As Melhores do "Vai..."
Mostrando postagens com marcador PIG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PIG. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Globo, Folha, Bradesco e delegado do DOPS: Lembranças dos 'bons tempos da ditadura'...


Do Blog do Mello:

A repórter Marina Amaral fez uma excelente reportagem com um dos poucos delegados do DOPS ainda vivos, José Paulo Bonchristiano.


Ele se recorda de bons camaradas com quem batia um agradável papo naquela época. Por exemplo, Roberto Marinho (Organizações Globo), Otávio Frias (Folha) e Amador Aguiar (Bradesco):

Bonchristiano é um dos poucos delegados ainda vivos que participaram desse período, mas ele evita falar sobre os crimes. Prefere soltar o vozeirão para contar casos do tempo em que os generais e empresários o tratavam pelo nome. Roberto Marinho, da Globo, diz, “passava no DOPS para conversar com a gente quando estava em São Paulo”, e ele podia telefonar a Otávio Frias, da Folha de S. Paulo “para pedir o que o DOPS precisasse”. Quando participou da montagem da Polícia Federal em São Paulo, conta, o fundador do Bradesco mobiliou a sede, em Higienópolis: “Nós do DOPS falamos com o Amador Aguiar ele mandou por tudo dentro da rua Piauí, até máquina de escrever”.

Também acha que o delegado Sergio Paranhos Fleury, o torturador-mór da ditadura, não foi devidamente homenageado:

“Polícia é polícia, bandido é bandido”, diz Bonchristiano. “Para vocês de fora é diferente, mas para nós, acabar com marginal é uma coisa positiva. O meu colega Fleury merecia um busto em praça pública”, afirma, sem corar.

Ele também fala sobre os instrumentos de tortura (“O pau-de-arara não é, assim, uma tortura, vai tensionando os músculos, se o cara falar logo não fica nem marca, mas se o cara for macho e segurar…”), mas “choques, sim, dependendo”...

Ao final, Bonchristiano, como bom cristão, faz um alerta à repórter:

Na despedida, preveniu-me mais uma vez sobre o “perigo” que “nós dois” estaríamos correndo se eu levasse adiante qualquer investigação sobre a localização dos corpos desaparecidos, advertência que fez desde a primeira entrevista. Perdi a paciência: “Mas, doutor, quase todo mundo que o senhor conheceu naquela época já morreu! Nós vivemos em uma democracia, ninguém vai matar assim um jornalista ou um delegado aposentado”.

“Isso é o que você pensa”, retrucou. “Os que hoje ocupam os cargos daqueles, antigos, também assumiram o compromisso de proteger o pacto”, afirmou. “Não tem isso de democracia, minha cara jornalista, eles fazem o que precisa ser feito. Se alguém é atropelado ou baleado no trânsito, é uma coisa que acontece, em São Paulo. Não quero ver você esticadinha no chão”.

Quando entrei no táxi para ir embora, refletindo sobre quem afinal estaria ameaçando quem, lembrei de uma ocasião em que nossas relações eram mais amistosas e pude lhe perguntar por que “eles” tinham enterrado os corpos, em vez de atirá-los ao mar ou incendiá-los para apagar definitivamente as provas.

De pé, na sala decorada com os estofados confortáveis, rodeados por mesinhas enfeitadas com fotos de família e bibelôs de inspiração religiosa, Bonchristiano reagiu: “Nós somos católicos, pô!”.

Agora, vá ao site da Pública e leia a reportagem completa de Marina Amaral, "Conversas com Mr.Dops".

Também da Marina Amaral você pode ler uma outra excelente reportagem, que republiquei aqui no blog em 2005, Como se constroem as notícias.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Receita Reality show... hedonismo, voyeurismo e privação de direitos: espéculo do humano

Rodrigo Marzano Antunes Miranda*




Sempre me perguntei: porque tanta gente assiste reality shows? Encontrei a resposta no conceito de hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") que é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana.

Aprendi a perceber o porque de tantas festas e pessoas no padrão estrutural de beleza física da sociedade moderna. O significado deste termo – hedonismo – em linguagem comum, bastante diverso do significado original, surgiu no iluminismo e designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres materiais.

Cheguei a triste conclusão: olhar pelo buraco da fechadura é muito bom! Por este motivo muitos o assistem. Este tipo de programa mexe com o instinto mais primitivo da sociedade, a curiosidade, revelada nos seres humanos antes dos quatro anos de idade. Isto nos remete ao conceito de voyeurismo que é uma prática que consiste em um indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas. Essas pessoas podem estar envolvidas em atos sexuais, nuas, em roupa interior, ou com qualquer vestuário que seja apelativo para o indivíduo em questão, o/a voyeur.

A prática do voyeurismo manifesta-se de várias formas, embora uma das características-chave é que o indivíduo não interage com o objeto (por vezes não cientes de estarem sendo observados); em vez disso, observa-o tipicamente a uma relativa distância, talvez escondido, com o auxílio de binóculos, câmeras, etc., o que servirá de estímulo para a masturbação, durante ou após a observação.Trazendo assim muito prazer.

Resolvi escrever sobre os reality shows, para refletir um plano de fundo que é sempre deixado de lado: a privação de direitos.

Jamais defenderia o fim de reality shows, mas uma oportunidade de discutir os limites deste tipo de programa, é meu verdadeiro intuito. Limites estes muitas vezes pautados unicamente pela busca da audiência. Questionar a exploração da intimidade para alcançar audiência, deveria ser a discussão central da sociedade, porém as indagações estão centradas, maquiadamente somente em um pequeno “escândalo”: a suspeita de estupro no BBB 12. A discussão deveria ser mais substâncial para a sociedade. Trabalhar o consentimento nas relações sexuais. Milhares de mulheres: nossas mães, empregadas, irmãs e outras são violentadas todas as noites e não há mobilização efetiva para isso.

