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terça-feira, 6 de agosto de 2013

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Partido dos Trabalhadores quer ampliar o contato com a militância. A Onda Vermelha está de volta



O PT nasceu com uma vocação democratizadora e para lutar pelos interesses dos trabalhadores, que são a ampla maioria da população, e precisam de uma institucionalidade baseada nos valores da liberdade e da igualdade de oportunidades para intervir no cenário político. Sem democracia, a classe trabalhadora está fadada a assistir de longe o acordo político entre as elites.

No Brasil, muitas conquistas foram alcançadas nos últimos 30 anos, mas ainda é preciso caminhar para concretizar essa visão de democracia. O PT está voltando às origens. E você, militante, é parte fundamental da história desse partido. Converse com a gente!

Atualize as suas informações na nossa base de dados e tome o papel que é seu de direito, o de dono do Partido dos Trabalhadores!  

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sábado, 8 de dezembro de 2012

Marcos Coimbra: Na política, “vamos precisar de estômago forte” em 2013


2013 vai ser difícil

Por Marcos Coimbra

Um espectro ronda a política brasileira. O fantasma da próxima eleição presidencial.

Este ano já foi marcado por ele.

Ou alguém acredita que é genuína a inspiração ética por trás da recente onda moralista, que são sinceras as manchetes a saudar “o julgamento do século”? Que essas coisas são mais que capítulos da luta política cujo desfecho ocorrerá em outubro de 2014?

A história dos últimos 10 anos foi marcada por três apostas equivocadas que as elites brasileiras, seus intelectuais e porta-vozes fizeram. A primeira aconteceu em 2002, quando imaginaram que Lula não venceria e que, se vencesse, seria incapaz de fazer um bom governo.

Estavam convencidos de que o povo se recusaria a votar em alguém como ele, tão parecido com as pessoas comuns. Que terminaria a eleição com os 30% de petistas existentes. E que, por isso, o adversário de Lula naquela eleição, quem quer que fosse, ganharia.

O cálculo deu errado, mas não porque ele acabou por contrariar o prognóstico. No fundo, todos sabiam que a rejeição de Fernando Henrique Cardoso não era impossível que José Serra perdesse.

A verdadeira aposta era outra: Lula seria um fracasso como presidente. Sua vitória seria um remédio amargo que o Brasil precisaria tomar. Para nunca mais querer repeti-lo.

Quando veio o “mensalão”, raciocinaram que bastaria aproveitar o episódio. Estava para se cumprir a profecia de que o PT não ultrapassaria 2006. Só que Lula venceu outra vez e a segunda aposta também deu errado. E ele fez um novo governo melhor que o primeiro, aos olhos da quase totalidade da opinião pública. Em todos os quesitos relevantes, as pessoas o compararam positivamente aos de seus antecessores, em especial aos oito anos tucanos.

A terceira aposta foi a de que o PT perderia a eleição de 2010, pois não tinha um nome para derrotar o PSDB. Que ali terminaria a exageradamente longa hegemonia petista na política nacional. De fato não tinha, mas havia Lula e seu tirocínio. Ele percebeu que, Com Dilma Rousseff, poderia vencer.

O PT ultrapssaou as barreiras de 2002, 2006 e 2010.

Estamos em marcha batida para 2014 e as oposições, especialmente seu núcleo duro empresarial e midiático, se convenceram de que não podem se dar ao luxo de uma quarta aposta errada. Que o PT não vai perder, por incompetência ou falta de nomes, a próxima eleição. Terão de derrotá-lo.

Mas elas se tornaram cada vez mais descretes da eficácia de uma estratégia apenas positiva. Desconfiam que não têm uma candidatura capaz de entusiasmar o eleitorado e não sabem o que dizer ao País. Perderam tempo com Serra, Geraldo Alckmin mostrou-se excessivamente regional e Aécio Neves é quase desconhecido pela parte do eleitorado que conta, pois decide a eleição.

Como mostram as pesquisas, tampouco conseguiram persuadir o País de que “as coisas vão mal”. Por mais que o noticiário da grande mídia e seus “formadores de opinião”insistam em pintar quadros catastróficos, falando sem parar em crises e problemas, a maioria acha que estamos bem. Sensação que é o fundamento da ideia de continuidade.

As oposições perceberam que não leva a nada repetir chavões como “o País até que avançou, mas poderia estar melhor”, “Tudo de positivo que houve nas administrações petistas foi herança de FHC”, “Lula só deu certo porque é sortudo” e “Dilma é limitada e má administradora”. A população não acredita nessa conversa. Faltam nomes e argumentos às oposições. Estão sem diagnóstico e sem propostas para o Brasil, melhores e mais convincentes que aquelas do PT.

Nem por isso vão criuzar os braços e aguardar passivamente uma nova derrota. Se não dá certo por bem, que seja por mal. Se não vai na boa, que seja no tranco.

Fazer política negativa é legítimo, ainda que desagradável. Denúncias, boatos, hipocrisias, encenações, tudo isso é arma usada mundo afora na briga política.

A retórica anticorrupção é o bastião que resta ao antilulopetismo. Mas precisa ser turbinada e amplificada. Fundamentalmente, porque a maioria das pessoas considera os políticos oposicionistas tão corruptos – ou mais – que os petistas.

O que fazer? Aumentar o tom, falar alto, criar a imagem de que vivemos a época dos piores escandalos de todos os tempos. Produzir uma denúncia, uma intriga, uma acusação atrás da outra.

Pelo andar da carruagem, é o que veremos na mídia e no discurso oposicionista ao longo de 2013. Já começou.

Vamos precisar de estômago forte.

domingo, 6 de maio de 2012

“Renée France de Carvalho - UMA VIDA DE LUTAS”


Editora Fundação Perseu Abramo lança
 “Renée France de Carvalho - UMA VIDA DE LUTAS”

Lançamento da obra, que contextualiza a vida militante de
Renée de Carvalho, acontece dia 07 de maio em Belo Horizonte, no Auditório do CREA-MG

No dia 07 de maio, no Auditório do CREA-MG, a Fundação  Perseu Abramo lança, em parceria com a Associação dos Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil, “Renée France de Carvalho - UMA VIDA DE LUTAS”, obra que retrata a história de resistências à opressão que Renée viveu, em especial ao lado de Apolônio de Carvalho – importante figura da história nacional recente, por seu ativismo político e afronta à ditadura, bem como em sua participação na fundação do PT, e com quem Renée compartilhou 62 anos de vida, convicções e lutas.

Com prefácio assinado por Luiz Inácio Lula da Silva, o livro detalha as mais importantes passagens de Renée, membro ativo da Resistência francesa ao nazismo, nascida na Marselha de 1925. Ainda sem a maioridade, mas já com a bravura destemida de militante, Renée se viu colhendo dinheiro aos 11 anos pelas ruas da cidade, em assistência aos operários da greve de 1936. Tempos depois, já participava da resistência como guerrilheira, na luta contra o nazismo.

sábado, 17 de março de 2012

ANTT. MANOBRA DE EMPRESÁRIOS JUNTO AO SENADO?

