As Melhores do "Vai..."

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Piloto do Helicóptero do Pó em Minas trocou mensagens com o senador Pórrela.


Vem chumbo grosso no caso do helicóptero que foi capturado pela Policia Federal em Minas Gerais. Segundo informações de uma pessoa influente no estado, foram trocados 70 mensagens entre o piloto e o senador nos dias que antecederam a prisão.
O piloto Rogério Almeida Antunes já teria declarado que é funcionário do senador Perrela. Outra informação a ser percebida é a de que o prefixo da aeronave era PP, com função estritamente particular e não poderia ser alugado.
E mais informações são descobertas a cada dia que passa no caso do Pó de Minas. A mesma pessoa que informou sobre os torpedos entre o piloto e o senador, afirma que aquela não foi o primeiro voo para o Espírito Santo. Considerada rota de tráfico internacional pelo Porto. E todas a idas foram autorizados por torpedos. O que complicará a defesa do senador.

Já está provado que o piloto era funcionário da Assembleia Legislativa de Minas e prestava serviços para a empresa dos filhos do senador Perrela. O que se espera agora é que tudo venha a público e que todos saibam o que acontece na “república do pó”.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Em busca das UPAS Perdidas - Na Lata

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Manifesto dos juristas Dalmo Dallari e Celso Bandeira sobre a prisão dos acusados na AP 470, vulgo mensalão



A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal de mandar prender os réus da Ação Penal 470 no dia da proclamação da República expõe claro açodamento e ilegalidade. Mais uma vez, prevaleceu o objetivo de fazer do julgamento o exemplo no combate à corrupção.

Sem qualquer razão meramente defensável, organizou-se um desfile aéreo, custeado com dinheiro público e com forte apelo midiático, para levar todos os réus a Brasília. Não faz sentido transferir para o regime fechado, no presídio da Papuda, réus que deveriam iniciar o cumprimento das penas já no semiaberto em seus estados de origem. Só o desejo pelo espetáculo justifica.

Tal medida, tomada monocraticamente pelo ministro relator Joaquim Barbosa, nos causa profunda preocupação e constitui mais um lamentável capítulo de exceção em um julgamento marcado por sérias violações de garantias constitucionais.

A imprecisão e a fragilidade jurídica dos mandados expedidos em pleno feriado da República, sem definição do regime prisional a que cada réu teria direito, não condizem com a envergadura da Suprema Corte brasileira.

A pressa de Joaquim Barbosa levou ainda a um inaceitável descompasso de informação entre a Vara de Execução Penal do Distrito Federal e a Polícia Federal, responsável pelo cumprimento dos mandados.

O presidente do STF fez os pedidos de prisão, mas só expediu as cartas de sentença, que deveriam orientar o juiz responsável pelo cumprimento das penas, 48 horas depois que todos estavam presos. Um flagrante desrespeito à Lei de Execuções Penais que lança dúvidas sobre o preparo ou a boa fé de Joaquim Barbosa na condução do processo.

Um erro inadmissível que compromete a imagem e reputação do Supremo Tribunal Federal e já provoca reações da sociedade e meio jurídico. O STF precisa reagir para não se tornar refém de seu presidente.

A verdade inegável é que todos foram presos em regime fechado antes do "trânsito em julgado" para todos os crimes a que respondem perante o tribunal. Mesmo os réus que deveriam cumprir pena em regime semiaberto foram encarcerados, com plena restrição de liberdade, sem que o STF justifique a incoerência entre a decisão de fatiar o cumprimento das penas e a situação em que os réus hoje se encontram.

Mais que uma violação de garantia, o caso do ex-presidente do PT José Genoino é dramático diante de seu grave estado de saúde. Traduz quanto o apelo por uma solução midiática pode se sobrepor ao bom senso da Justiça e ao respeito à integridade humana.

Tais desdobramentos maculam qualquer propósito de fazer da execução penal do julgamento do mensalão o exemplo maior do combate à corrupção. Tornam também temerária a decisão majoritária dos ministros da Corte de fatiar o cumprimento das penas, mandando prender agora mesmo aqueles réus que ainda têm direito a embargos infringentes.

Querem encerrar a AP 470 a todo custo, sacrificando o devido processo legal. O julgamento que começou negando aos réus o direito ao duplo grau de jurisdição conheceu neste feriado da República mais um capítulo sombrio.

Sugerimos aos ministros da Suprema Corte, que na semana passada permitiram o fatiamento das prisões, que atentem para a gravidade dos fatos dos últimos dias. Não escrevemos em nome dos réus, mas de uma significativa parcela da sociedade que está perplexa com a exploração midiática das prisões e temem não só pelo destino dos réus, mas também pelo futuro do Estado Democrático de Direito no Brasil.

19 de Novembro de 2013