Fato é que “não adianta abrir mão da ética no atacado e depois exigir um preceito ético num detalhe” (Renato Jaime Ribeiro), pois boa parte destes reality shows exploram um tipo de paixão humana que não é positiva. Estimulam a vontade de aparecer, de se exibir, geralmente com um sexualidade carregada. Os participantes são incitados e, por sua vez, incitam as pessoas a ficarem cada vez mais interesseiras e se utilizarem da intimidade para subir na vida. A sexualidade que deveria ser algo do mundo íntimo, ligada ao aprofundar-se na relação com outro, passa a ser tratada como mero “degrau”, intrumento de conquista. Tais programas não nos ajudam a ser mais felizes, pessoas melhores e/ou mais inteiras. Nesse sentido os escândalos e ‘injustiças’ do programa, nos afetam, nos fazem discutir. Seria correto continuar acreditando que a regra geral ainda é boa?

Os reality shows se parecem com um espéculo que é um instrumento com o qual o médico é capaz de enxergar, e examinar, o interior de uma cavidade do paciente, cuja forma dificulte essa abordagem direta. Dessa forma, entram em nossas casas e nos agridem, ditando nossa maneira de vida e incentivando entre outras coisas, olharmos para o próximo sempre com desconfiança.

Com objetivo semelhante ao endoscópio, difere na forma de visualização: o espéculo visa facilitar a visão do médico diretamente através do orifício, enquanto que o endoscópio utiliza uma fonte de luz e um visualizador de imagem.

Vivemos no mundo do imediato e somos a todo tempo “aconselhados”, quase que obrigados, a não esperar que uma fonte de luz faça as imagens aparecerem mais claras a nossa frente. Isto distorce o verdadeiro conceito que temos da palavra direito que possui mais de um significado correlato:

. sendo um sistema de normas de conduta imposto por um conjunto de instituições para regular as relações sociais, o que os juristas chamam de direito objetivo, a que os leigos se referem quando dizem "o direito proíbe a poligamia". Neste sentido, equivale ao conceito de "ordem jurídica". Este significado da palavra pode ter outras ramificações:

    • como o sistema ou conjunto de normas jurídicas de um determinado país ou jurisdição ("o direito português"); ou

    • como o conjunto de normas jurídicas de um determinado ramo do direito ("o direito penal", "o direito de família").

. ou a faculdade concedida a uma pessoa para mover a ordem jurídica a favor de seus interesses: o que os juristas chamam de direitos subjetivos, a que os leigos se referem quando dizem "eu tenho o direito de falar o que eu quiser" ou "ele tinha direito àquelas terras".

. ou ainda ao ramo das ciências sociais que estuda o sistema de normas que regulam as relações sociais: o que os juristas chamam de ciência do direito, a que os leigos se referem quando dizem "eu preciso estudar direito comercial para conseguir um bom emprego".

Apesar da existência milenar do direito nas sociedades humanas e de sua estreita relação com a civilização (costuma-se dizer que "onde está a sociedade, ali está o direito"), há um grande debate entre os filósofos do direito acerca do seu conceito e de sua natureza. Mas, qualquer que sejam estes últimos, o direito é essencial à vida em sociedade, ao definir direitos e obrigações entre as pessoas e ao resolver os conflitos de interesse. Seus efeitos sobre o cotidiano das pessoas vão desde uma simples corrida de táxi até a compra de um imóvel, desde uma eleição presidencial até a punição de um crime, dentre outros exemplos.

Os reality shows exibem nossa intimidade e a usam como moeda para conquistar alguém ou alguma coisa, onde sem dúvida alguma corremos o risco de abrir mão da dignidade do direito. Direito de serem reconhecidos como seres humanos, pois, estes nos veêm e pior que isso, recomedam a todos que nos vejam como um objeto, sendo este, um meio para se obter ganhos, aparecer, tornar-se alguém de sucesso e obter reconhecimento pela sociedade. Como filosófo tenho a obrigação de discutir os limites que a sociedade deve impor a tais programas, pois, a busca do prazer é fundamental para realização e felicidade do humano, porém o incentivo e aconselhamento da degradação da dignidade, em termos onde se admite que a sociedade, que “vigia”, que observa para se satisfazer, possa acuar as pessoas até a fome, até a dor física e agressões psicológicas. Situações estas, degradantes para mero entreterimento, admitindo assim o sadismo e a crueldade como coisas normais e necessárias ao prazer de uns frente aos outros.

Não obstante, os reality shows estão a cada dia mais na contramão das orientações da Organização das Nações Unidas – ONU, que trazem como Meta do Milênio, no 3° objetivo a igualdade entre sexos e valorização da mulher, buscando incentivar a autonomia feminina de forma que as mulheres passem a desempenhar papéis protagonistas na sociedade. Não protagonistas na sensualidade apelativa, exposta, a ferro e fogo, provocações futeis, mas na valorização do outro enquanto complemento do humano, não como mero objeto sem direitos que satisfaz mensões e impulsos primitivos. Isto os reality shows não incentivam a sociedade a discutir!



Bibliografia utilizada:

A escola cidadã no contexto da Globalização; edit. Vozes, Petrópolis, 1998 pág 48 à 63);

AHUMADA, J.C.-Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Editora Guanabara-Koogan, 1938;

As concepções da verdade; Convite à filosofia; Chauí, Marilena; Capítulo 3; págs 99 à 108 Ed. Ática, São Paulo, 2000;

Boudieu, Pierre; Tudo sobre a televisão edit. Jorge Zahar;

Deleuze, Gilles; Pos- Scriptum sobre a Sociedade de controle edit. 34;

Folha de São Paulo, Mais! A TV depois do real;

Folha de São Paulo, TV folha Guerra de números;

Garcia Canclini, Néstor; um dicionário Para consumidores descontentes, folha de São Paulo 2002;

Hedonismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-01-26]. Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$hedonismo>;

Machado, Arlindo; Máquina e imaginário edit. Usp;

Mazzari,Cristian; Attencion Economy em as multidões e o Império - entre a Globalização da Guerra e Universialização dos Direitos edit. DP&A;

Negri, Antônio; O Poder Constituinte- Ensaio sobre as alternativas da Modernidade edit. DP&A;

O Estado de São Paulo, Contra a ética do varejo. Ivan Marsiglia. 22 de janeiro de 2012.