LICITAÇÃO DA ANTT PODE ATRASAR DE NOVO


ADAMO BAZANI – CBN

O Propass Brasil – Projeto da Rede Nacional de Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional, que contempla a licitação de 1967 linhas de ônibus, corre o risco de atrasar novamente.
Desta vez, no entanto, não é por causa dos diversos pontos de divergência entre empresários de ônibus e a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. O motivo é a falta de diretores colegiados do órgão do Governo Federal.
O edital de licitação que estava previsto para ser concluído em abril, depois do período de contribuições e sugestões, que termina nesta sexta-feira, dia 09 de março, precisa ter o aval de pelo menos três membros da diretoria colegiada, que possui cinco integrantes.
No entanto, a Agência hoje tem apenas duas pessoas na diretoria, o que impediria de a licitação continuar no cronograma.

Em 18 de fevereiro, acabaram os mandatos do diretor-geral, Bernardo Figueiredo, e de outro diretor, Mário Rodrigues Júnior. Um cargo está há quase um ano e meio desocupado.
Só trabalham atualmente dois diretores do colegiado: Ivo Borges de Lima e Jorge Macedo Bastos.
Apenas os dois não podem deliberar sobre o edital definitivo que deve ser confeccionado.

Nesta última quarta-feira, dia 07 de março, o impasse se tornou maior porque o Senado Federal rejeitou a recondução de Bernardo Figueiredo ao cargo. A presidente Dilma Rousseff precisa conseguir um novo nome oficial para a direção –geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres. O nome do outro diretor que teve o mandato vencido em 18 de fevereiro, Mário Rodrigues Júnior, ainda está sendo analisado pelo Senado e não há perspectiva da data de votação.

MANOBRA DE EMPRESÁRIOS JUNTO AO SENADO?

Diante da polêmica, nos bastidores do Senado existe a versão de que o imbróglio para a recondução dos diretores aos cargos seria uma manobra política promovida por empresários de ônibus que possuem uma bancada de parlamentares a favor de suas causas.
As empresas de ônibus negam e atribuem o fato a uma desatenção da ANTT por permitir que um cargo, que seria justamente o terceiro junto com os diretores que atuam hoje, possibilitando a licitação, ficasse desocupado por mais de um ano.
A licitação é a maior da história dos transportes rodoviários do País.

E há vários pontos de divergência entre empresários e a ANTT.

Um deles é a quantidade de frota. A ANTT estabeleceu que a frota para as 1967 linhas de ônibus seja de 6 mil 152 veículos com mais 639 de reserva.
Os empresários dizem que o número será insuficiente e alertam que pode haver falta de atendimento aos passageiros. Para as companhias, seriam necessários entre 10 mil e 13 mil ônibus. Atualmente, a frota cadastrada é de 16 mil 325 ônibus.
A ANTT rebate e diz que a frota de 6 mil 152 ônibus poderá atender o sistema, que será mais racional e com menos linhas que se sobreponham em boa parte do trajeto. Além disso, a ANTT diz que os empresários ao falarem sobre a frota, se referem aos ônibus cadastrados e nem todos os veículos cadastrados operam de fato.
Governo Federal e empresas também discordam quanto à taxa de ocupação. Para as empresas, a ANTT chegou a uma dimensão da taxa acima da realidade, inflando as perspectivas de lucros das empresas e dando margem à concorrência maiores em algumas linhas, que segundo as companhias, poderia deixar as operações economicamente inviáveis.
A linha Rio – São Paulo, a mais movimentada do País, para a ANTT tem uma taxa de ocupação em horários e dias de maior movimento de 95%. As empresas dizem que essa taxa nestas ocasiões da linha não passa de 70%.
Hoje operam a linha Rio – São Paulo, quatro grandes empresas de ônibus: Itapemirim, Expresso Brasileiro, Auto Viação 1001 e Expresso do Sul (estas duas últimas são do mesmo grupo empresarial, o JCA).
Pelas normas da licitação, a linha Rio – São Paulo teria pelo menos outra operadora.
As empresas dizem que não há tanto espaço para mais concorrência.

Quase todas as linhas de ônibus operam em desacordo com a Constituição de 1988, com permissões. A Constituição determina que serviços como de transportes sejam regidos por contratos de concessão.

Para regularizar a situação, um decreto determinou em 1993 que estas linhas de ônibus teriam as permissões vencidas em 2008, quando deveria ser realizada a licitação.
Em 2008, a ANTT tentou fazer o certame, mas novamente os desentendimentos entre empresas e Governo Federal e erros no dimensionamento do sistema, que tinha poucos dados reais, postergaram o certame.
A ANTT então encomendou um amplo estudo da FGV – Fundação Getúlio Vargas e depois de vários levantamentos previu para outubro de 2012 a conclusão do certame. As linhas seriam assumidas efetivamente em 2013. Mas as indefinições quanto às diretorias da ANTT podem fazer com que mais uma vez a licitação atrase.
A forma da distribuição de linhas também desagrada os empresários. O sistema de ônibus foi dividido em 18 grupos com 60 lotes no ProPass Brasil.

Os donos de empresas de ônibus dizem que esta divisão pode tornar mais difíceis as operações pelo fato de, na visão das empresas, muitas companhias serem obrigadas a criar novos pontos de apoio ou operarem em áreas onde não tinham tradição e conhecimento da região, enquanto áreas praticamente vizinhas fazem parte de grupos e lotes diferentes.
A ANTT diz que os lotes e grupos foram estudados e fazem parte de um sistema mais racional de operação.

Para a equilibrar o sistema, a ANTT diz que o edital prevê uma espécie de subsídios cruzados entre as empresas e consórcios dos grupos e dos lotes.
Isto significa que uma empresa que assumir uma linha altamente lucrativa vai ter de assumir outra com menos rentabilidade, mais dificuldade operacional, porém de interesse social.

As empresas dizem que na prática, os subsídios cruzados já existem.
O tempo de parada dos ônibus, entre uma viagem e outra, quando são realizadas ações nos veículos como limpeza e manutenções, é considerado baixo pelas empresas, justamente pelo fato de nem todas as rodoviárias ficarem abertas 24 horas por dia ou próximas aos pontos de apoio ou garagens.
A ANTT diz que quer modernizar o sistema de transportes rodoviários, que tem perdido passageiros. Para isso, a frota deve ser renovada, com idade média de 5 anos e máxima de 10 anos. Hoje a idade média dos ônibus rodoviários no Brasil é de 14 anos. Redução no preço dos bilhetes e modernização nas formas de comercialização, como vendas pela internet e em postos de auto-atendimento também são previstos pela ANTT.

