com a crise econômica, foi um dos estados que mais perderam em termos de renda, exportações e tributos. A crise, na verdade, só nos fez relembrar os riscos inerentes a especialização produtiva e comercial, nossa dependência das commodities. Até as patentes registradas pelos mineiros estão fortemente concentradas no setor mínerometalúrgico.”
Na sua opinião, Minas Gerais chega em 2011 ostentando uma década perdida, em termos de posicionamento estratégico na economia: 40% das divisas arrecadadas pelo estado vem da exportação de minério e café! Ou seja, isso é algo que há 200 anos garante o dinamismo ou estagnação da economia regional.

Essa análise, a indicação das fontes e as conclusões constam do informativo eletrônico nº 15, de maio de 2011, do Minas Sem Censura (www.minassemcensura.com.br).

Aécio, em seus 16 anos como deputado federal, não registra nenhuma iniciativa sua, em termos de política de fomento industrial, qualificação profissional, fortalecimento da pesquisa, inovação etc. Assim, quando falar de números e estatísticas ele deveria lembrar que de te fabula narratus.*

Finalmente, tivesse o senador mineiro compromisso no tratamento adequado dos números, poderia ele fazer também o mesmo ranking para o ano de 2002: último da gestão de FHC, no qual ele era o presidente da Câmara de Deputados. Mas ele sabe que se assim o fizesse, a verdade da tragédia tucana viria à tona.


__________________________________
* É de ti que trata essa história.


Fonte: Blog Minas Sem Censura

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A minha primeira vez...

O céu estava claro,
A lua quase dourada...

Ali no campo, eu e ela,

E não se via mais nada!

A pele suave,

As ancas expostas,

E eu tocando de leve

O macio de suas costas...

Não sabendo começar,

Olhei o corpo esguio.

Decidi por as mãos

Sobre seu peito macio...

Eu sentia medo!

Meu coração forte batia,

Enquanto ela bem lentamente,

As firmes pernas abria...

Vitória!

Eu consegui!

Tudo então melhorou...

Pelo menos desta vez,

O líquido branco jorrou

Finalmente tudo acabou,

Mas quase que eu saio de maca!

Foi assim a primeira vez...


Que eu tirei leite de uma vaca!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A Cópula


Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme e turgescente.

Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente

Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra

E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.

Manuel Bandeira

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Oposição assume as bandeiras da mídia

Por José Dirceu, em seu blog:


Na oposição, as viúvas do udenismo estão à solta cada vez mais enfurecidas com o êxito do governo. Sentem tanta saudade da velha UDN que, agora, só falta as marchadeiras voltarem para as ruas empunhando os estandartes do falso moralismo. Nos fins de semana, as revistas, no dia a dia, os jornais promovem o mais desbragado denuncismo. Evidente que acusações dessa natureza devem ser apuradas e os responsáveis por atos de corrupção punidos.

Mas, o fato é que os oposicionistas assumiram a bandeira da mídia. Agora querem atingir o PMDB. Liderança nacional do seu partido e presidente do PPS, o deputado Roberto Freire (SP) não esconde e diz abertamente: "O PMDB não é o PR. Se começar a mexer com o PMDB, [o governo] pode começar a sofrer problemas graves de atrito na base". Pronto, textualmente entregou a estratégia da oposição para desgastar o governo, agora fazendo do PMDB, aliado à base, a bola da vez.

Freire detalhou assim, com todas as letras, que esse é o objetivo: desmontar a maioria governista e desfazer a coalizão que lhe dá sustentação. Tentam por aí, já que não conseguem fazer oposição ao governo no campo social e econômico, nem no político, uma vez que as urnas, a soberania popular, deram ampla maioria no Congresso Nacional a presidenta Dilma Rousseff.

Freire deixa escapar a estratégia da oposição

Sem verem e sem traçarem outra alternativa, os oposicionistas apelam de novo para o denuncismo. Esquecem-se, ou imaginam que a opinião pública não percebe que nenhum governo tucano ou de outros partidos da oposição resiste a uma análise rigorosa sobre a ocupação de cargos por indicação dos partidos que os apoiaram e elegeram.