Plano Brasil sem Miséria. Municipalização dos ODM e Participação Social. Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade. 2011.

Valpy, Francis Edward Jackson. An Etymological Dictionary of the Latin Language, Londres, 1828;

Voyeurismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-01-26].Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$voyeurismo>.



____________________

* Graduado em Filosofia – Puc-MG (2003), pós-graduado em Fé e Política (lato sensu) – Puc-Rio (2005), pós-graduando em DSI (lato sensu) – Puc-MG (2010), assessor da ALMG (2008), professor da Equipe EDUCAFRO MINAS (2011) – Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes, rede de cursinhos pré-vestibulares comunitários (Filosofia, Sociologia e Práticas de Cidadania em uma tônica de vestibular), militante de pastorais sociais da Igreja Católica e do Partido dos Trabalhadores – PT, gestor da Escola Estadual de Formação Política do PT/MG, dirigente nacional da JPT e membro da TRIBO-MG (movimento de tendência do Partido).

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Globo mente, manipula, distorce e joga seus jornalistas na rua expostos à fúria da população

Do Blog do Mello:


Não é de hoje que O Globo tem um lado: aquele diametralmente oposto aos anseios do povo. Desde a época de Getúlio, quando jornal e rádio Globo fizeram intensa campanha contra o presidente que criou o salário mínimo, a jornada semanal e a carteira de trabalho.

Quando o povo tomou conhecimento do suicídio de Getúlio, soube muito bem quem levou o presidente àquele desfecho:

"Nas horas seguintes os jornais confirmaram o que o rádio anunciara [o suicídio de Getúlio] através de edições, também extraordinárias, provocando uma comoção popular, sem precedentes, desde a morte de João Pessoa, em 1930. Populares atacaram O Globo e a rádio Globo, (...). O povo voltava-se contra a mídia que julgava culpada pela dimensão que os fatos tomaram. [Fonte]"

Nos dias de hoje, nada mudou. O Globo esteve à frente do golpe de 1964, que apoiou (e do qual se aproveitou) desde o início. Ocultou as gigantescas manifestações a favor das Diretas-Já. Manipulou a eleição presidencial de 1989, que elegeu Collor.

Recentemente, combate furiosa e incessantemente os governos populares dos presidentes Lula e Dilma (contra quem fez oposição sistemática no período eleitoral e nos governos).

Por isso, repórteres da emissora têm enfrentado nas ruas ataques da população. "O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo" é o que mais se ouve em qualquer manifestação popular.

Agora, na violenta ação da PM do tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, contra os seis mil moradores do bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, uma viatura da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo na região, foi incendiada [foto abaixo].


Enquanto donos, diretores e seus prepostos continuam a manipular as notícias, protegidos em seus escritórios e carros blindados, motoristas, iluminadores, câmeras, repórteres das Organizações Globo têm que enfrentar a fúria de uma população, que admira novelas e programas da Rede Globo, mas abomina sua cobertura jornalística antipopular.

Prova disso são as fotos da invasão do Pinheirinho pela PM publicadas no site da TV Vanguarda, que publico a seguir, e você pode conferir aqui, no site oficial da emissora. É a ótica da Globo: não há povo, só polícia.

Alckmin no Twitter, no dia do massacre do #Pinheirinho: "O futuro começa hoje e se chama juventude"

Posted: 23 Jan 2012 12:10 PM PST


Para provar que ele é um homem de palavra, publico a foto a seguir, flagrante da violência da PM de Alckmin ontem no Pinheirinho: claramente podemos ver o futuro, a juventude e ao fundo a chama.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Marinha corrige PiG sobre férias de Dilma


Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:


Saiu no Blog do Planalto esclarecimento sobre a tentativa do PIG (*) de transformar as férias de Dilma numa CPI do Alvaro Dias:

Marinha corrige informações equivocadas sobre atividades em Aratu (BA)

A Marinha do Brasil esclareceu na noite de ontem (30) que não vetou o tráfego noturno de embarcações regularizadas na região da base naval de Aratu. O esclarecimento, o segundo da semana, foi enviado por mensagem a jornais que divulgaram informação equivocada de que teria sido suspenso o transporte noturno de passageiros, o que estaria acarretando transtorno a moradores da região. Segundo a nota, “não há nenhuma restrição ao tráfego noturno de embarcações destinadas ao tráfego de passageiros na área mencionada, desde que as mesmas estejam classificadas para este tipo de operação e regularizadas junto à Capitania dos Portos do Estado da Bahia.”

Restauração de casa da Base foi iniciada há mais de um ano

Outro esclarecimento da Marinha enviado esta semana a jornais, e divulgado em informe do Ministério da Defesa, corrigiu informação, também errada, segundo a Força, de que a Marinha teria reformado uma residência oficial da Base de Aratu, a Casa da Boca do Rio, especialmente para receber a Presidenta da República. Na nota, a Marinha explica que a obra começou há mais de um ano, em outubro de 2010, e não tem vínculo com a agenda presidencial.

Veja abaixo a íntegra das duas notas da Marinha do Brasil:

NOTA I – TRAVESSIA DE EMBARCAÇÕES DE PASSAGEIROS ENTRE PARIPE/MARÉ

MARINHA DO BRASIL

COMANDO DO SEGUNDO DISTRITO NAVAL

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Salvador,BA.