As companhias dizem que as menores empresas não conseguirão se adequar a todas as exigências do edital e à forma de distribuição das linhas, podendo encerrar as atividades, o que causaria desemprego no setor.
A ANTT diz que as empresas menores podem se associar em consórcios.

A Agência diz que espera mais profissionalismo dos operadores e maior controle sobre o sistema, tão grande era a falta de controle que a ausência de dados reais teria postergado a licitação em 2008.

Assim, além de uma postura mais rígida por parte da Agência e de um maior comprometimento legal por parte das empresas, para este maior controle, a tecnologia será uma aliada. Os ônibus serão monitorados por GPS e os passageiros poderão ter informações como a previsão de chegada dos veículos.




Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

No rumo certo - Por Zé Dirceu

José Dirceu

Há uma relação crescente de confiança e reconhecimento entre a população brasileira e os governos do PT e partidos aliados, laço que tem se fortificado de maneira especial neste Governo Dilma Rousseff. É o que se depreende da pesquisa Datafolha que foi divulgada no final de semana passado e que revela que o governo Dilma é o mais bem avaliado em seu primeiro ano desde a redemocratização, tendo recebido nota média de 7,2.
Os 59% que consideram a gestão Dilma ótima ou boa constituem um recorde de aprovação, à frente dos 50% registrados pelo ex-presidente Lula no primeiro ano de seu segundo mandato (2007). Lula obteve 42% de ótimo/bom no primeiro ano de governo (2003), o que transparece uma linha crescente de aprovação desde que os governos do PT e dos partidos aliados tiveram início.
O fato de que a aprovação de Dilma se mostra estável nas diferentes regiões do país, nas faixas de renda à exceção dos mais ricos (acima de 10 salários mínimos) e também nos diversos níveis de escolaridade só reforça a avaliação de que crescem os laços entre os brasileiros e o projeto de país que tem sido realizado.
Nesse sentido, demonstra-se incompleta a leitura de que é a condução da economia sem turbulências que sustenta a aprovação de Dilma. De fato, nossa economia tem conseguido enfrentar, equilibrar e superar os obstáculos e desafios nos últimos nove anos. Mas não podemos desprezar que parcela significativa da população passou a acessar um conjunto de bens e direitos antes desconhecidos e distantes.
Essa transformação repercute em toda a sociedade, ampliando a confiança e a credibilidade do governo por fazer o que se comprometeu. Afinal, o viés de crescimento econômico, com distribuição e aumento da renda e geração empregos com carteira assinada está presente desde o início do Governo Lula. E foi mantido no primeiro ano do Governo Dilma sem prejuízo dos aperfeiçoamentos necessários e dos ajustes provocados pelo contexto atual. Exatamente como a população escolheu em 2010.
Isso se reflete nos índices de confiança medido pelo Datafolha. Para 60% dos entrevistados, a própria vida vai melhorar em 2012, sendo que 30% acham que ficará igual. Ou seja, para nove em cada dez brasileiros, a situação não irá piorar ?e para seis deles irá melhorar.
Os números do Datafolha comprovam o que temos dito nesses últimos anos: o Brasil passa por uma transformação profunda e consistente que nos levará a índices de desenvolvimento jamais experimentados em nossa história.
Há uma nova classe trabalhadora em formação no país, oriunda do acesso a bens e direitos que antes lhe eram negados e que agora são palpáveis. Uma classe que têm esperança e já vivencia as conquistas do aumento da renda e do emprego dos últimos nove anos.
Diante desse contexto, a responsabilidade dos nossos governos e atuações políticas fica ainda maior. Ao PT e partidos aliados, cabe trabalhar para reforçar os laços de respeito e sinceridade que se estabeleceram desde que chegamos ao governo federal. Ao país, cabe realizar as reformas política e tributária e aprofundar o conjunto de transformações ora em curso.
Esse é o caminho que estamos trilhando, no rumo certo.
José Dirceu, 65, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

6 meses do Brasil sem Miséria. E ninguém viu

Do blog PHA, conversa fiada:

Pensando bem, é melhor mandá-la para Cambridge

O Governo publicou nesta quinta-feira nos jornais do PiG (*) meia página de anúncio para fazer um balanço de seis meses do Programa Brasil Sem Miséria.

Vá a www.brasilsemmiseria.gov.br

É uma súmula do que a Presidenta tinha dito no Blog do Planalto.

407 mil famílias estão já inscritas – em seis meses de programa – no cadastro único que dará acesso ao Bolsa Família.

Como se sabe, um dos desafios do Brasil sem Miséria é o Estado chegar aos mais pobres.

Localizá-los, para atendê-los.

Mais 1,3 milhão de crianças e adolescentes passaram a fazer parte do Programa.

Daqui a um tempo, entram no ProUni e depois vão estudar em Harvard.

(Harvard, na verdade, é um perigo.

Como diz o Amaury, os Privatas Tucanos estudaram na PUC do Rio e foram aprender a lavar dinheiro em Harvar ( – é assim mesmo, revisor. Obrigado).

É melhor em Cambridge, digamos …

Ainda mais que o Brasil ficou maior do que a Inglaterra e pode subsidiar Cambridge, como o Kadafi fazia com London School of Economics …

Essa Dilma …)

O anuncio do Governo desta quinta feira dá conta também das 61 mil vagas em cursos de qualificação que o Programa criou: na construção civil, hotelaria, comercio, bares e restaurantes, industria.

Um horror !

Estão em construção 2.122 Unidades Básicas de Saúde.

Navalha

O problema, amigo navegante, é que o Governo tem que pagar anuncio para divulgar esses feitos.

Por que a Presidenta não ocupa o horário nobre toda semana – nada mais que uns sete minutos – com reportagens sobre, por exemplo, uma das 563 novas equipes do Programa Brasil Sorridente ?

Já imaginou um velhinho sorrindo no horário nobre, com a dentadura reluzente ?

Quando já se viu isso – um velhinho sorrindo – no horário nobre ?

No jornal do Ali Kamel só tem desgraça, o Brasil vai acabar toda semana.

Se o Brasil resiste à Urubologa de manhã, o Kamel derruba à noite.

Com o velhinho da dentadura, porém, o IBOPE vai estourar !



Em tempo: Bernardo, cadê o ante-projeto do Franklin ? Já achou ?


Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O que a Dilma fez em 2011. E ninguém soube

Do Conversa Fiada, PHA:

Sem a BBC, o Churchill perdia a Guerra

Através do Tijolaço, o ansioso blogueiro assistiu à excelente exposição de fim de ano da Presidenta Dilma Rousseff, que também pode ser vista no Blog do Planalto.

Apesar dos pesares, e da crise que a Globo dissemina 24h por dia, foi um ano brilhante.

Que calou a boca da Oposição.

Porém, através do PiG (*), a Oposição conseguiu engessar a agenda política do pais.

