As Melhores do "Vai..."

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Onde está José Serra?



Deu no blog do Zé Dirceu:
Image
José Serra
Sumiu, não se manifesta, não abre a boca sobre esse desastrado processo de privatização da rede pública de hospitais paulistas, via passagem desses estabelecimentos para as organizações sociais de saúde (OSs), iniciado por ele como governador (janeiro-2007 / abril-2010) e acelerado por seu sucessor, o também governador tucano Geraldo Alckmin.

Uma coisa eles não podem esconder: a privatização reuniu unanimidade contra. Cresce a cada dia o consenso sobre o quanto ela é nociva, nefasta mesmo, escandalosa e temerária para a rede pública de saúde.

Entre outras razões porque visa desmontar o Sistema Único de Saúde (SUS) e se constitui em um privilégio concedido aos planos médicos privado. Mas é no seu bolso, no de todos nós contribuintes que pagamos a conta, que essa privatização, mais uma vez promovida pelos tucanos, revela sua face mais cruel.

Até o Estadão, insuspeito em matéria de privatizações já que sempre as defendeu radicalmente, está contra esta implementada pela dupla José Serra/Geraldo Alckmin na área da saúde. O jornalão da família Mesquita traz editorial hoje - HC sob ameaça - no qual afirma que "hospital público não pode dar tratamentos diferentes".

"Não se justifica - pondera o editorial de O Estado de S.Paulo - que um hospital  adote dois sistemas de atendimento - ou utilize o sistema da "porta dupla" como é chamado -, um para o paciente ser atendido gratuitamente e outro para aquele que, por algum meio, pagará pelos serviços que receber".

Leiam, também, o post abaixo Um lapso de informação no editorial do Estadão.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A oposição agora se perdeu de vez. VAI...

A oposição parece ter perdido de vez o rumo político. Agora além de não apresentar projeto, meta, sugestão ou coisa parecida eles também pretendem sobrecarregar a Câmara dos deputados com representações cada vez mais descabidas e infundadas.

Essa semana dois deputados tucanos protocolaram no Conselho de Ética da Câmara uma representação contra o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Segundo o líder tucano na Câmara, deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), e o deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA) Gabrielli e Pimentel desrespeitaram a conduta ética da Administração Pública por terem se encontrado com o companheiro de partido José Dirceu – os parlamentares tomaram como base matéria publicada na revista Veja (saiba mais aqui).

O presidente da Petrobras concedeu entrevista ao blog Vi o Mundo e caracterizou a reportagem como “asquerosa, fruto de péssimo jornalismo”.

O ministro do Desenvolvimento também foi convidado para falar, mas preferiu o silêncio. É como diz o ditado “bosta quanto mais mexe, mais fede”. Mas nós, blogueiros sujos não vamos nos calar.

Eis aqui nossa singela “defesa”: (a palavra defesa está entre aspas por entendermos que o ministro Fernando Pimentel não precisa de defensores, uma vez que ele não fez nada de errado).

1º Que lei ou código de ética proíbe que dois companheiros de partido se encontrem?
2º O encontro nunca foi secreto, foi, inclusive, divulgado no blog no jornalista Ricardo Noblat.
3º Os deputados alegam que Pimentel tem acesso a informações privilegiadas e não pode repassá-las para iniciativa privada – sim, com certeza isso ele não deve fazer – mas quem disse que ele repassou informações a José Dirceu?

Resumindo: os tucanos estão perdidos, sem argumentos e sem projeto algum.

Governo tucano em Minas mantém intransigência e insiste no achatamento da carreira do Magistério

http://www.cut.org.br/destaques/21183/governo-tucano-em-minas-mantem-intransigencia-e-insiste-no-achatamento-da-carreira-do-magisterio?utm_source=cut&utm_medium=email&utm_term=informacut&utm_campaign=informacut

Governo tucano em Minas mantém intransigência e insiste no achatamento da carreira do Magistério
01/09/2011

Em assembleia, trabalhadores (as) decidem permanecer em greve
Escrito por: Sind-UTE/MG
Cerca de nove mil trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede estadual decidiram, em Assembleia Estadual ocorrida na tarde desta quarta-feira (31), no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), manter a greve por tempo indeterminado. O movimento teve início dia 08 de junho e a categoria reivindica o imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), regulamentado pela Lei Federal 11.738. Após a Assembleia Estadual, os manifestantes seguiram em passeata até a Praça da Liberdade.



Nesta quarta (31), pela manhã, houve reunião do Comando Geral de Greve, no auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA). Também pela manhã, aconteceu a reunião com o Ministério Público Estadual, Governo e Sind-UTE/MG. Participaram além de representantes do Sindicato, as secretárias de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, de Educação, Ana Lúcia Gazolla e, pela primeira vez, o secretário de Governo, Danilo de Castro, além do procurador de Justiça, Alceu Torres Marques, a coordenadora da Promotoria Estadual de Defesa da Educação, Maria Elmira Dick, os promotores da Promotoria da Infância e Juventude, Maria Lúcia de Santa Gema e Celso Pena.



Na oportunidade, o Governo apresentou proposta de um valor de Piso de R$712, a partir de janeiro de 2012, desconsiderando o tempo de carreira e o grau de escolaridade. A direção estadual do Sind-UTE/MG explica porque não atende. “A proposta nada mais é que o achatamento da carreira, não está aplicada a tabela de vencimento básico vigente e ela contemplaria apenas o professor, excluiria outros categorias de educadores. O Governo não apresentou proposta para os cargos de suporte à docência e, por isso também não cumpre a Lei .”



A direção do Sind-UTE/MG conclama a categoria a continuar mobilizada para fortalecer o movimento, que avalia ser justo, pois trata-se de um cumprimento à Lei Federal. Os trabalhadores vão se organizar e realizar vários atos e manifestações dialogando com a sociedade, divulgando panfletos, além de promover atividades de caça ao governador e manter a articulação com movimentos sociais e entidades sindicais, com objetivo de fortalecer a greve. O Sindicato orienta os designados a não assinar nenhum documento e a permanecerem em greve.



Também ontem, o Ministro da Educação, Fernando Haddad disse apoiar o governo de Minas na contratação de novos professores e descartou a possibilidade de cancelar ou adiar o Enen, diante da situação em Minas Gerais. Sobre a questão, a direção estadual do Sind-UTE/MG mandou um recado ao ministro: “não emita opinião sobre a greve em Minas e cumpra o papel de cobrar dos estados e municípios o cumprimento da Lei Federal 11738/08”.



Nova Assembleia Estadual da categoria está marcada para o dia 8 de setembro. No dia da Independência, 7 de setembro, feriado nacional, os trabalhadores vão participar do Grito dos Excluídos em diversos municípios mineiros.