Em 30 de dezembro de 2011

TRAVESSIA DE EMBARCAÇÕES DE PASSAGEIROS ENTRE PARIPE/MARÉ

Com relação à matéria publicada nesse jornal, na edição de hoje, na qual foi noticiado que o tráfego noturno de embarcações foi proibido entre o Terminal de Passageiros de São Tomé de Paripe e a Ilha de Maré, o Comando do Segundo Distrito Naval esclarece que as operações naquele terminal, envolvendo embarcações autorizadas para o transporte de passageiros, ocorrem rotineiramente no período diurno, entre as 06:00 e 19:00 horas, quando há intenso movimento de passageiros, principalmente de estudantes e pessoas que trabalham em Salvador.

O Comando do 2º Distrito Naval esclarece ainda que não há nenhuma restrição ao tráfego noturno de embarcações destinadas ao tráfego de passageiros na área mencionada, desde que as mesmas estejam classificadas para este tipo de operação e regularizadas junto à Capitania dos Portos do Estado da Bahia.

Comando do Segundo Distrito Naval

Assessoria de Comunicação Social

NOTA II – REFORMA DA CASA DA BOCA DO RIO, NA BASE NAVAL DE ARATU

“Em atenção à sua solicitação, a Marinha do Brasil (MB) informa que a restauração da Casa da Boca do Rio, na Base Naval de Aratu, na Bahia, foi iniciada em outubro de 2010, não tendo, portanto, relação com a recente agenda da Presidenta da República no estado.

A decisão de reformar a residência ocorreu antes, portanto, num contexto em que foi verificada a necessidade de restauração de diversos Próprios Nacionais Residenciais (PNR) que fazem parte do 2º Distrito Naval da Marinha.

Como previsto no contrato, as obras de melhoria da casa foram concluídas este ano, no final de novembro. Antiga residência funcional da MB, a construção estava degradada, com redes de água, esgoto e energia elétrica que não mais ofereciam condições adequadas para operação e manutenção.

O projeto de restauração incluiu a substituição de materiais deteriorados e a troca de eletrodomésticos antigos por outros de baixo consumo de energia. O processo de aquisição desses equipamentos e de mobiliário iniciou-se após o encerramento das obras de engenharia civil. Parte desses equipamentos já foi entregue pela contratada e o restante deverá ser entregue até o prazo final estabelecido em contrato, que é de 60 dias.

Atenciosamente,

Centro de Comunicação Social da Marinha

Navalha

O desrespeito do PiG à Presidência da República num governo trabalhista é ilimitado.

O PiG daria uma foto de D. Ruth de maiô, nas férias, ao lado do Presidente da República ?

Em tempo: a saúde do Lula deve ser a de um touro premiado no Texas. É que a Folha (**) não o “matou” nesse sábado.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.




terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cinismo absoluto: ONG de corruptos do DEM/PPS, que roubaram a saúde de Brasília, ataca Marinha e Presidenta Dilma

Do Blog Amigos do Presidente Lula:

Quem fez farra com dinheiro público nas férias?

A presidente Dilma Rousseff deu início nesta segunda-feira a um período de descanso e deverá passar o feriado de Réveillon na Base Naval de Aratu, na região metropolitana de Salvador, na Bahia.Dilma estará de férias até o dia 10 de janeiro. Mas a imprensa que não tira férias nunca quando o assunto é governo do PT, já está em ação, na escandalização do nada.

Nesta terça feira, a manchete de capa na Uol, é a notícia da ONG, "contas abertas":"Marinha gastou R$ 657,9 mil com reforma e compras para residência onde Dilma passa recesso"

Segundo informa a nota,antes de receber a chefe do Estado Maior do Exército brasileiro, a Marinha gastou R$ 657,9 mil em novos móveis e reformas da Residência Funcional da Boca do Rio, que fica na Base Naval. O valor se refere a cinco notas de empenhos emitidas entre os dias 21 de novembro e 10 de dezembro deste ano....

Para quem não sabe, o deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), da bancada da base aliada de José Roberto Arruda (DEM), o governador do panetonegate, é o dono da ONG Contas Abertas. Ele foi um dos fundadores do site Contas Abertas. Convido os meus queridos leitores comparar ás férias da presidente Dilma, com as férias do tucanato no governo de FHC...

A ilha da fantasia



Vamos comparar?

E as férias do pessoal do PSDB no governo federal?

Da Revista Veja, a revista de maior credibilidade para a oposição e imprensa

A ilha da fantasia

Enquanto os ministros descansam à beira-mar, num paraíso no Atlântico, você paga as contas

"Caro leitor: como você se sentiria se chegasse a sua casa uma conta de Brasília informando que você, como todos os outros brasileiros, precisa pagar sua parte numa despesa de férias de um servidor do governo? A cobrança nunca chegou nem vai chegar de forma explícita, mas é exatamente isso que está acontecendo. Ministros e outros altos funcionários do governo federal foram descansar e se divertir com a família em fins de semana na paradisíaca ilha de Fernando de Noronha, usando de graça aviões da FAB e lançando despesas na conta de Brasília. Tudo por baixo do pano"

O ministro da Casa Civil, Clóvis Carvalho, já viajou a lazer para a ilha quatro vezes nos jatinhos oficiais da FAB. Uma das viagens, realizada no Carnaval passado, na qual levou a mulher, Gema, os cinco filhos, o namorado de uma filha e a namorada de um filho, ficando por lá uma semana, acabou sendo paga pelo próprio ministro. Ele não pagou pelo passeio.

O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, cuja função, entre outras coisas, é ficar de olho em quem abusa do patrimônio público, também foi à ilha com a mulher e os filhos em janeiro passado.