No país onde se realizou a maior roubalheira numa privatização latino americana – agora revelada, em parte, pelo “Privataria Tucana”-, o PiG estabeleceu que a questão é a corrupção, o “malfeito”.

(A outra parte será conhecida na CPI da Privataria.)

E o Álvaro Dias, o Farol de Alexandria e o Padim Pade Cerra empunham a bandeira da Moral e da Ética.

Como diz o motorista de taxi, “esse país não tem jeito”…

Como assim, “não tem jeito”?, pergunto.

A roubalheira, diz ele.

Quem rouba ?, pergunta o ansioso blogueiro, ao passar por uma rua arborizada da Cidade de São Paulo, no bairro de Higienópolis.

Os políticos, diz ele.

Os políticos, indistintamente.

Ou seja, o Ali Kamel ganhou.

Conseguiu equiparar o Lupi ao Ricardo Sergio de Oliveira, ao Preciado, ao Rioli.

Acompanhe, agora, amigo navegante, o que a Presidenta mostrou no pronunciamento de fim de ano.

E ninguém soube.

Começa que ela usou a palavra “emprego” sete vezes, em dez minutos.

Como se sabe, os oito anos de Governol Cerra/Fernando Henrique se notabilizaram pelo desemprego.

Quem tinha emprego garantido eram banqueiros de investimento, “brilhantes“ gestores de fundos na Privataria.

Dilma preside o “pleno emprego”, apesar da crise Global da Urubologa.

Lembrou ela, o Brasil criou em 2011 a bagatela de 2,3 milhões de empregos.

Num único ano.

Voce viu isso nos jornais do Ali Kamel, amigo navegante ?

Uma comparação entre o desemprego no mundo e o “pleno emprego”no Brasil ?

Qual o destaque que os jornais do Ali Kamel deram ao salario minimo que vai abrir 2012 ?

E sobre a redução de impostos ?

O PiG (*) e seus colonistas (**) só falam de “carga tributária”, a mais alta do mundo (no Farol era maior …).

A Dilma reduziu os impostos de 5 milhões de pequenas empresas e empreendedores individuais.

Reduziu os impostos sobre geladeiras, fogões e maquinas de lavar.

Levou para zero impostos que incidem sobre massa, farinha e pão.

O Ali Kamel mostrou isso, amigo navegante ?

Não, o Ali Kamel gosta é do “malfeito”.

Até 2014, contou a Presidenta, a Caixa e o Banco do Brasil, que anunciam no jornal nacional – e noConversa Afiada – vão aplicar R$ 125 bilhões no Minha Casa Minha Vida.

Em 2011 a Dilma entregou 341 mil casas.

Vai entregar outras 400 mil.

E tem 500 mil em construção.

O Ali Kamel tratou disso ?, amigo navegante, logo ele, que, segundo o Florisbal, tem que dar mais atenção à Classe C.

Classe C.

Deve ser proibido falar disso no jornalismo da Globo, porque Classe C traz logo à cabeça o Nunca Dantes e a Presidenta.

E os da pobreza extrema ?

O programa Brasil sem Miséria – contou a Presidenta no Natal – localizou 407 mil famílias que não conseguiam, sequer, ser beneficiadas.

E já recebem, em boa parte, o Bolsa Familia, aquele programa que a grande estadista chilena Monica Cerra considera um incentivo à vagabundagem.

A Presidenta revelou que um milhão e 300 mil crianças e adolescentes foram incorporadas em 2011 ao Bolsa Famiia.

Ou seja, vão receber educação e assistência médica.

Que horror, amigo navegante !

Um milhão e trezentas mil crianças !

Por que o aviãozinho da Globo não acha uma criança dessas ?

Deve ser uma avaria no radar do Ali Kamel.

Diante da notável política tucana de São Paulo de combater o crack com a “Cracolândia”, a Presidenta teve que se esforçar muito para conceber um plano à altura da engenhosidade tucana de São Paulo.

Assim, criou o programa “É possível vencer”, com R$ 4 bilhões para curar e ressocializar os viciados em crack.

Nada será como a “Cracolândia”, uma politica que a Organização Mundial de Saúde vai disseminar mundo afora.

Mas, a Dilma tenta.

E o Pronatec ?, que até 2014 vai levar 8 milhões de jovens para o mundo do Emprego.

Outro dia, no Entrevista Record, este ansioso blogueiro entrevistou o Lincoln Silva, que saiu de uma cidadezinha no Sul da Bahia, fez o ProUni, entrou no Senac e foi um dos primeiros a se beneficiar do “Ciência sem Fronteiras”, do Mercadante: Lincoln vai estudar um ano com tudo pago, na Rochester University, no Norte do Estado de Nova York, uma das referencias mundiais em design gráfico.

Isso é uma ofensa à elite que o Ali Kamel representa !

Uma agressão ideológica !

Dar Educação e Emprego a um filho de costureira com ouriveres, como o Lincoln.

Dilma falou nove vezes em Emprego.

Você sabia disso, amigo navegante ?

Que a palavra “Emprego“ é uma marca do Governo Dilma ?

Pois é, amigo navegante, quem manda você e o Bernardo se curvarem ao PiG ?

A questão, amigo navegante, não é só a necessidade de o Governo prestar contas e a sociedade saber o que o Governo faz.

Por exemplo: a Presidenta vai passar o Réveillon numa base da Marinha na Bahia.

Onde passará o Cerra ?

A questão não é fazer “propaganda” dos feitos do Governo.

É a Democracia, Bernardo.

A Política é a linguagem da Democracia, diz o Ciro Gomes.

“Linguagem”, ou “Política” diz este ansioso blogueiro, quer dizer “Comunicação”, “Retórica” – Padre Vieira, Churcill, não é isso ?

Como diz o Comparato, “comunicação” é um Direito do Homem.

Segundo os Iluministas da Revolução Francesa, no século XVIII.

Já imaginou, amigo navegante, se o Churchill não tivesse a rádio (pública) da BBC ?

Perdia a Guerra, porque muitos ingleses (na elite e, portanto, na mídia) eram cripto-nazistas.

Bernardo, os amigos navegantes entendem que a Ministra da Casa Civil queira ser Governadora do Paraná.

Mas, Bernardo, tira o Franklin da gaveta !


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Humberto Costa quer apuração sobre denúncias do livro "A privataria tucana"



Humberto Costa quer apuração sobre denúncias do livro A privataria tucanaçu


O líder do PT, Humberto Costa (PE), defendeu nesta quarta-feira (14/12) que o Ministério Público, a Polícia Federal e Receita Federal reabram as investigações sobre o processo de privatização das teles ocorrido no governo FHC. A declaração foi dada aos jornalistas logo após discurso no plenário do Senado, quando o parlamentar chamou a atenção para a importância do livro “A privataria tucana”, que traz documentos oficiais reforçando as suspeitas de fraudes contra o patrimônio público ocorridas no processo das privatizações no setor de telecomunicações.