Para ficar em apenas dois exemplos, os governadores tucanos de São Paulo e Minas Gerais, os do período imediatamente anterior, José Serra e Aécio Neves, e os atuais, Geraldo Alckmin e Antônio Anastasia não resistiriam a uma análise dessa natureza.

Tiveram e têm, em suas administrações, integrantes nomeados por indicação dos partidos que os apoiaram e elegeram. O prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD), está na mesma situação.

Ante denúncias, presidenta toma todas as providências

Mas, mesmo assim, os oposicionistas querem transformar a participação dos partidos no governo em fisiologismo e divisão espúria do poder. Querem associar essa participação a corrupção, a despeito de a presidenta Dilma ter tomado todas as medidas cabíveis no caso das denúncias.

Para onde vai e o que quer a oposição? Está ficando cada vez mais claro que o seu objetivo é criar um clima de escândalo no país e desestabilizar o governo. Como a UDN nos 20 anos em que viveu (1945-1965) gostava de criar e chafurdar.

É preciso denunciar a oposição e seus aliados na mídia. E não recuar frente ao denuncismo. Pelo contrário, devemos devolver a acusação revelando a composição dos governos tucanos em cada Estado. Muitas delas formadas com os mesmos partidos e forças políticas que compõem com o governo federal.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Centenário de nascimento de Vinícius é celebrado



Toquinho e Paulo Ricardo dão pontapé inicial às comemorações de existência um dos maiores artistas da MPB


Arquivo Hoje em Dia

Vinicius de Moraes e Toquinho

Os músicos e compositores Vinicius de Moraes (e) e Toquinho



A Música Popular Brasileira já começa a comemorar o centenário de um dos seus maiores artistas, o poeta Vinícius de Moraes, que nasceu em 19 de outubro de 1913 e morreu em 9 de julho de 1980.


Embora as comemorações oficiais estejam programadas para começar em outubro de 2012, um amigo especial do poeta decidiu antecipar-se aos protocolos.


Toquinho, ao lado do cantor Paulo Ricardo, lançou há pouco mais de duas semanas um álbum onde fazem um duo em 13 canções de Vinícius.


Um trabalho que começou a ser produzido ainda durante as comemorações dos 50 anos da Bossa Nova, em 2008, e que agora é entregue como um presente.


“Vinícius foi um marco em minha vida. Ensinou-me muito, tanto profissional quanto pessoalmente. Aprendi sempre respeitando sua experiência. No final, trocamos aprendizados e juventude”, diz Toquinho, em entrevista por e-mail.


O diretor geral da Geo Eventos, empresa responsável pela organização do centenário, Leonardo Ganem, afirma que exposições, mostras de poesia e arte, além de shows com artistas convidados são algumas das atrações previstas para o calendário comemorativo.


O disco de Toquinho e Paulo Ricardo pode ser considerado o início da festa. “Quando começamos a criar o álbum não paramos para pensar no centenário de Vinícius, mas, seguramente, este trabalho pode representar o marco de início das comemorações”, afirma o amigo e parceiro do Poetinha.


No disco, clássicos como “Chega de Saudade”, “Tarde em Itapuã”, “Eu sei que vou te amar”, “Garota de Ipanema”, “Insensatez” e “Samba de Orly” ganharam nova roupagem.


O resultado revela uma sonoridade contemporânea – prova de que o obra é mais pop do que se pode supor.


Para a cantora e amiga de Vinícius, Miúcha, o poeta conseguiu como poucos construir uma poesia irretocável. “Talvez Vinícius fosse a alegria em forma de gente, um homem capaz de apropriar-se das palavras e traduzi-las como magia. Ele falou de tudo nessa vida e para ela deu-se inteiro. Foi um cavalheiro, um homem que conseguia conversar com igualdade com qualquer pessoa, de qualquer idade ou classe social”.