De fato, quando ministros visitam Fernando de Noronha acabam se encantando com suas belezas e fazem o que podem para ajudar. O ministro José Serra, hoje na Saúde, visitou o arquipélago a convite de Krause, em setembro de 1995, época em que era ministro do Planejamento. Mas Serra está na categoria dos que não assumem.Mas Serra esteve lá em companhia da mulher e um filho, desembarcando em Noronha na sexta-feira à noite e partindo de volta para o continente no domingo à tarde. Quer ler a matéria completa? Está aqui

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O que a Dilma fez em 2011. E ninguém soube

Do Conversa Fiada, PHA:

Sem a BBC, o Churchill perdia a Guerra

Através do Tijolaço, o ansioso blogueiro assistiu à excelente exposição de fim de ano da Presidenta Dilma Rousseff, que também pode ser vista no Blog do Planalto.

Apesar dos pesares, e da crise que a Globo dissemina 24h por dia, foi um ano brilhante.

Que calou a boca da Oposição.

Porém, através do PiG (*), a Oposição conseguiu engessar a agenda política do pais.

No país onde se realizou a maior roubalheira numa privatização latino americana – agora revelada, em parte, pelo “Privataria Tucana”-, o PiG estabeleceu que a questão é a corrupção, o “malfeito”.

(A outra parte será conhecida na CPI da Privataria.)

E o Álvaro Dias, o Farol de Alexandria e o Padim Pade Cerra empunham a bandeira da Moral e da Ética.

Como diz o motorista de taxi, “esse país não tem jeito”…

Como assim, “não tem jeito”?, pergunto.

A roubalheira, diz ele.

Quem rouba ?, pergunta o ansioso blogueiro, ao passar por uma rua arborizada da Cidade de São Paulo, no bairro de Higienópolis.

Os políticos, diz ele.

Os políticos, indistintamente.

Ou seja, o Ali Kamel ganhou.

Conseguiu equiparar o Lupi ao Ricardo Sergio de Oliveira, ao Preciado, ao Rioli.

Acompanhe, agora, amigo navegante, o que a Presidenta mostrou no pronunciamento de fim de ano.

E ninguém soube.

Começa que ela usou a palavra “emprego” sete vezes, em dez minutos.

Como se sabe, os oito anos de Governol Cerra/Fernando Henrique se notabilizaram pelo desemprego.

Quem tinha emprego garantido eram banqueiros de investimento, “brilhantes“ gestores de fundos na Privataria.

Dilma preside o “pleno emprego”, apesar da crise Global da Urubologa.

Lembrou ela, o Brasil criou em 2011 a bagatela de 2,3 milhões de empregos.

Num único ano.

Voce viu isso nos jornais do Ali Kamel, amigo navegante ?

Uma comparação entre o desemprego no mundo e o “pleno emprego”no Brasil ?

Qual o destaque que os jornais do Ali Kamel deram ao salario minimo que vai abrir 2012 ?

E sobre a redução de impostos ?

O PiG (*) e seus colonistas (**) só falam de “carga tributária”, a mais alta do mundo (no Farol era maior …).

A Dilma reduziu os impostos de 5 milhões de pequenas empresas e empreendedores individuais.

Reduziu os impostos sobre geladeiras, fogões e maquinas de lavar.

Levou para zero impostos que incidem sobre massa, farinha e pão.

O Ali Kamel mostrou isso, amigo navegante ?

Não, o Ali Kamel gosta é do “malfeito”.

Até 2014, contou a Presidenta, a Caixa e o Banco do Brasil, que anunciam no jornal nacional – e noConversa Afiada – vão aplicar R$ 125 bilhões no Minha Casa Minha Vida.

Em 2011 a Dilma entregou 341 mil casas.

Vai entregar outras 400 mil.

E tem 500 mil em construção.

O Ali Kamel tratou disso ?, amigo navegante, logo ele, que, segundo o Florisbal, tem que dar mais atenção à Classe C.

Classe C.

Deve ser proibido falar disso no jornalismo da Globo, porque Classe C traz logo à cabeça o Nunca Dantes e a Presidenta.

E os da pobreza extrema ?

O programa Brasil sem Miséria – contou a Presidenta no Natal – localizou 407 mil famílias que não conseguiam, sequer, ser beneficiadas.

E já recebem, em boa parte, o Bolsa Familia, aquele programa que a grande estadista chilena Monica Cerra considera um incentivo à vagabundagem.

A Presidenta revelou que um milhão e 300 mil crianças e adolescentes foram incorporadas em 2011 ao Bolsa Famiia.

Ou seja, vão receber educação e assistência médica.

Que horror, amigo navegante !

Um milhão e trezentas mil crianças !

Por que o aviãozinho da Globo não acha uma criança dessas ?

Deve ser uma avaria no radar do Ali Kamel.

Diante da notável política tucana de São Paulo de combater o crack com a “Cracolândia”, a Presidenta teve que se esforçar muito para conceber um plano à altura da engenhosidade tucana de São Paulo.

Assim, criou o programa “É possível vencer”, com R$ 4 bilhões para curar e ressocializar os viciados em crack.

Nada será como a “Cracolândia”, uma politica que a Organização Mundial de Saúde vai disseminar mundo afora.

Mas, a Dilma tenta.

E o Pronatec ?, que até 2014 vai levar 8 milhões de jovens para o mundo do Emprego.

Outro dia, no Entrevista Record, este ansioso blogueiro entrevistou o Lincoln Silva, que saiu de uma cidadezinha no Sul da Bahia, fez o ProUni, entrou no Senac e foi um dos primeiros a se beneficiar do “Ciência sem Fronteiras”, do Mercadante: Lincoln vai estudar um ano com tudo pago, na Rochester University, no Norte do Estado de Nova York, uma das referencias mundiais em design gráfico.

Isso é uma ofensa à elite que o Ali Kamel representa !