O senador pernambucano destacou a contundência do material publicado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, que traz 112 páginas de documentos oficiais obtidos legalmente durante a investigação.

“Os documentos são contundentes e mostram como essas pessoas conseguiram lavar bilhões de dólares em operações engenhosas e interná-los novamente no Brasil, em negócios de aparência legal. Os documentos são claros e não deixam sombras de dúvidas quanto à participação de dirigentes tucanos e familiares do ex-governador José Serra em negócios escusos, com dinheiro sujo desviado da venda das estatais de telefonia nos anos 90 pelo governo Fernando Henrique Cardoso”.

Segundo Humberto Costa, os documentos falam por si só ao tornar público esquema de lavagem de dinheiro com a participação de líderes do PSDB e pessoas próximas do ex-governador José Serra que “conseguiram mandar para fora do país e trazer para o Brasil dinheiro supostamente proveniente de propinas”, disse. “O livro vale a leitura e, imagino, será objeto de algumas providências legais a serem tomadas por procuradores da República. Até porque muitos dos crimes descritos no livro não prescreveram”, disse ao destacar as

Para ele, o PSDB precisa entrar no debate em benefício da sociedade. “Quero dizer que aguardo a oportunidade de debater as denúncias trazidas em “A Privataria Tucana” com os nobres colegas do PSDB. Esse vai ser um debate importante a ser feito em benefício da sociedade brasileira e mostrar a verdadeira natureza das privatizações realizadas pelo Brasil no final dos anos 90. É chegada a hora de o Congresso Nacional discutir a fundo uma legislação mais eficaz contra a lavagem de dinheiro”, afirmou

Diante do sucesso de vendas – as duas edições esgotaram e há uma lista de encomendas nas livrarias brasileiras -, na avaliação de Humberto Costa, não restará à mídia imagino que nesses próximos dias, jornais e revistas devem dedicar algumas páginas ao livro “A Privataria Tucana”. Até porque, lembrou o parlamentar, as primeiras denúncias sobre os bastidores das privatizações surgiram em reportagens da revista Veja e da Folha de S.Paulo.

Publicado no Blog de Humberto Costa,
texto da Liderança do PT no Senado.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tumor de Lula reduz 75% e médicos descartam cirurgia


Do Instituto Lula:

Exames realizados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (12) mostram que o tumor que ele tem na laringe regrediu cerca de 75%, surpreendendo positivamente a equipe médica. Devido ao sucesso do tratamento, os médicos já descartaram a hipótese de uma cirurgia.


Roberto Kalil Filho conta a Lula e Marisa que tumor do ex-presidente regrediu 75%. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula. Veja foto em alta resolução no Picasa.

Segundo Roberto Kalil Filho, chefe da equipe, o estado geral e clínico do ex-presidente é muito bom, e ele deve começar a terceira e última sessão de quimioterapia ainda nesta segunda-feira.

Lula deverá ter alta na noite de terça, e em janeiro começará o tratamento com radioterapia. Pelo tamanho do tumor, “a cirurgia está totalmente descartada”, disse Kalil Filho em entrevista coletiva concedida no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Segundo o médico, o ex-presidente já apresenta redução na rouquidão, um sinal da regressão do tumor. Na manhã desta segunda-feira, Lula estava apreensivo com o resultado dos exames, mas ele e a equipe médica ficaram aliviados ao constatar que o tratamento surtiu bons efeitos.

“Ele está no caminho que conduz à cura”, afirmou o médico Artur Katz, acrescentando que a melhora excede o que eles esperavam.

Segundo o médico Paulo Hoff, a radioterapia deve durar entre três e seis semanas, se encerrando em meados de fevereiro. A previsão é de que em março Lula retome suas atividades.

Hoff explicou que, mesmo com a redução do tumor, a radioterapia não pode ser deixada de lado. “Ela é importante porque é a parte curativa”, disse.

O médico Rubens de Britto relatou que o estado da laringe de Lula é normal e que ele não apresenta problemas de deglutição.

Os corruptores e o silêncio da mídia


Por Antônio Mello, em seu blog:

Pimentel e Palocci têm algo em comum além do P do sobrenome e de participarem do ministério da presidenta Dilma: ambos ganharam dinheiro como consultores.

A diferença é que Palocci exercia função pública e Pimentel não. Pimentel não tinha cargo no Executivo nem no Legislativo e é professor licenciado da Universidade de Minas Gerais, sem receber rendimento algum (o que seria um direito seu).



Depois de sua demissão, não se falou mais de Palocci. Se havia a suspeita de que o agora ex-ministro Antonio Palocci recebera indevidamente R$ 20 milhões que sua empresa de consultoria teria faturado nos últimos anos, a suspeita tem que valer para os dois lados. Se há um corrupto tem que haver o agente corruptor.

Pois o blog do jornalista Lucas Figueiredo publicou uma lista com clientes da empresa Projeto, do ministro Palocci, em maio deste ano.

Alguém sabe em que pé estão as investigações para descobrir das empresas abaixo que tipo de consultoria Palocci lhes prestou?

- Itaú Unibanco

- Pão de Açúcar

- Íbis

- LG

- Samsung

- Claro-Embratel

- TIM

- Oi

- Sadia Holding

- Embraer Holding

- Dafra

- Hyundai Naval

- Halliburton

- Volkswagen

- Gol

- Toyota

- Azul

- Vinícola Aurora

- Siemens

- Royal Transatlântico

Amigo leitor, quando nossa "grande imprensa" vai publicar reportagem com executivos dessas empresas contando qual foi sua relação com Palocci?

A resposta é óbvia: Nunca. Porque o que eles querem desde o início, e assim prosseguem, é derrubar a presidenta Dilma, que prossegue - como diria Nelson Rodrigues - alimentando o câncer com papinhas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Governo vai investir R$ 4 bilhões em ações contra o crack e outras drogas


Governo lança conjunto de ações para enfrentar o crack. Investimento soma R$ 4 bilhões. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O governo federal lançou hoje (7) um conjunto de ações para enfrentar o crack e outras drogas. Com investimento de R$ 4 bilhões, as medidas pretendem aumentar a oferta de tratamento de saúde aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas, e ampliar ações de prevenção. Com o mote Crack, é possível vencer, as ações estão estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção.

Cuidado -- O Eixo Cuidado prevê a ampliação e qualificação da rede de atenção à saúde voltada aos usuários. Serão criadas enfermarias especializadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimentos e internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves. Até 2014, o Ministério da Saúde vai repassar recursos para que estados e municípios criem 2.462 leitos nessas enfermarias especializadas. Para isso, o valor da diária de internação crescerá 250% -- de R$ 57 para até R$ 200. Ao todo, serão investidos R$ 670,6 milhões.

