As Melhores do "Vai..."

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Prefeito de Itaguara destaca valorização da relação entre União e municí...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

CPMI do Cachoeira: Paulo Teixeira quer depoimento de juiz federal que te...



O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga a organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, apresentou na semana passada um requerimento propondo que o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima seja ouvido pela Comissão.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O julgamento de Mubarak, e a crise no Egito



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Saddam Hussein, Slobodan Milosevic, Charles Taylor, Augusto Pinochet, Alberto Fujimori, Jorge Rafael Videla. A todos esses nomes se integra agora o de Hosni Mubarak, que possui em comum com todos os anteriores o seguinte fato: um ex-Chefe de Estado condenado pelos crimes cometidos pelo seu regime. O seu julgamento foi aclamado pelos egípcios como “o julgamento do século”, e o jornal egípicio Al Masry Al Youm o classificou como o julgamento do “ultimo faraó do Egito”.
 Há algo de significativo no julgamento de Chefes de Estado. São eventos nos quais as chagas do passado são trazidas à tona a fim de restaurar a memória coletiva, retribuir a injustiça cometida contra as vítimas ou familiares de regimes anteriores e, em última instância, legitimar a nova ordem instaurada. Em julgamentos como o de Carlos I da Inglaterra ou de Luís XVI da França, não eram julgados somente os homens, mas sim toda a ordem absolutista do antigo regime. Tal como no Leviatã de Hobbes, representavam as cabeças de regimes derrubados e, uma vez que passam a ser identificados com regimes monstruosos, deixam também de ser homens para se tornarem simbolicamente os monstros cujo sacrifício irá purgar o passado e glorificar a vitória da revolução. Esse sentimento marca a famosa frase de Robespièrre, em seu discurso proferido perante a Assembléia Nacional antes de Luís XVI ser decapitado na guilhotina: “Luís deve morrer, para que a França possa viver”. O mesmo sentimento pode ser percebido no recente julgamento de Hosni Mubarak no Egito.