Uma agressão ideológica !

Dar Educação e Emprego a um filho de costureira com ouriveres, como o Lincoln.

Dilma falou nove vezes em Emprego.

Você sabia disso, amigo navegante ?

Que a palavra “Emprego“ é uma marca do Governo Dilma ?

Pois é, amigo navegante, quem manda você e o Bernardo se curvarem ao PiG ?

A questão, amigo navegante, não é só a necessidade de o Governo prestar contas e a sociedade saber o que o Governo faz.

Por exemplo: a Presidenta vai passar o Réveillon numa base da Marinha na Bahia.

Onde passará o Cerra ?

A questão não é fazer “propaganda” dos feitos do Governo.

É a Democracia, Bernardo.

A Política é a linguagem da Democracia, diz o Ciro Gomes.

“Linguagem”, ou “Política” diz este ansioso blogueiro, quer dizer “Comunicação”, “Retórica” – Padre Vieira, Churcill, não é isso ?

Como diz o Comparato, “comunicação” é um Direito do Homem.

Segundo os Iluministas da Revolução Francesa, no século XVIII.

Já imaginou, amigo navegante, se o Churchill não tivesse a rádio (pública) da BBC ?

Perdia a Guerra, porque muitos ingleses (na elite e, portanto, na mídia) eram cripto-nazistas.

Bernardo, os amigos navegantes entendem que a Ministra da Casa Civil queira ser Governadora do Paraná.

Mas, Bernardo, tira o Franklin da gaveta !


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Privataria Tucana: Povas Não Faltam; Falta é Vergonha na Cara!

Do Blog Tribuna Petista.

Escrito por Guina em 23/12/2011
Com um pouco de atraso ouvi um aúdio em defesa dos tucanos sobre o livro A Privataria Tucana realizada por Merval Pereira e Carlos Alberto Sardenberg na CBN (a rádio que toca mentira).

Por mais que saibamos que a dupla acima faz parte da mídia aliada ao PSDB e que estão fazendo o papel deles em defender José Serra, FHC, Ricardo Sérgio, Preciado e cia., foi ridículo e risível as desculpas esfarrapadas dadas principalmente por Merval Pereira no audio.

Os patrocinadores e operadores da privataria tentam tornar influente uma tese — à qual faz parte as correntes do subjornalismo da velha e podre mídia aliada dos tucanos —, segundo a qual só se prova a corrupção do servidor ou agente públicos se houver um ato de ofício que a demonstre. E, nesse caso, se teria, então, “a prova”.

Merval Pereira, Sardenberg e os tucanos insistem: “Cadê a prova de que José Serra, Verônica Serra, Alexandre Bourgeois, Preciado, Ricardo Sérgio e outros integrantes do governo FHC receberam propina das privatizações?” O que se tem são denúncias de um livro — A Privataria Tucana — onde o autor Amaury Ribeiro Jr. não consegue provar que houve corrupção e negociatas nas privatizações do governo FHC.

Ora bolas: a justiça que diga se José Serra, Ricardo Sérgio, Preciado e cia. são corruptos ou não; se desviou dinheiro público para enriquecimento pessoal ou para fazer a “revolução neo-liberal”. Essa não é tarefa do jornalismo e, se querem saber, é UM ASSUNTO DE POLÍCIA, NÃO DE POLÍTICA. O que interessa à política, que não é um tribunal, é saber se o homem público age ou não de acordo as leis, sim, mas também de acordo com o decoro e com a ética.

SE O DECORO POLÍTICO FOR PENSADO SEGUNDO OS CRITÉRIOS DA JUSTIÇA CRIMINAL, haverá muito mais bandidos no serviço público do que há hoje. Corrupto não costuma deixar ato de ofício. Ao contrário: no geral, é hábil o bastante para obter o que quer sem deixar rastros. Quanto mais profissional na arte do ludíbrio, menos pistas se encontram pelo caminho.

Voltemos ao livro A Privataria Tucana

Amaury Ribeiro Jr. diz ter material para fazer um novo livro sobre as estripulias de José Serra no governo de São Paulo. Vamos ver. Mas será pouco o que está escancarado no livro? Denúncias sobre empresas de fachadas no Brasil, negócios financeiros vultosos envolvendo grandes corporações financeiras, durante o processo das privatizações. O jornalista, autor do livro, acusa o envolvimento e a conivência de parte dos meios de comunicação, crimes de corrupção ativa e passiva, favorecimento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, invasão de privacidade, vazamento de dados tributários, tudo associado ao desvio de dezenas de bilhões de dólares dos cofres públicos.

E aí aparecem Merval Pereira, Sardenberg e outros tucanos: “Mas cadê a prova?” Se Amaury Ribeiro denuncia que José Serra, Verônica Serra, Ricardo Sérgio, doleiros, picaretas e cia. receberam dinheiro ilícito das privatizações, certamente não assinaram recibo. Nem naquela época nem em época nenhuma! Em sólidas democracias do mundo, mesmo na Justiça criminal, não só no ambiente político, a turma acusada no livro estaria liquidada. No Brasil, eles usam a grande mídia e colegas do partido para se defender, bater no peito e declarar inocência!

Por Fim

O PSDB publicou nota em apoio a José Serra. FHC também defendeu o mesmo e ainda teve a audácia de sair em defesa de Ricardo Sérgio... Em suma: o PSDB, partido que liquidou o patrimõnio público com as nefastas privatizações, ainda acha pouco o que está escrito e documentado no livro do Amaury. E o Merval Pereira e a grande mídia em geral também concorda, pois “faltam provas”.