Outra ação prevista no Eixo Cuidado é a criação de 308 consultórios de rua para atendimento nos locais onde há maior incidência de consumo de crack. As equipes serão compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A ação, que terá recursos de R$ 152,4 milhões, atenderá municípios com mais de 100 mil habitantes. Os recursos já estão disponíveis e aguardam apenas a adesão dos municípios.

Já os Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPSad) passarão a funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Até 2014, serão 175 unidades em todo o país. Cada centro oferecerá tratamento continuado para até 400 pessoas por mês.

O atendimento será reforçado também pela criação de Unidades de Acolhimento, que cuidarão em regime residencial por até seis meses, para manutenção da estabilidade clínica e o controle da abstinência. Para o público adulto, serão criados 408 estabelecimentos, com investimentos de R$ 265,7 milhões até 2014. Já para o acolhimento infanto-juvenil, serão 166 pontos exclusivos para o público de 10 a 18 anos de idade, com investimento de R$ 128,8 milhões.

Autoridade -- As ações policiais de repressão ao tráfico de drogas serão realizadas nas fronteiras e nas áreas de uso de drogas. Serão intensificadas as ações de inteligência e de investigação para identificar e prender os traficantes, bem como desarticular organizações criminosas que atuam no tráfico. O contingente das Polícias Federal e Rodoviária Federal será reforçado com contratação de mais de dois mil novos policiais.

Está prevista também a implementação de policiamento ostensivo e de proximidade nas áreas de concentração de uso de drogas, onde serão instaladas câmeras de videomonitoramento fixo. A expectativa é que a utilização de câmeras contribua para inibir a prática de crimes, principalmente o tráfico de drogas.

O governo federal também encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei que altera o Código de Processo Penal e a Lei de Drogas para acelerar a destruição de entorpecentes apreendidos pela polícia e agilizar o leilão de bens utilizados para o tráfico. Também será enviada proposta que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, explicou que o governo federal não dispõe de informações precisas sobre a violência no país. Os dados mais recentes sobre criminalidade, segundo ele, são de 2008.

“Não posso traçar políticas consistentes com três anos de atraso. É chegada a hora de termos um sistema nacional que tenha essas informações, que faça essas estatísticas. Não é simples fazer isso, porque os dados são coletados pelos estados com padrões metodológicos diversos. Essa lei pretende unificar essas informações.”

Dentro do Eixo Autoridade, também foi anunciado o apoio aos projetos de lei, em tramitação na Câmara dos Deputados, que tipifica o crime de participação em organização criminosa e que agiliza o processo de extradição. O governo também formalizou o apoio ao projeto de lei já aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado, que acaba com a lista de específica de crimes antecedentes para se caracterizar a prática de lavagem de dinheiro.

Prevenção – O Programa de Prevenção do Uso de Drogas na Escola prevê a capacitação de 210 mil educadores e 3,3 mil policiais militares para prevenção do uso de drogas em 42 mil escolas públicas. Estima-se que serão beneficiados 2,8 milhões de alunos por ano. Já o Programa de Prevenção na Comunidade pretende capacitar 170 mil líderes comunitários até 2014.

Está prevista ainda a realização de campanhas para informar, orientar e prevenir a população sobre o uso do crack e de outras drogas. O serviço de atendimento telefônico gratuito de orientação e informação sobre drogas VivaVoz passará para o número 132, para facilitar o acesso ao cidadão. Além disso, o Portal Enfrentando o Crack reúne as informações sobre o tema e está disponível em www.brasil.gov.br/enfrentandoocrack.

Brasil terá uma política moderna e corajosa de enfrentamento das drogas, diz presidenta

Posted: 07 Dec 2011 07:52 AM PST

Presidenta Dilma participa de cerimônia de lançamento de ações de enfrentamento do crack. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (7) um pacto entre governo e sociedade para enfrentar o crack no país. Na cerimônia de lançamento do programa Crack, é possível vencer, a presidenta afirmou que o governo federal, em parceria com estados e municípios, vai combater o crack “sem vacilação”. Segundo ela, um país que provou que é possível crescer e distribui renda e que tirou 40 milhões de pessoas da pobreza, também terá uma “política sistemática, ampla, moderna, corajosa e criativa de enfrentamento das drogas”

“Esses três verbos utilizados aqui, prevenir, cuidar e reprimir, refletem a conjugação correta do que nós pretendemos fazer através desse programa. Vida sim, drogas não. É essa a síntese desse programa. Sem sombra de dúvida, não há ainda, pelo menos na história recente da humanidade, um processo de grande sucesso, de sucesso absoluto, definitivo sobre as drogas. O que estamos fazendo aqui hoje é mais um pacto sobre um programa, sobre a atuação conjunta.”

Aos pais dos dependentes químicos, Dilma Rousseff disse que o governo fará o que estiver ao seu alcance pela recuperação dos seus filhos.

“Temos de fazer da dor deles a nossa dor e a alegria deles com a recuperação de seus filhos seja a nossa alegria. Nós sabemos que lutar, enfrentar, agir, capacitar, esclarecer, tudo isso é fundamental, mas também termos de ter sempre fé e esperança na recuperação de cada um que está nessa situação.”

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dados sobre a dependência química no Brasil revelam que o país vive hoje uma epidemia do crack.

“Estamos sim diante de uma epidemia. De 2003 a 2011, aumentou por dez vezes o número de atendimentos na rede de saúde de situações de dependência química no país. Temos que assumir essa dimensão do desafio, não só em relação ao crack, mas à dependência química. O crack se tornou uma grande ferida social pela capacidade de desestruturar as famílias e temos que encarar esse desafio.”

terça-feira, 29 de novembro de 2011

2014, 2018 ou 2022. Lula lá?

blog do Lucas Figueiredo

Quem bota fé no velhinho?

Lula disse a New Yorker que talvez, quem sabe?, no futuro ele pode sim concorrer novamente à Presidência. A frase é um exercício de mineirice: "Como não tenho coragem de dizer que vou concorrer a alguma coisa em algum momento, não tenho coragem de dizer que não vou.”

Se Lula vai ou não concorrer, isso depende de muita coisa. Por ora, contudo, ele está no jogo.

Partindo de um cenário hipotético (Lula se cura do câncer e permanece ativo até a faixa dos 80 anos), proponho um exercício matemático:

1) Se Dilma Rousseff não for candidata à reeleição em 2014, Lula, então com 68 anos, poderá entrar no páreo;

2) Se Lula saltar a próxima eleição, deixando para concorrer em 2018, terá 72;

3) No caso de ele ser eleito em 2018, chegará à eleição de 2022, apto a concorrer à reeleição, com 76.

