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domingo, 16 de outubro de 2011

Reportagem da Folha é "Incompleta, leviana e mentirosa" - diz Procurador da República



O Ministério Público Federal em São Paulo, por meio do procurador da República Fausto Kozo Matsumoto Kosaka, divulgou nota de esclarecimento onde diz que uma reportagem do jornal "Folha de São Paulo" é "Incompleta, leviana e mentirosa".

O motivo foi não ouvir o outro lado (o próprio Ministério Público) e não publicar direito de resposta fiel à verdade.

A reportagem teve o título “Trem da RFFSA era vendido como sucata”, e acusou o MPF de reter por dois anos a denúncia, sem dar ouvidos à instituição.

Se o repórter tivesse feito o dever de casa, teria sabido que as diligências necessárias para apresentar tal denúncia ainda estão em curso.


A nota de esclarecimento foi redigida no dia 10 e o jornal procurado, com o intuito de que a versão do MPF fosse publicada, mas a Folha publicou apenas parcialmente, e na versão Online.

Para esclarecer o público sobre a versão do MPF sobre os fatos, a instituição decidiu tornar pública a nota.

Leia aqui a íntegra da nota do procurador.

Fonte: Amigos do Presidente Lula

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Aécio e o “desfile” em carro aberto que só ele viu



Depois do registro da ombusdskinna da Folha de São Paulo, que reclamou por seus artigos autolaudatórios, Aécio Neves assina um outro tipo de texto nesta segunda-feira, 10 de outubro de 2011.
Até o estilo muda: frases e expressões como, a padroeira “parece singrar suavemente sobre o mar de cabeças devotas”, “eletricidade emocional”, “conversível branco com estofamento de couro vermelho” e outros tró-ló-lós indicam a pretensão, aeciana, de se credenciar à Academia Brasileira de Letras. Que não anda lá muito criteriosa assim. Mas esse é outro assunto.
O cenário da prosa de hoje teria ocorrido durante a procissão de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, 1984. Nela, Tancredo dividia com Nossa Senhora, as atenções da multidão, segundo o neto em transe. Que formava um cordão com mais de um milhão de pessoas, em torno do Aero Willys onde estavam, “agasalhados pelo afeto da multidão”, ele e o avô. Insinua ele que a multidão o reconhecia e o “agasalhava”. Risível pretensão. Detalhe: eram mais de dois milhões de pessoas a pé, sendo impossível o “desfile” em carro aberto, que só ele viu!
Ah, a multidão, segundo o texto, saudava Tancredo como o “presidente da redemocratização”, numa campanha que “arrebatava corações e mentes dos brasileiros”. Aécio funde, de forma leviana, a assassinada campanha pelas “Diretas Já”, com o início titubeante da “campanha” pelos votos no restrito colégio eleitoral. Registre-se: a intensa devoção no Círio de Nazaré sempre acolheu manifestações políticas: em 1985, as duas que pontificaram foram pela reforma agrária e contra a discriminação racial. A manifestação política pró-Trancredo ocorrera no Sindicato dos Estivadores, à margem do evento religioso.
Mas, vamos lá. A gororoba de seu escrito é para dizer que Tancredo abdicaria de toda aquela “popularidade”, em nome das reformas estruturais, algumas delas antipáticas que teria que fazer, mas que distinguiriam o estadista. Aquele que não se rende a interesses paroquiais. Como quem recebe um espírito, ele foi longe buscar uma frase antes inaudita, do avô.
A escorregadela advinda da referência depreciativa às paróquias, em meio a um artigo tão cheio de fé e religiosidade, é perdoada. Ato falho de quem usa e abusa da fé alheia para introduzir seu sermão político.
Ao final, ele insinua que Dilma não é estadista. Que ele aprendeu a lição do avô. Logo, ele seria estadista. Silogismo aristótélico de primeiro grau.
Primeiro, ele poderia dizer qual medida antipopular que Tancredo adotou em Minas Gerais, abdicando de sua popularidade, que aliás só ocorrera em face de sua agonia e morte trágica. Em dois anos  de seu governo (1983/84), nenhuma ousadia foi cometida. Tancredo não era dado a ousadias.
Em segundo, falando de interesses paroquiais, ele poderia descrever o porquê de ter nomeado como presidente da CODEMIG em Minas Gerais, o dono do jatinho que fica à sua disposição, ou as nomeações de Papaléo Paes (AP), Jungmann (PE), ou Wilson Santos (MT) como “aspones” em empresas públicas mineiras. Isso sem falar em dezenas de “fichas-sujas” impostos ao governo de seu sucessor, sendo que alguns deles condenados, outros com bem indisponíveis, alguns presos e muitos outros sob investigação.
Achando que sua historiografia farsesca passará impune, Aécio tenta se apresentar como “líder” político desde 1985. Chegou a bancar um documentário, que foi retirado do ar da TV Cultura de São Paulo, onde ele era apresentado como líder da juventude nas Diretas-já (SIC). Na verdade, à época, ele liderava boas festas em Belo Horizonte. Elegeu-se no  rastro da comoção pela morte do avô. Deputado-surfista, nunca propôs as reformas ousadas que ele agora diz serem necessárias. Como governador sucateou o estado de Minas Gerais, que se afunda numa dívida de 70 bilhões!
Seus artigos cifrados e criptografados dizem, para poucos que entendem, o seguinte: eu acabarei com direitos trabalhistas, férias anuais, passarei a aposentadoria para os 70 anos, liquidarei a estabilidade de servidores públicos concursados, venderei o BB, a Caixa e a Petrobrás etc. É isso que resta aos “estadistas” neoliberais!
Eis o recado subliminar que ele manda à agiotagem financeira, às grandes construtoras, aos usineiros, ao FMI e similares. De quem pretende ser pároco.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Protestos na Europa e nos EUA atestam falência do neoliberalismo, dizem petistas