Errado! Prova é o que não falta. Falta mesmo é vergonha na cara!

sábado, 17 de dezembro de 2011

A nova dança das cadeiras na Globo


Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:

Para entender o que acontecerá a partir do início do ano no jornalismo da TV Globo:

1- A criação de um novo cargo na hierarquia, o terceiro, de cima para baixo, para cuidar exclusivamente de internet e TV por assinatura, é um cargo meramente figurativo. Tanto o G1, quanto o Globo News andam com as próprias pernas. Portanto, Luiz Claudio Latge, como se diz no jargão: caiu para cima. Como é um sujeito pouco afeito ao trabalho duro, pelo menos no período em que estivemos lado a lado, para ele está ótimo que seja assim. O melhor é praia sem onda, nem marola.


2- A Diretoria-executiva de jornalismo, entregue à Silvia Faria, é um prêmio à jornalista que soube segurar as pontas nos últimos tempos, em Brasília. Ex-setorista de economia dO Globo, é muito ligada a Ali Kamel, ex-operador do esquema. Silvia é talvez o melhor cão de guarda que Ali tenha na emissora. Ela ficará na cozinha, cuidando de tudo o que vai para o ar em termos de conteúdo. Atende como poucos aos interesses do patrão. Repare que, no caso de Silvia, ela acumulará poder não só dos jornais de rede, mas também em praças importantes além de Brasília, como: Belo Horizonte (leia-se Aécio Neves) e Recife (leia-se Eduardo Campos).

3- Silvia terá o papel mais importante de todos na emissora, no sentido de dar as diretrizes da cobertura. Vai apitar inclusive no Globo Repórter, Globo Mar e Profissão Repórter, produtos sob supervisão de Renato Ribeiro, o que no meu entender mostra que "Renatinho" não estava deixando a direção muito satisfeita. Para não dizer que Renato só perdeu, ganhou como prêmio de consolação o Globo Rural e o Bem-Estar, que tende a virar quadro no novo programa da Fátima Bernardes. Isto é, se sair mesmo do papel. Portanto, quem já teve alguma desavença com a Silvia trate de por as barbas de molho. Quem assume o posto dela em Brasília é Mariano Boni, outro fiel operador do esquema Marinho.

4- Quanto aos correspondentes, esqueçam. As trocas são comuns. Poucos têm paciência para fazer stand-up em frente ao prédio da emissora para juntar numa colagem de texto e imagens de agência de notícias. Ser correspondente internacional já foi um prêmio de prestígio. Hoje é um fardo. Nem o salário compensa mais. Portanto, a volta de Fachel, Giuli e Bassan estão dentro do previsível. Para o lugar deles segue uma fila de interessados, que vira-e-mexe é furada por um repórter que tenha Q.I., ou que se presta a determinados serviços sujos e depois recebe a viagem de prêmio.
Para concluir, o prognóstico é mais do mesmo. Por enquanto!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Fernando Pimentel: "Se ter amigos empresários for crime, sou criminoso"

O ministro do Desenvolvimento afirma que não fez nada ilegal ao faturar R$ 2 milhões fora do governo

LEANDRO LOYOLA E MARCELO ROCHA

SOB PRESSÃO O ministro Fernando Pimentel em Brasília, na semana passada (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA)

Na ampla sala de reuniões ao lado de seu gabinete, o ministro do desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, tira da mala preta dois envelopes e uma pasta transparente com notas fiscais e contratos. Ao pegar os papéis, suas mãos tremem um pouco. Pimentel fala mais rápido que o normal. Ele está nervoso porque, na semana passada, foi divulgado que sua empresa, a P-21, recebeu R$ 2 milhões ao prestar serviços de consultoria a três empresas privadas e a uma federação de empresários, entre 2009 e 2010. Dois de seus clientes receberam recursos da prefeitura. Um deles em sua gestão, que terminou em 2008. O outro foi na atual administração, de Márcio Lacerda (PSB), que Pimentel ajudou a eleger. Num governo abalado neste ano pela queda de sete ministros – um deles, Antonio Palocci, por ganhos milionários com consultoria –, Pimentel está desconfortável na situação de ter de explicar como ganhou dinheiro fora da vida pública. Mais delicado: ele é o ministro mais próximo da presidente Dilma Rousseff, de quem é amigo há mais de 30 anos. Nesta entrevista, Pimentel afirma que seu desempenho como consultor não está relacionado a sua gestão como prefeito, mas às amizades.

O caso do ministro Palocci é o dele. eu vou julgar o Palocci? deixa o Palocci resolver os problemas dele

ÉPOCA – Quais consultorias o senhor prestou?
Fernando Pimentel –
Prestei quatro consultorias. Estou com todas as notas fiscais aqui. Um contrato maior com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) para prestar serviços ao Ciemg (Centro das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Trabalhei orientando, assessorando e dando as diretrizes dos programas que a Ciemg – e a Fiemg – elaborou. Alguns viraram programas, como o Minas com Sustentabilidade. Fazia reuniões para discutir a conjuntura, fazer análise econômica.

ÉPOCA – O senhor produziu relatórios para a Fiemg?
Pimentel –
A Fiemg produziu material. Outro cliente foi a Vitória Engenharia, do Grupo Convap, de Belo Horizonte. O presidente da Convap, Flávio Vieira, é um homem de 85 anos, foi amigo de meu pai. Ele me pediu que o ajudasse a reposicionar a empresa no mercado. A construção pesada começou a aquecer no Brasil, com o PAC. Eu o ajudei a fazer um plano de negócios. Nada a ver com influenciar resultado de licitação no setor público.