“São demais os perigos desta vida para quem não tem paixão”


Miúcha está rouca. A tosse insiste, mas quando o assunto é Vinícius de Moraes, nada a arrebata mais. Por telefone, do Rio de Janeiro, a cantora não hesita em falar do amigo e aponta as trufas brancas e o amor à vida, os traços aos quais sempre afeiçoa à Vinícius. “Veja como são as coisas. Há tanto a dizer sobre ele e me retenho às trufas que um dia ele deu a mim e a minha irmã”, conta, aos risos.


Junto com Vinícius, Toquinho e Tom Jobim, Miúcha gravou no Canecão (Rio de Janeiro), em 1977, um dos discos mais elogiados e bem quistos da MPB. “Foi uma turnê incrível. Éramos inseparáveis. E eu, a única menina entre aqueles meninos. Nos divertimos muito. Descobri que aprender sobre a vida ao lado de amigos é uma das melhores lembranças que alguém pode guardar”.


Filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda (e irmã de Chico), Miúcha conheceu Vinícius ainda criança. “Meu pai sempre gostou de música e seus amigos iam para nossa casa cantar e tocar a noite toda. Vinícius sempre estava lá. É engraçado como a música foi capaz de aproximar gerações. Fui criada ao lado de Georgiana (filha de Vinícius com Lila Bôscoli). Nos casamos, tivemos nossas filhas, que hoje também são muito amigas. O laço da cumplicidade permanece”.


Para a cantora, o sucesso da arte de Vinícius estará sempre ligada à capacidade do poeta de lidar, de maneira carinhosa, com as palavras. “Sua poesia não tem idade. As melodias se adaptam a novos tratamentos musicais pelo vigor de sua simplicidade e ousadia”, completa Toquinho. Uma ousadia, que aliás, se transformou em sinônimo de saudade para os que tanto quiseram bem ao Poetinha.


“Ninguém cantou o amor como Vinícius”


“Toda a obra de Vinícius de Moraes pode se apropriar a qualquer época porque ele cantou o amor como ninguém fez”. Quem afirma é Toquinho ao ser questionado sobre a temporalidade da obra do Poetinha.


Coube, portanto, à maneira como as releituras das canções foram produzidas, a grande sacada do álbum “Toquinho e Paulo Ricardo cantam Vinícius”. Mantendo a harmonia, a dupla desconstruiu melodias e incorporou batidas elétricas.


“Passado o entusiasmo em tê-lo como parceiro, minha maior preocupação foi em não assustá-lo com a ousadia do projeto”, conta Paulo Ricardo por telefone, de São Paulo, aos risos, sobre quando foi apresentar o conceito do CD a Toquinho. “A harmonia sempre foi sua grande preocupação, mas as letras de Vinícius comungam com o passado e o presente”.


Embora tenham timbres e estilos completamente distintos, Toquinho e Paulo Ricardo concordam que talvez coube à seleção das músicas a maior dificuldade durante toda a produção do disco.


“Infelizmente tivemos que escolher alguns clássicos entre uma grande safra de beleza incontestável. Escolhemos as músicas que achamos mais representativas e adaptáveis a produção”, explica Toquinho, que lamenta não ter incluído no álbum o clássico “Minha Namorada”, parceria de Vinícius com Carlos Lyra.


Segundo Paulo Ricardo, a expectativa é levar para os palcos a parceria com Toquinho, mas ao contrário do que é apresentado no disco, a tecnologia e as batidas elétricas devem ficar de fora.


“Os shows devem contar apenas com voz e violão”, diz. “Ainda não há nada concreto, mas Belo Horizonte não ficará de fora, com certeza, caso haja essa turnê”, acrescenta Toquinho.


O diretor geral da Geo Eventos, empresa responsável pela organização do centenário de Vinicius de Moraes, Leonardo Ganem, explica que como o selo comemorativo do centenário ainda segue em fase de produção não é possível adiantar detalhes da comemoração oficial, “mas a captação de patrocinadores está a todo vapor”, garante.


