As Melhores do "Vai..."

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cuba sob a ótica da Globo


Foto: Ismael Francisco, em Cuba
Do blog Colcha de Ideias:

Essa semana o Jornal Nacional apresentou uma série de reportagens sobre Cuba. Só a proposta já é desconfortável. A grande mídia brasileira voltando seus olhos para a nação socialista. É no mínimo estranho!

O primeiro capítulo da reportagem mostrou sob a ótica de uma única cidadã, que diga-se de passagem morava nos Estados Unidos (aquele do embargo econômico) as condições de vida na ilha. Primeira questão: como uma reportagem que se propõe séria julga o todo pela experiência de UM cidadão?

O segundo fator incômodo da reportagem foi a ironia jornalística. Ao tratar sobre a medicina de Cuba, mundialmente reconhecida, a dita cidadã relatou que para conseguir atendimento médico no país, precisa dar presente aos médicos, afirmação que foi tomada como verdade sem nenhum tipo de averiguação e agora milhões de pessoas estão realmente acreditando nisso! A pergunta que se faz é: será que é isso mesmo? Vejamos:

De acordo com o Relatório do Índice de Desenvolvimento Humano 2011, da Organização das Nações Unidas (baixe aqui!) A expectativa de vida na ilha é de 79 anos, relativamente alta para quem não tem assistência médica, certo? O IDH do país ocupa o 51 lugar, que de acordo com a ONU é considerado elevado, o Brasil amarga em 84. Sobre a questão de igualdade entre os gêneros, Cuba é tida como a sociedade mais igualitária da América Latina em termos de gênero. A média de filhos está em menos de dois por mulher, com 100% dos partos assistidos, e o acesso aos métodos contraceptivos é considerado fácil!

A desnutrição infantil está na casa dos 4% e a taxa de mortalidade infantil é de 6 para cada 1000 crianças nascidas vivas, na Noruega, primeiro IDH do planeta, essa proporção é de 3/1000 e nos EUA de 8/1000. Estudos sobre educação indicam que na ilha existe uma proporção de um mestre para cada 42 habitantes, o que sugere que a população, por mais pobre que seja, tem acesso à educação. De acordo com o relatório, a população com Ensino Médio chega a quase 80%.

As imagens da série de reportagem nos fazem imaginar um país fantasma, sem vida, com um governo altamente repressor. A proposta aqui não é indicar a ilha como o paraíso perdido, mas relativizar e questionar o jornalismo feito pela Globo. Olhares atentos verão que as coisas não são tanto como a Rede Globo pinta. No segundo episódio da série vimos casas bem cuidadas e pessoas elegantes dando entrevista. O que a série não destaca é que o problema do aspecto fantasmagórico da ilha está muito mais relacionado ao embargo econômico liderado pelos EUA do que no regime comunista. Pelo contrário, afirmam que a economia do país está destruída e sugerem que a culpa é do modelo social. E mais, que Raul Castro está abrindo a economia cubana dando a esperança do povo viver o sonho capitalista! Oi? Esse tipo de reportagem demonstra amadorismo e falta de responsabilidade da emissora em se basear em “achismos” na formação da opinião pública!

Há quem diga que os dados dos relatórios da ONU, por serem enviados pelos próprios países, podem ser manipulados, tudo bem, talvez até possam, mas com todas as fragilidades da ONU, creio que os índices dela sejam mais confiáveis que os de uma universidade estadunidense, tendo em vista que os EUA são os principais interessados em implodir o regime cubano.

É isso, não podia deixar o ano virar sem publicar esse artigo. Que em 2012 a prudência jornalística nasça da rede Globo! Hasta la revolución!

Quanto o Brasil vai crescer em 2012?


Por Nivaldo Santana, em seu blog:

"Especialistas" ligados ao setor financeiro afirmam que a economia brasileira tem um teto para crescer. Esse teto chama-se PIB potencial, média móvel ponderada obtida a partir da 1) taxa de emprego da força de trabalho, 2) taxa de utilização da capacidade produtiva da indústria e 3) taxa de crescimento do PIB.



Esse PIB potencial, sempre segundo os mesmos "especialistas", seria algo em torno de 3,5%. Quando o Brasil cresce acima disso, corre o risco de perder o controle da inflação. Para evitar esse "problema", o Banco Central tem usado, preferencialmente, o remédio básico da elevação da taxa de juros.

Em 2011 a economia brasileira deve ter crescido 3%. Para 2012, a previsão é a de que o PIB gravite em torno de 3,5%. "Este é o nosso PIB potencial", proclamou um economista ligado a uma instituição financeira.

Os gargalos para um crescimento maior seriam as nossas deficiências de infraestrutura e a pouca capacidade de investimento do setor público. Dessa forma, o crescimento do PIB pressionaria a inflação, já que a produção não consegue acompanhar a demanda.

Cortar os gastos públicos - menos gastos com salários e previdência - é a receita padrão desses guarda-livros dos banqueiros. Um cara-de-pau chegou a sugerir o fim da política de valorização do salário mínimo como premissa para um crescimento maior.

O terceiro trimestre de 2011 teve crescimento nulo do PIB. Uma causa, sem dúvida, é reflexo da crise nos EUA, na Europa e no Japão. O problema maior, no entanto, é a política econômica interna. Até julho houve uma política de aumento de juros associada ao câmbio sobrevalorizado e às medidas macroprudenciais.

Juros altos, câmbio apreciado e medidas macroprudenciais (contenção do crédito e do consumo com elevação dos depósitos compulsórios e maiores exigências para a concessão de financiamento) têm um efeito colateral perverso: segura o crescimento da economia.

Diante desse quadro, o Brasil tem uma grande opção: crescer pouco ou ser mais ousado para romper com a ortodoxia macroeconômica conservadora e trilhar o caminho do desenvolvimento forte, acelerado e sustentado.

Bomba! Bomba! FHC descobriu a China!

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:




Naquele estilo de gordura saturada, o Farol de Alexandria publica no Globo, na página 10, um texto que vai revolucionar o pensamento Ocidentocêntrico.

Henry Kissinger vai rasgar tudo o que escreveu para debruçar sobre a obra do Farol.

Diz ele (que pensa que só ele tem internet rápida):

(Prepare-se, amigo navegante, para ver o Sol nascer !)

“Que modificações advirão (essa é boa “advirão”! – PHA) do quadro de poder que vai se desenhando (Oh Camões, onde estás ? – PHA) no mundo… ? Uma coisa parece (sic) certa: o predomínio do Ocidente se vê (sic) contestado pela emergência de fatores econômicos, demográficos, e mesmo (a vírgula é do original – PHA) culturais, sino-cêntricos, ou melhor “asiático-cêntricos. Está reaberta a rota para o Extremo Oriente. “

Um jenio !

Ninguém mais tinha percebido a China !

Em tempo: as platitudes atendem a dois objetivos. Ignorar os BRICs e fazer de conta que o Brasil não saiu daquela cinzenta pasmaceira que foi o Governo dele e do Cerra. E, segundo, omitir a ocorrência desse pequeno tsunami na biografia dele e o Cerra: a Privataria do Amaury. É um jenio !