ÉPOCA – O senhor deu indicações onde a empresa poderia atuar no setor público?
Pimentel –
Do setor público, não. Sugeri que ela se associasse a empresas que conheço em Minas Gerais. A imprensa tem falado sobre minha relação com um empresário, o Roberto Senna, presidente da construtora HAP. Mas poderia falar a mesma coisa da Egesa (construtora), onde sou amigo do Elmo (Teodoro Ribeiro), da Fidens (construtora), onde sou amigo do Fernando Frauches, da (construtora) Barbosa Mello, onde sou amigo do Guilherme (Moreira Teixeira). Todos esses eu encaminhei para parcerias da Convap. Para isso, cobrei dele R$ 514 mil. Não tem contrato. Se eu pedir ao doutor Flávio para fazer um contrato comigo, ele vai ficar ofendidíssimo. O contrato é nota fiscal. Você tem de prestar o serviço, emitir nota e pagar tributo. Foi o que fiz.

ÉPOCA – E a terceira cliente?
Pimentel –
A terceira é a QA Consulting, uma empresa de informática. Os sócios são filhos de meu sócio na P-21, Otílio Prado. Eles me pediram ajuda num plano de negócios. Disseram que têm um contrato antigo, prestaram serviço não sei onde. Não tive nenhuma influência nisso. Sugeri que fizessem um serviço de cabeamento para a HAP, que custou R$ 230 mil, R$ 240 mil. Pela consultoria que fiz para eles (QA), cobrei R$ 400 mil em dois anos. Se o Roberto Senna (da HAP) quisesse repassar recursos, ele contratava minha empresa. Tudo vira uma suspeição.

ÉPOCA – E a quarta?
Pimentel –
A ETA, indústria de bebidas de Paulista (Pernambuco). Cobrei R$ 130 mil em duas parcelas para um diagnóstico de mercado. Ocorre que essa empresa foi vendida. Os que compraram nem sabem desse trabalho. Está aqui tudo documentado, a nota fiscal para a empresa. Eu tenho outro, que pode aparecer. É a Newcom: R$ 5 mil. Foi uma palestra sobre conjuntura econômica. Montei a P-21 para trabalhar honestamente e sobreviver. Faturei R$ 2 milhões brutos. Foi R$ 1,259 milhão em um ano e R$ 670 mil no outro. Se você tirar os tributos, os custos com escritório, secretária, sobra R$ 1,3 milhão, no máximo. Supondo que retirei tudo na forma de dividendo, o que não é verdade, porque deixei um pouco na empresa, eu teria ganho R$ 1,2 milhão em 24 meses – ou seja, R$ 50 mil por mês. É um salário de executivo médio.

ÉPOCA – O senhor ia pessoalmente aos clientes?
Pimentel –
É lógico. São todos meus amigos. Há uma forçação de barra para transformar tudo em coisa suspeita. Aí descobriram que o empresário Roberto Senna (da HAP) responde a um processo junto com o prefeito. Ele responde a um processo comigo e mais 50 pessoas. É um processo de fatos ocorridos em 2001. Estou dizendo, alto e bom som: sou amigo da maioria dos empresários de Belo Horizonte – e talvez de Minas Gerais. Se isso for crime, sou um criminoso! Se não puder – quando não tenho cargo público – trabalhar usando a experiência que tenho, o que eu vou fazer?

ÉPOCA – Como o senhor aliou a consultoria a sua candidatura ao Senado e à colaboração na campanha da presidente Dilma?
Pimentel –
Vamos ver quando foi a última nota fiscal que tirei (procura numa pequena pilha de cópias das notas). Foi no mês 8 de 2010, quando a campanha pegou fogo. É essa da Convap. Eu me afastei da empresa assim que soube que seria ministro, está aqui (pega a alteração do contrato social). Em dezembro de 2010, a administração passou para o Otílio Prado (assessor na prefeitura de Belo Horizonte, ele deixou o cargo na semana passada em meio às acusações). Resumo da ópera: de irregular não tem absolutamente nada.

ÉPOCA – O senhor pode entregar provas de seus trabalhos?
Pimentel –
Eles (os clientes) podem, se quiserem. O relatório é deles. Agora, já vou te antecipar: no caso da Fiemg, eles vão ter material para mostrar. Nos outros três, eles têm material interno. Nessa do Nordeste (a ETA), até fiz uma coisa por escrito. Na Convap, eu conversava com o doutor Flávio, ia lá ao escritório dele, ele ia ao meu, nós íamos juntos visitar uma empresa. No caso dos meninos da QA, a mesma coisa.

ÉPOCA – Que empresas o senhor visitou com o Flávio?
Pimentel –
Várias dessas que mencionei. Precisamos esclarecer: no Brasil, quando o cidadão não tem cargo público, ele pode trabalhar? Estou respondendo isso tudo aqui para vocês porque não tenho nada a esconder. Nada! Tudo o que fiz está dentro da lei. Eu podia virar para vocês e falar: “Não dou a menor satisfação”. Estou falando porque hoje sou ministro. Quero deixar bem claro que não tem problema nenhum.

ÉPOCA – Qual é a diferença entre seu caso e o do ex-ministro Antonio Palocci?
Pimentel –
O caso do ministro Palocci é o dele... Imagina! Eu vou julgar o Palocci? O Palocci tem os problemas dele. Deixa ele resolver os problemas dele. Estou falando de outra coisa, que pode se aplicar a mim, ao Palocci, a quem for. A lei é parâmetro? Se for, já perdemos 40 minutos de nosso precioso tempo, porque está tudo dentro da lei.

ÉPOCA – Como consultor, o senhor esteve em órgãos públicos?
Pimentel –
Não, que eu me lembre, não. Nunca acompanhei ninguém em lugar nenhum.

ÉPOCA – O senhor diz que ganhou R$ 50 mil mensais na consultoria. Era mais do que o senhor estava acostumado a receber?
Pimentel –
Era mais, uai. Eu era feliz e não sabia (risos). Como prefeito, eu ganhava uns R$ 18 mil líquidos.

ÉPOCA – O escritório da P-21 está ativo?
Pimentel –
A secretária está lá porque ainda tenho contas que chegam, para pagar e tal. Com essa confusão toda, vou até desativar.

Fonte: Revista Época