Para Miúcha, que também planeja homenagear o amigo durante as comemorações do centenário, é preciso guardar com carinho e afeto o legado de Vinícius. “Suas músicas não são o retrato de apenas uma época. Elas falam para o hoje, para o que se vive neste momento, como se os versos tivessem sido escritos agora. É engraçado porque Vinícius tem uma canção ou um poema para cada circunstância da vida. Às vezes me pego rindo disso e sinto uma saudade imensa”.


“Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém”


Vinícius não era um homem de poucas paixões. Passava horas dentro de uma banheira tomando uísque, gostava de bons restaurantes e foi um botafoguense apaixonado.


O futebol, aliás, era outro que lhe rasgava o coração. Em 1962, durante os jogos da Copa do Mundo – ano em que o Brasil conquistou o bicampeonato – o poeta desabafou: “Minha seleçãozinha de ouro, eu vos suplico que não jogueis mais futebol internacional, não. Meu pobre coração não aguenta tanto sofrimento”. E continuou: “Sabe Pelé, eu nunca chamei ninguém de gênio porque acho besteira, mas você eu chamo mesmo, no duro, você é o meu Garrincha”.


Os trechos fazem parte da prosa “Canto de amor e de angústia à seleção de ouro do Brasil”, onde o poeta também pede com jeitinho para que o time canarinho volte vitorioso: “(...) Por favor, ganhem logo e voltem para casa com a Taça erguida, bem alto (…) voltem porque senão a revolução em marcha não caminha, ela fica também encantada com a vossa divina mestria”.


Nascido em 19 de outubro de 1913, Vinícius casou-se nove vezes e teve cinco filhos. No hall dos muitos amigos que conquistou, estão Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Oswald de Andrade, Fernando Sabino, Pablo Neruda, Oscar Niemeyer e Di Cavalcanti.


Em 1945, Vinícius sofreu um acidente de avião do qual não hesitou registrar: “Eu sou um sujeito que, modéstia à parte, sempre deu sorte aos outros. Menina que me namorava casava logo. Amigo que estudava comigo, acabava primeiro da turma. Sem embargo, há duas coisas com relação às quais sinto que exerço um certo pé-frio: viagem de avião e esse negócio de ser padrinho”, registrou na crônica “Batizado na Penha”.


Autor de dezenas de livros e centenas de poemas, críticas de cinema, peças teatrais e canções, Vinícius perdeu, em 1969, o posto de diplomata durante a Ditadura Militar.


Em 2010, o Poetinha recebeu uma promoção póstuma ao cargo de embaixador. Miúcha lembra que Vinícius foi expulso com base no Ato Institucional nº 5 (AI-5). “Ele era um poeta consagrado, mas não fora bem quisto pelo exército naquela época. Veja como o mundo dá voltas”.


Fonte: Hoje em dia

sábado, 30 de julho de 2011

ORGASMO DE UMA MARIA-GASOLINA

EnFiat, enFiat!

Vem KA, meu Diplomata, da um Cherokee no meu pescoço..

Vem Logus!

EnFiat o seu Picasso na minha Xantia!

Eu sei que você Dakota do recado.

Tira meu Blazer!

Vem que sou toda Parati.

Você não imagina o Quantum eu quero Dart, seu Besta!

Ai amor, só você me enlouquece e me oFusca.

Meu Gordini, desse jeito, eu te dou um Premio.

Não Palio!

Não Palio!
Me Kombi!

Me Kombi!

Ai amor, Kadett, que eu não estou te achando seu Picasso?! Ai achei.

Vou te dar o que eu Tempra você.

Vai Variant de posição. Sim, agora com outro Tipo.

Vai, enFiat seu Pointer Turbo no meu Courrier!

Ai Comodoro, Comodoro você!

Ta doendo mas vai Passat. Não para ainda, me Kombi mais um pouco!

Vai, D-10, D-20, D-30! Bem forte, de frente, de Corsa, de Lada. Isso, amor,

Ranger os dentes, assim GM! GM! vai,vai!

Eu sou sua mulher, sua Verona, e você, meu Omega.

Me abraça, me beija e me Ford

Me chama de Perua!