É óbvio que ontem, quando a afirmação de Lula veio a público, os tucanos fizeram esse mesmo cálculo. Não devem ter dormido bem de noite.


sábado, 26 de novembro de 2011

Mídia: significado do seminário do PT


Por Altamiro Borges

“Por um novo marco regulatório para as comunicações: o PT convida ao debate”. Com este slogan, o partido da presidenta Dilma Rousseff realizou nesta sexta-feira (25) um importante seminário, que reuniu dirigentes partidários, parlamentares, lideranças das entidades que historicamente lutam pela democratização da mídia, blogueiros e ativistas dos movimentos sociais.



O evento teve enorme significado. Ele representa um fato novo, um marco, na luta pela regulação do setor em nosso país. O maior partido da base de sustentação do atual governo sinaliza que está disposto a enfrentar esta batalha de caráter estratégico, que atemoriza tanta gente envolta no pragmatismo exacerbado. Aqui vale um elogio à coragem do presidente nacional do PT, o jornalista Rui Falcão.

Os consensos já construídos

O seminário confirmou que já há vários consensos entre os atores inseridos nesta batalha tão complexa. Todos concordam que a democratização da comunicação é vital para o avanço da democracia e para a viabilização das reformas estruturais. Sem enfrentar a ditadura midiática, altamente monopolizada e perigosamente manipuladora, o Brasil não superará as suas dívidas históricas.

Também já existe razoável concordância sobre as bandeiras para democratizar a mídia. Elas estão reunidas nas resoluções da 1ª Conferência Nacional das Comunicações (Confecom), realizada no final de 2009. Ou, como afirmou o ex-ministro Franklin Martins, elas estão presentes nos artigos da própria Constituição Federal, que até hoje não foram regulamentados.

Ausência sentida de Paulo Bernardo

Afora estes pontos de convergência, há dúvidas sobre duas questões essenciais. A primeira se refere à postura do governo Dilma diante deste tema nevrálgico. O seminário do PT confirmou estas diferenças. Alguns preferem, por motivos óbvios, não criticar os atuais ocupantes do Palácio do Planalto. Alegam que a correlação de forças ainda é desfavorável e que o governo tem o seu “timing”.

Outros, porém, criticam a postura defensiva do governo Dilma, que continua de “namorico” com a mídia, sendo pautado por ela, e que até hoje mantém engavetado o projeto sobre regulação da mídia elaborado no final da gestão Lula. Prova desta cedência foi a sentida ausência do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo – previsto no programa, mas que alegou outros compromissos oficiais.

Campanha de rua pela regulação

Outro ponto que ainda merece maior reflexão é sobre a oportunidade de se iniciar uma campanha nacional pela democratização das comunicações, que tenha como meta promover massivas e unitárias mobilizações de rua. Há consenso de que não basta mais ficar no diagnóstico dos graves problemas no setor. De que é preciso intensificar a pressão. A dúvida é sobre a força das ruas!

Vários movimentos sociais e ativistas digitais avaliam que a hora é agora. Que é urgente intensificar a mobilização pela liberdade de expressão e o direito à comunicação. No fechamento do evento, mais uma vez o presidente do PT deu alento à necessidade e oportunidade desta campanha nacional. Esta batalha estratégica ganhou novo impulso com o seminário do partido da presidenta Dilma.

Fonte: Blog do Miro

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Alerta: Caso Falha x Folha pode vira referência em julgamentos semelhantes

Ação que tirou do ar o blog “Falha de São Paulo” abre precedente na justiça que pode ameaçar liberdade de expressão na internet

Há mais de um ano, o Blog “Falha de São Paulo” foi tirado do ar para que seus autores, os irmãos Lino e Mário Bocchini, não tivessem que pagar uma multa diária de R$ 1 mil. A multa estava prevista em uma liminar que foi o instrumento usado pelo jornal Folha de São Paulo para impedir que o Blog continuasse publicando críticas e sátiras ao jornal.

O caso dos irmãos Bocchini, que estão respondendo processo na justiça de São Paulo por danos morais, tornou-se público, chegou à imprensa internacional, ganhou apoio de entidades como o “Repórteres Sem Fronteiras” e chegou ao Congresso Nacional.

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para debater os desdobramentos do episódio. “Hoje no Brasil existem centenas de ações em tudo que é cidade em que existe um blog que cuida de política com humor ou sem humor. E sempre tem alguém que não gosta de uma foto, de uma charge. E isso tudo vai parar na justiça. Esta decisão do Folha x Falha vai servir como jurisprudência. Se a justiça acolher a tese da Folha de que a crítica, a paródia pode levar a uma responsabilização judicial, a uma indenização pecuniária isto vai fazer com que no Brasil centenas de outras decisões acompanhem essa lógica. Da mesma forma, se a justiça entender que a liberdade de expressão garante ao cidadão (no caso especifico aos irmãos Bocchini) o direito de criar uma página seja ela com humor, seja ela uma sátira e que isto não pode ser censurado, isso também será uma referência para uma decisão que vai atingir centenas de milhares de pessoas em todo o país”, explicou o deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS) autor do pedido da audiência, aprovado por unanimidade na Comissão.

A audiência pública foi realizada com a presença dos irmãos Bocchini, do Secretário da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) Antônio Paulo, e de parlamentares governistas e de oposição. O jornal Folha de São Paulo não enviou representante, embora os dirigentes do jornal Otávio Frias Filho (diretor de redação), Sérgio Dávila (editor-executivo) e Vinicius Mota (secretário de Redação) tenham sido convidados. “O Otávio Frias Filho, na sua carta de recusa a vir à audiência, me acusa pessoalmente de trabalhar para o PT, de estar a serviço do PT e duvida da minha independência e do meu irmão. Eu queria dizer que não sou nem nunca fui filiado ao PT. Mas não tenho problema algum com isso. Trabalhei três anos para a administração da Marta Suplicy, em São Paulo. Dos 18 anos de jornalismo que eu tenho, três foram à serviço da administração da Marta, do que eu me orgulho muito, acho que foi a melhor administração que São Paulo já teve. Mas acho que esse tipo de tática de desqualificar o interlocutor meio que “xingando” de petista além de mentirosa é ridícula”, disse Lino Bocchini, após o término da audiência realizada no último dia 26.

(Jamila Gontijo - Portal do PT)




Fonte: PT Nacional

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Se a eleição presidencial fosse hoje, PSDB não teria chance contra Dilma ou Lula

Preocupada em antecipar o processo sucessório, cúpula tucana já trabalha para eliminar as pretensões de José Serra e ascender Aécio; Dilma e Lula nadam de braçadas

Do limão, uma limonada. É o que o PSDB pretende fazer com os dados da pesquisa que encomendou ao instituto do consultor de marketing político Antônio Lavareda. À primeira vista, os dados da pesquisa não são nada bons para o PSDB. Eles mostram uma imensa popularidade da presidenta Dilma Rousseff e, especialmente, do ex-presidente Lula. Mostram também que, hoje, os tucanos não teriam a menor chance numa disputa com qualquer um dos dois. Mas a pesquisa mostra também em que pontos o PSDB e a oposição erram, e o que é preciso fazer para que o partido se mostre competitivo nas eleições municipais do ano que vem e na eleição presidencial de 2014.

