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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Bomba! Bomba! FHC descobriu a China!

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:




Naquele estilo de gordura saturada, o Farol de Alexandria publica no Globo, na página 10, um texto que vai revolucionar o pensamento Ocidentocêntrico.

Henry Kissinger vai rasgar tudo o que escreveu para debruçar sobre a obra do Farol.

Diz ele (que pensa que só ele tem internet rápida):

(Prepare-se, amigo navegante, para ver o Sol nascer !)

“Que modificações advirão (essa é boa “advirão”! – PHA) do quadro de poder que vai se desenhando (Oh Camões, onde estás ? – PHA) no mundo… ? Uma coisa parece (sic) certa: o predomínio do Ocidente se vê (sic) contestado pela emergência de fatores econômicos, demográficos, e mesmo (a vírgula é do original – PHA) culturais, sino-cêntricos, ou melhor “asiático-cêntricos. Está reaberta a rota para o Extremo Oriente. “

Um jenio !

Ninguém mais tinha percebido a China !

Em tempo: as platitudes atendem a dois objetivos. Ignorar os BRICs e fazer de conta que o Brasil não saiu daquela cinzenta pasmaceira que foi o Governo dele e do Cerra. E, segundo, omitir a ocorrência desse pequeno tsunami na biografia dele e o Cerra: a Privataria do Amaury. É um jenio !

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Enquanto isso, no seminário do PSDB no Rio...

 









SÉRGIO GUERRA: Pô, o Serra não tinha dito que não vinha...? Que falso...!
 









ANTONIO ANASTASIA: Ainda bem que o Serra é problema do Aécio e não meu.
 









GERALDO ALCKMIN: É como a Lu sempre diz: fazer do limão uma limonada. Vou aproveitar que o Serra veio e lançar a candidatura dele para prefeito. Assim me livro desta mala...
 









TASSO JEREISSATI: Desagradável o Serra ter vindo...
 









FHC: Quem será o pai...?
 









AÉCIO NEVES: Já sei! Vou sugerir que a presença do Serra aqui é mais uma prova do meu poder de conciliação... A Andrea vai adorar, espero.
 









JOSÉ SERRA: Vou ficar entocado aqui atrás olhando o estrago que fiz. Adoro isso!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dilma-2011 tem aprovação igual a Lula-2003 e é quatro vezes a de FHC-1999


Por Rede Brasil Atual

Por: João Peres, Rede Brasil Atual



São Paulo – A primeira pesquisa CNT-Sensus sobre a avaliação do governo de Dilma Rousseff mostra uma aprovação semelhante à obtida pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2003, início do primeiro mandato.
Segundo a sondagem divulgada nesta terça-feira (16), 10,1% veem o atual governo como ótimo e 39,1% como bom, somando 49,2%. Lula, à época, tinha 48,3% de aprovação – não havia divisão entre “ótimo” e “bom”. Como a pesquisa é realizada a partir de 1998, não há possibilidade de fazer comparação com o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Em agosto de 1999, começo do segundo período, apenas 12% dos brasileiros viam a gestão como positiva, e 59% reprovavam a administração do PSDB, percentual que continuou em alta nos meses seguintes, chegando ao topo em 65%
Neste momento, 37,1% enxergam o governo Dilma como regular, 4,3% como ruim e 5% como péssimo; 4,6% não souberam opinar. A respeito do desempenho pessoal da presidenta, 70,2% dos entrevistados a aprovam, ante 21,1% que desaprovam.
Por outro lado, teve ligeira variação o otimismo em torno da possibilidade de um bom governo: 13,6% apostam que Dilma terá uma gestão ótima, ante 27,7% em dezembro de 2010. Já 47,7% acreditam que este será um bom governo, seis pontos a mais que no mês anterior à posse. Mas 26,2% pontuam que se trata de uma administração regular, ante 17,6% na pesquisa anterior. Os percentuais de ruim e péssimo praticamente não oscilaram, ficando respectivamente em 3,9% e 3,6%.
Foram feitas 2.000 entrevistas em 136 municípios.
Em instantes, mais informações.