protesto_wallstreetA crise econômica e os protestos populares contra as instituições financeiras e governos, tanto na Europa como nos Estados Unidos, mostram que o modelo neoliberal faliu. Essa é a avaliação do líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), e do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), membro do parlamento do Mercosul (Parlasul).
Segundo eles, governos populares e democráticos da América Latina, entre eles o Brasil, já mostraram que é possível fortalecer a economia de um país, distribuindo renda, gerando empregos e recuperando a influência do Estado nos rumos da nação.
"Essas manifestações, principalmente contra o sistema financeiro, são positivas. Durante um longo tempo, os operadores do mercado ganharam muito, e não é justo que na hora da crise a população pague a conta. Chegou a hora de a população desses países se beneficiar desses lucros. É hora de distribuir a renda. Se quiserem aprender como se faz, o Brasil pode ensinar", destacou Paulo Teixeira.
Para Dr. Rosinha, a crise em vários países da zona do euro e também nos EUA pode ser explicada pela escolha de um modelo econômico errado. "Vários governos de países da América Latina, como os do Brasil, Argentina e Uruguai, entre outros, priorizaram o desenvolvimento baseado na soberania econômica, redução da pobreza e fortalecimento dos mercados internos. Enquanto isso, os atuais países em crise aprofundavam um modelo econômico que reduzia o poder de regulação do Estado sobre a economia, com a adoção do princípio do Estado mínimo", destacou Dr. Rosinha.
Manifestações - Para o deputado paranaense, as manifestações populares na Europa e nos EUA já acontecem com atraso. Segundo ele, trabalhadores e movimentos sociais da América Latina já tinham, há muito tempo, a consciência de que as verdadeiras transformações em um país ocorrem por meio da mobilização popular.
Dr. Rosinha explicou ainda que os protestos que acontecem nos EUA, Grécia, Itália, Portugal e Espanha, entre outros, apesar de positivos, não podem ser apenas manifestações esporádicas. A seu ver, eles devem resultar em transformação do atual modelo econômico e político adotado nesses países, sob o risco de não passarem de um simples descontentamento momentâneo.
Protestos - Na última quarta-feira (5), mais de 10 mil pessoas ocuparam as ruas de Wall Street, distrito financeiro de Nova York, para protestar contra o sistema financeiro norte-americano. Os manifestantes acusaram essas instituições de "destruírem empregos", e cobravam "punição ás práticas abusivas, irresponsáveis e depredadoras".
Protestos semelhantes, reunindo milhares de pessoas, também já aconteceram em vários países europeus. Nessas manifestações, governos e instituições financeiras também foram acusados de lucrar abusivamente nos últimos anos e de "jogar" o continente na pior crise econômico-financeira do pós-guerra.
Héber Carvalho

Fonte: PT da Câmara