Oggi tudo é Fiesta!

Vou Gol zar!

EnFiat, enFiat!

Vem KA, meu Diplomata, da um Cherokee no meu pescoço..

Vem Logus!

EnFiat o seu Picasso na minha Xantia!

Eu sei que você Dakota do recado.

Tira meu Blazer!

Vem que sou toda Parati.

Você não imagina o Quantum eu quero Dart, seu Besta!

Ai amor, só você me enlouquece e me oFusca.

Meu Gordini, desse jeito, eu te dou um Premio.

Não Palio!

Não Palio!
Me Kombi!

Me Kombi!

Ai amor, Kadett, que eu não estou te achando seu Picasso?! Ai achei.

Vou te dar o que eu Tempra você.

Vai Variant de posição. Sim, agora com outro Tipo.

Vai, enFiat seu Pointer Turbo no meu Courrier!

Ai Comodoro, Comodoro você!

Ta doendo mas vai Passat. Não para ainda, me Kombi mais um pouco!

Vai, D-10, D-20, D-30! Bem forte, de frente, de Corsa, de Lada. Isso, amor,

Ranger os dentes, assim GM! GM! vai,vai!

Eu sou sua mulher, sua Verona, e você, meu Omega.

Me abraça, me beija e me Ford

Me chama de Perua!

Oggi tudo é Fiesta!

Vou Gol zar!

terça-feira, 26 de julho de 2011

REGIME DO PEIXE - VAI Emagrecendo!

Emagrece mesmo!





Corte o peixe em 3 pedacos:

O rabo você da!

O Meio vc come!

E a cabeca vc chupa!

Pratique e perca peso rapidamente.

Meia hora de rabo é pouco...

kiakaikiakia.....

domingo, 24 de julho de 2011

Noam Chomsky e a manipulação das massas através da mídia

O filósofo, lingüista e ativista político, Noam Chomsky, grande expoente da intelectualidade de esquerda nos EUA, elaborou um lista de 10 estratégias de manipulação da mídia. Nela Chomsky apresenta dez princípios pelos quais aqueles que utilizam a mídia se pautam para manipular as massas.
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.


2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.


4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.


5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.


6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…


9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Câmara marca votação de projeto de Azeredo #AI5digital #DigaNÃO

:: Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital :: 27/06/2011

Depois dos ataques de hackers aos sites do governo brasileiro - que mobilizou a área de segurança da informação governamental nos últimos dias - o tema lei para combate aos cibercriminosos volta à cena.

Congelado há dois anos, mas ressuscitado nesta legislatura, o projeto de lei sobre crimes cibernéticos, com novo relatório, voltou à pauta da comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, que marcou sua votação para a próxima quarta-feira, 29/6.

Autor do polêmico substitutivo ao PL 84/99, aprovado no Senado, o agora deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) é mais uma vez responsável pelo texto em discussão – ele recuperou o projeto, abandonado em 2009, por acordo, e fez algumas mudanças.

Em uma delas foi retirado do texto um dos pontos mais controversos da proposta: aquele que obrigava provedores de acesso a denunciarem às autoridades “indícios de práticas de crimes”.

Além dessa, Azeredo retirou do texto termos como “dispositivo de comunicação” e “redes de computadores”, e substituiu “dados informáticos” por “dados eletrônicos”. Segundo o deputado, a mudança busca impedir a criminalização de “condutas banais”.

A proposta mantém a obrigação para que provedores armazenem, por três anos, “os dados de endereçamento eletrônico da origem, hora, data e a referência GMT da conexão”, que podem ser solicitados por ordem judicial.

Como houve dificuldade na construção de um acordo para a votação do projeto, a própria comissão de Ciência e Tecnologia engavetou a proposta em 2009, por entender que deveria esperar a definição do marco civil da internet.

Azeredo, no entanto, discorda dessa espera – o texto do marco civil ainda está sendo elaborado pelo Ministério das Justiça – e como integrante da comissão de mérito tratou de retomar o andamento da proposta.