sábado, 25 de junho de 2011

O verdadeiro filho do #FHC

domingo, 27 de março de 2011

O legado fiscal de Lula

Texto do Companheiro Lindbergh Faria publicado no site da CARTA MAIOR*



O legado fiscal de Lula



Em 2002, o investimento público realizado pelo governo foi de 1,3% do PIB. Em 2010, este número foi superior a 2,8%. Assim, a tese de que despesas de custeio impedem o investimento público é frágil. Além disso, FHC deixou para Lula uma taxa de juros Selic de 25%. Lula deixou para Dilma uma taxa de 10,25%. E a inflação, que em 2002 foi de 12,4%, caiu em 2010 para 5,9%.
Lula escreveu seu nome na história. Despediu-se da Presidência com índice de aprovação superior a 85%. Contudo, volta e meia, os conservadores tentam desconstituir a imagem de líder e governante do ex-presidente. Ultimamente, muitos têm atacado Lula afirmando que ele deixou uma herança fiscal maldita para Dilma.

Dizem que o quadro fiscal é preocupante, que Lula promoveu uma farra de gastos e que a herança deixada a Dilma inclui juros e inflação em alta, orçamento inchado com folha de pessoal e recursos escassos para a realização de investimentos. Este é um bom debate. Mas deve ser feito com base em números – e não na esfera da arenga política e ideológica. Os números disponibilizados pelo Banco Central, IBGE, Ipea e SIAFI são ricos de informações.

A relação dívida líquida/PIB é considerada como um dos indicadores de solidez da administração fiscal de um país. O FMI, quando o Brasil entrava e saía de crises, no período 1995-2002, impunha uma condição ao país para que pudesse receber seus empréstimos. O Brasil deveria reduzir a relação dívida/PIB para um patamar inferior a 50%. Naquela época, esta razão beirava os 60%. Lula entregou a Dilma esta relação no nível de 40,35% do PIB.

O déficit público nominal que é a diferença entre a arrecadação e todas as despesas governamentais é outro elemento considerado muito importante para a análise da solidez fiscal. Um país para ser membro da Comunidade Européia, segundo o Tratado de Maastricht, deve ter um déficit nominal inferior a 3% do PIB. F.H.Cardoso deixou para Lula um déficit de 4,45% do PIB. Portanto, seríamos considerados excluídos da Comunidade se fossemos europeus. Lula entregou a Dilma um “país europeu” com déficit de 2,56% do PIB.

As despesas com encargos e pessoal de 2002 a 2010 se mantiveram estáveis, em torno de 4,5% do PIB. É óbvio que as despesas reais desse quesito cresceram. Estão estáveis em relação ao PIB porque o PIB cresceu – e com ele houve crescimento de empregos, da população e de suas necessidades. Portanto, a forma correta de analisar essa despesa é sua relação com o PIB. Houve, de fato, aumento de salários do funcionalismo público e contratação de milhares de servidores durante o governo do Presidente Lula. Foram contratados professores para os centros federais de tecnologia, os CEFET´s, para as universidades, policiais federais, fiscais, engenheiros e funcionários para atendimento nas agências do INSS – que, aliás, não têm mais filas.

Em 2002, o investimento público realizado pelo governo e as estatais federais foi de 1,3% do PIB. Em 2010, este número foi superior a 2,8% do PIB. Portanto, a tese de que despesas de custeio impedem o investimento público é frágil. Além disso, FHC deixou para Lula uma taxa de juros Selic de 25%. Lula deixou para Dilma uma taxa de 10,25%. E a inflação, que em 2002 foi de 12,4%, caiu em 2010 para 5,9%. Parte desta inflação é decorrente da elevação internacional de preços dos alimentos; e parte é decorrente de excesso de demanda em alguns setores. É para reduzir demandas setoriais que o governo promoverá neste ano de 2011 o corte de gasto público recentemente anunciado. O corte não decorre de um diagnóstico de crise fiscal. Será para desacelerar a economia, segundo as boas práticas keynesianas.

Este é parte do legado de Lula. Uma herança que sua sucessora só pode agradecer. Lula não pôde ter esse sentimento de gratidão em relação ao seu antecessor, que deixou um país em condições pouco favoráveis.

(*) Senador do PT-RJ.