segunda-feira, 2 de setembro de 2013

STF, o DOI CODI do século XXI

Joaquim Barbosa o supremo líder do DOI CODI do século XXI



STF, o DOI CODI do século XXI.

Era meio dia quando foi feito a troca deles pelo embaixador americano. Aquele foi um dia marcante para a história brasileira. A política tinha tomado um rumo sem volta e enquanto seus familiares ficavam para trás, homens e mulheres que entregaram a sua juventude na luta por melhorias para a população do seu país eram expulsos por terem se rebelado contra as injustiças cometidas pelos militares. Entre eles estava um magrelo que mais tarde seria um dos responsáveis por conduzir a política interna do partido que mudou a cara do Brasil.
Mas ele não foi o único. Naqueles dias um se destacou na guerrilha do Araguaia. Militante de esquerda enfrentou os militares que tinham se apossado do poder através de um golpe militar. Na prisão foi torturado e não perdeu a ternura. Sua vida é pública sem um arranhão. Mora na mesma casa até hoje. Como diria o Mino Carta até o mundo mineral sabe que aquele baixinho é honesto.
No ano de 2005, por conta da disputa pela indicação de um diretor da Eletrobrás, que dizem seria de direito do PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, o caldo entornou. O Roberto Jefferson, presidente da legenda, acusa o ministro da Casa Civil de segurar a nomeação. Neste tempo surge na imprensa a denúncia, com direito a vídeo, mostrando o pagamento de propina a um indicado, o ex-chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho, pelo partido na Empresa dos Correios e telégrafos. Jornais, impressos e a internet são inundados com informações sobre o caso. Em determinado momento fica difícil de saber o que é verdade e o que é só especulação.
A ira se abate sobre Jefferson que resolve dar uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo. Para dar o troco ele afirma que o governo tem um esquema de pagamentos a deputados e senadores, que receberiam para aprovar projetos do executivo. A semana posterior a publicação talvez tenha sido a mais turbulenta da era PT. Muitos acreditavam na queda da República. Estava criado o termo “mensalão”. Palavra mais usada pela imprensa em todos os tempos, para se referir à política da corrupção. Uma coisa deve ser dita, as provas apresentadas até hoje, demonstraram que a denúncia não se sustenta e que no máximo indica o uso de caixa 2 para campanha eleitoral.
Criado o circo. Dois daqueles bravos jovens revolucionários foram envolvidos nas denúncias. Estavam agora sendo cassados implacavelmente pela justiça. Eles negam terem participado de qualquer movimento dentro do governo para pagamento de propina. A justiça não pensou assim. Foram parar em um julgamento televisionado ao vivo por empresas de televisão, que a cada palavra proferida contra eles, coloca um “especialista” para destilar seu veneno.
Zé Dirceu e José Genuíno, cassados pela ditadura militar no Brasil, são sobreviventes das torturas praticadas nas cadeias, estão, sendo cassados novamente. A tortura agora não é no Pau de Arara, o DOI CODI nestes tempos usa capa preta e senta na sala da Casa Grande no planalto central do país. Ela é praticada por novos senhores de engenho. Se não conseguiram antes derrotá-los nas lutas das ruas, a justiça está sendo usada para cassar, praticar a tortura mental e possivelmente condená-los. Algo que nem a ditadura conseguiu fazer.
Ouvir o ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal, em seu voto afirmar que sabe que Genuíno é inocente, ao declarar, "lamento condenar homem que jamais lucrou com a política", mas ao mesmo tempo aceitar ver a maioria dos algozes condená-lo, é triste, é nojento.
Já o Zé Dirceu foi acusado de algo, que depois seu próprio acusador em juízo negou, ter dito, o inocentando. Mas dia após dia está sendo torturado, e possivelmente será preso, ele e Genuíno, como forma de revanche por ter um dia se colocado contra a elite dominante para que o Brasil tenha hoje menos miséria em suas cidades. O líder está ferido!
A indignação se abate sobre muitos militantes do Partido dos Trabalhadores e de boa parte da população brasileira. Não podemos nos abater, temos que demonstrar a nossa insatisfação, seja através de e-mails, redes sociais na internet, salas de aula ou ruas. É preciso falar, gritar aos quatros cantos do mundo que Zé Dirceu e José Genuíno estão sendo condenados injustamente. Se pecados políticos eles tem, saibam todos que não são estes de que estão sendo acusados pela justiça e pela grande mídia.
Nós queremos um julgamento justo!
Liberdade para Dirceu e Genuíno!

0 comentários:

Postar um comentário