Com exceção das mudanças citadas, o projeto preserva o que foi aprovado em 2008 no substitutivo do próprio Azeredo quando no Senado, estabelecendo 10 tipos penais relacionados a crimes cometidos com o uso da internet. São eles:

1) Acesso não autorizado a sistema informatizado;

2) Obtenção, transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação;

3) Divulgação ou utilização indevida de informações e dados pessoais;

4) Dano (a dado eletrônico alheio);

5) Inserção ou difusão de código malicioso;

6) Estelionato Eletrônico;

7) Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública;

8) Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico,telefônico, informático, telemático ou sistema informatizado;

9) Falsificação de dado eletrônico ou documento público; e

10) Falsificação de dado eletrônico ou documento particular.

Como o projeto já passou uma vez pela Câmara e foi votado no Senado, não é passível de sofrer mudanças significativas – pois voltaria à estaca zero. Daí a opção de Azeredo de apenas suprimir alguns pontos.


Convergência Digital - Segurança - Crimes cibernéticos: Câmara marca votação de projeto de Azeredo

Lula emplaca José Graziano na Direção-geral da FAO

Luiz Graziano foi ministro durante o governo Lula e estruturou o Bolsa Família
Apoiado por uma ferrenha campanha do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o agrônomo brasileiro José Graziano, de 61 anos, foi eleito neste domingo para a Direção-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Ex-ministro de Segurança Alimentar do governo Lula, Graziano ocupará o cargo no período de janeiro de 2012 a julho de 2015. Desde 2006, ele atuava como representante da agência na América Latina e no Caribe.
A eleição ocorreu hoje durante a 37ª Conferência da FAO, evento que começou ontem (26), em Roma. Com o apoio do governo brasileiro, Graziano recebeu 92 dos 180 votos. O segundo colocado foi o ex-ministro de Relações Exteriores espanhol Miguel Ángel Moratinos. Inicialmente também concorriam ao posto o austríaco Franz Fischler, o indonésio Indroyono Soesilo, o iraniano Mohammad Saeid Noori Naeini e o iraquiano Abdul Latif Rashid.
Indicado para o cargo pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado, Graziano vai substituir o senegalês Jacques Diouf, que permaneceu por 17 a anos à frente da agência. Ele deixará a direção do órgão em um momento em que a alta nos preços de alimentos tornou-se uma preocupação global, discutida nos principais foros internacionais.
Criada em 16 de outubro de 1945, a FAO concentra os esforços dos 191 países membros, mais a Comunidade Europeia, pela erradicação da fome e da insegurança alimentar. Na agência, que funciona como um fórum neutro, os países desenvolvidos e em desenvolvimento se reúnem para para negociar acordos, debater políticas e impulsionar iniciativas estratégicas.
O orçamento enxuto da agência, se comparado ao de outras instâncias da ONU, é considerado um dos entraves à atuação mais abrangente do órgão. Para o biênio 2010/2011, a FAO conta com orçamento de US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bilhão) , com mais US$ 1,2 (R$ 1,9 bilhão) advindos de doações voluntárias. Outro problema com o qual Graziano deverá lidar são as divergências entre os países quanto à produção de biocombustíveis (apontados por algumas nações como os principais causadores da inflação nos alimentos).

sábado, 25 de junho de 2011

O verdadeiro filho do #FHC

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Brizola Neto no #2BlogProg

Companheiro Brizola Neto, do Blog Tijolaço manda um Alô para Ativistas e Blogueiros de Minas Gerais!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

"Confesso que vivi e bebi no 2º Encontro"

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No último fim de semana, realizou-se aqui em Brasília, o 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Até aí, morreu Neves. Ou pelo menos, um caiu do cavalo, no dia em que iniciavamos o tal Encontro. Ok, vocês já sabem disso. Mais de 400 inscritos, 30 mil pessoas acompanhando on-line as transmissões do Evento. Lula, o Cara, participou da Abertura. Agnello Queiroz, Governador do DF, fez as honras da casa. Ministro Paulo Bernardo, simpático e educado, foi trollado ao vivo pelo @. Zé Dirceu apareceu no sábado. Emir Sader, prof. Venício Lima também (coitado, o povo insiste em chamá-lo de Vinícius), etc, etc.

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Vários artigos e textos foram publicados a respeito, repercutindo a sua importância. Alguns destacando o pânico que o PIG deve ter ficado com o crescimento do movimento da blogosfera em seus calcanhares. Outros analisando a importância histórica do Encontro. Outros dizendo até que o seu autor propôs alteração no "Ponto G" da carta final, seja lá o que isso signifique ou implique. Né, @?.

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Sem querer cometer injustiças, e já cometendo, vou citar apenas alguns. O sempre combativo deputado @ postou: "Blogueiros progressistas lançam carta após II Encontro Nacional ". O já citado @ escreveu que a "Imprensa se assustou com o Encontro de blogueiros | Blog da Cidadania ". No #TeiaLivre tem o artigo do meu brother, @, que nos contou de suas impressões gerais sobre o Encontro: http://t.co/e7TR8UI (Viram que fiz o merchan do #TeiaLivre? Isso se chama auto-referência). E "last, but not least", o @ que falou -brilhantemente, só pra variar- sobre "O novo ciclo da blogosfera", ----> .

Sobre o texto do @ , concordo e lamento que, infelizmente, alguns companheiros nossos pensam que são @. Ou seja, que eles são "as referências da blogosfera, tem não sei quantos tantões de seguidores e que são os fodões". Não entendem que o "espírito da coisa" se resume numa palavra: "colaborativo". Eles precisam sim seguir, retuitar e citar os "ilustres desconhecidos" e "anônimos" que fazem a militância virtual ser real. De egos inflados, o inferno deve estar cheio (assim espero, amém!).

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O que teria então eu, a acrescentar? Algumas poucas coisas. Mas como dizia Drummond, "De tudo ficou um pouco: de mim; de ti; de Abelardo". Primeiro, que tive a oportunidade de rever vários amigos e conhecer, pessoalmente, outros, que só me relacionava até então pela internet. Ok, isso também é Encontro. Já valeria a pena. Como dizia o outro poeta, xará desta "Petoa" aqui, "Tudo vale a pena se a alma não é pequena."

Aproveitando a deixa, vou contar meu encontro com uma dessas pessoas, de grande alma, o @. Conheci-o em Tucanópolis, no Encontro de Blogueiros que teve lá abril último. A gente saia do auditório da ALESP para ir fumar e conversar. (Tinha que ser na rua, porque nem debaixo das marquises é permitido fumar em Tucanópolis. Mesmo o Enio sendo cadeirante). Lá, fiquei sabendo que ele teria uma conversa com Lula, o Cara.

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Fui buscar no aeroporto, ele e sua cadeira high-tech, cujo controle de joystick deixava as crianças morrendo de inveja. Depois soube que ele, quando entrevistou o Cara, "convenceu" Lula a participar do 2º Encontro Nacional. Sim, o Enio foi a "fonte" que confirmou em primeira mão a presença do Cara no evento aqui no DF.

Ou seja, sou "amigo do amigo do Cara". Tenho orgulho de ter tomado cachaça com ele e com tantos outros companheiros. Sei que as más línguas já estão me acusando de ter subvertido o Encontro, fornecendo a "marvada", inclusive dentro da sala onde participava da mesa sobre "militância e humor". Né, @?

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Em minha defesa, parafraseando Getúlio Vargas, digo o seguinte: "a cachaça é nossa". Fui buscar direto da fonte (na fazenda de meu primo, ou seja, tá tudo em casa) e ninguém reclamou da qualidade do produto. Muito pelo contrário. Uma amostra dela chegou até a Bahia, presenteada que foi ao @. Falando nisso, comentei com o pessoal, que o único problema do próximo Encontro Nacional ser na Bahia, é que eu não sei se volto de lá. Mas isso, a gente vê depois.

Abraços a todos.








Fonte: TeiaLivreLink