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É essa a leitura que está sendo feita pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Hoje (29), ele estará em Goiânia apresentando a pesquisa aos oitos governadores do partido. Desde que os dados foram apresentados a ele por Lavareda, é o que Sérgio Guerra vem fazendo em encontros internos do PSDB. Os números da pesquisa são apresentados aos interlocutores de Guerra e, sobre eles, a cúpula do partido discute o que deve fazer.

“A pesquisa indica uma estrada a percorrer. Mas indica também que é preciso, na saída, remover um obstáculo”, diz um dos tucanos que já viu e discutiu os dados da pesquisa. O problema para o PSDB é que esse obstáculo foi o nome escolhido em duas das últimas três eleições presidenciais para representar o partido na disputa: José Serra. A leitura feita pela pesquisa é que as chances do PSDB residem em resgatar suas bandeiras originais, de defesa da social-democracia como partido de centro-esquerda, mas renovando essas bandeiras diante de um país que mudou. Essa renovação, avalia-se, não pode se dar com a insistência de uma cara identificada ao que não funcionou nos últimos anos.

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Daí, a necessidade de deixar claro desde já que a próxima opção eleitoral do PSDB não será de novo Serra. Nem nenhum outro político de origem paulista (casos de Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso – que é carioca de nascimento, mas construiu sua carreira em São Paulo). A pesquisa identifica ainda que não há hoje um discurso alternativo identificado com o PSDB na sociedade. Por isso, Sérgio Guerra já declarou que sua intenção é antecipar o lançamento da próxima candidatura do PSDB à Presidência, definindo-a logo depois das eleições municipais do ano que vem. Como, por enquanto, a única alternativa posta é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o quadro apresentado pela pesquisa o favorece. A intenção é abrir o caminho, até depois das eleições, para diminuir a influência atual de Serra e do grupo paulista e criar as condições para construir a candidatura de Aécio em 2014. É por essa razão que as maiores reações à divulgação de dados da pesquisa vieram justamente de políticos ligados ao grupo de Serra, como o ex-deputado Jutahy Magalhães (BA).

Hoje, não daria para ganhar

A pesquisa de Lavareda mostra que o PSDB teve, nas três últimas eleições presidenciais, uma votação sempre ascendente. É um sinal de que ela, provavelmente, poderia crescer mais em 2014. Mas também revela que, mantido o mesmo ritmo de crescimento, o candidato tucano não seria capaz de vencer seu adversário do grupo governista. Ou seja: o PSDB precisa encontrar meios de crescer em outros nichos do eleitorado que hoje não fecham com o governo. Os que foram eleitores de Marina Silva, candidata do PV em 2010, por exemplo.

O que espanta fundadores do PSDB é que os dados mostram que, hoje, o partido aparece para boa parte dos eleitores como uma alternativa conservadora, de direita, por conta das opções que fez desde que chegou ao poder com Fernando Henrique Cardoso. Quando surgiu, o PSDB era uma reação ao fato de que o PMDB, no poder com o então presidente José Sarney, dava uma guinada para a direita. Os que deixaram o partido para fundar o PSDB apresentavam-se como defensores da social-democracia, de centro-esquerda. Ocorre que o PSDB, ao chegar ao poder, aliou-se ao PFL (hoje DEM) e também deu uma guinada à direita.

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O que o partido pretende buscar é resgatar suas bandeiras originais renovando-as, diante do fato de que o país e o mundo mudaram muito da fundação do PSDB em 1988 para cá. A pesquisa mostra que as duas palavras que estão na sigla do partido, social e democracia, têm forte apelo junto à sociedade. O problema é que o eleitor nem lembra muito que elas estão na sigla do PSDB. Há, avalia a cúpula tucana, um grande problema de comunicação no partido. Nas campanhas de Alckmin e de Serra, o PSDB ao mesmo tempo escondeu o que fizera de bom no governo Fernando Henrique e não foi capaz de construir um discurso alternativo ao que fez o governo Lula.

O problema de comunicação começa na própria estrutura. Enquanto a campanha de Dilma tinha, por exemplo, 50 pessoas trabalhando diretamente na comunicação junto às redes sociais da internet, a campanha de Serra teve apenas 15. Como na época as pesquisas mostravam que uma eventual associação com o governo Fernando Henrique, na comparação com Lula, tirava votos, Serra tratou de esconder o ex-presidente tucano e valorizar apenas o que ele mesmo fez. Mas mesmo nisso, Serra falhou.

Dados positivos

Há, porém, dados positivos para o PSDB mostrados pela pesquisa. E a estratégia a ser adotada pretende reforçá-los. O partido já teve mais de 900 prefeitos, e hoje tem pouco menos de 800. Mas elegeu sete governadores (São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Roraima, Pará e Alagoas). Os governadores têm forte influência nas eleições municipais, e os dados mostram que o PSDB hoje é forte no Centro-Oeste e no Sudeste. A meta do partido é eleger no ano que vem mil prefeitos.
Outro dado considerado positivo é a informação de que Serra, no ano passado, venceu as eleições em 40 dos 80 municípios que têm mais de 200 mil eleitores. Desses, 30 têm prefeitos do partido. A ideia é reforçar tais posições, passando a ideia de que o PSDB é o partido das grandes cidades.

A pesquisa foi feita no auge das denúncias contra os Ministérios dos Transportes e do Turismo. Mesmo assim, a corrupção aparece apenas como o quarto item na preocupação dos eleitores, perdendo para saúde, educação e violência urbana.

Renovação

Uma avaliação que emerge da leitura da pesquisa é de que hoje não se enxerga de forma clara o que o PSDB poderia oferecer de alternativa ao PT caso o substituísse no governo. Por isso, há hoje a intenção de Sérgio Guerra de antecipar a entrada do partido na disputa sucessória, definindo o seu candidato à Presidência logo depois das eleições municipais do ano que vem. Ele acredita que, definido o nome, o partido começaria a demarcar um território de diferenciação do atual governo. Fica cada vez mais claro que o nome para isso é Aécio Neves.

Há, porém, hoje uma insatisfação com uma certa apatia de Aécio como senador. A cúpula tucana avalia que Aécio não está aproveitando as oportunidades do Parlamento como poderia. Até agora, por exemplo, ele mal se posicionou no debate posto nas ruas sobre a corrupção pública. Aécio precisa aparecer mais, e isso será cobrado dele.

Ao mesmo tempo em que busca acertar sua agenda política, o PSDB trabalha para apresentar alternativas concretas às ações do atual governo. Um grupo coordenado pelo economista Edmar Bacha trabalha nisso. A ideia é que o grupo apresente esse conjunto de propostas do partido para o país num evento no dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro.